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O levantamento da Numbeo para o meio de 2025 avaliou critérios como preços de bens de consumo, aluguel, supermercado e restaurantes

A Europa e a América do Norte podem até abrigar os países mais caros para viver como estrangeiro, como o Reino Unido e o Canadá. No entanto, conforme o levantamento da empresa Numbeo referente ao meio de 2025, o lugar com o maior custo de vista é, na verdade, caribenho.
Estamos falando das Ilhas Cayman, um território ultramarino britânico formado por três ilhas no Mar do Caribe.
Monitorado pela Numbeo, o relatório é atualizado constantemente ao longo do ano. Para consolidar o ranking, a companhia utiliza como referência a cidade de Nova York e a atrela ao índice de número 100. Se um destino tiver uma pontuação de 120, por exemplo, isso significa que seus preços são 20% mais altos do que em Nova York.
Os indicadores-base para o estudo são preços de bens de consumo, aluguel, supermercado e restaurantes, comparados ao poder de compra local.
O território caribenho não só é um paraíso do ponto de vista das praias paradisíacas, mas também na perspectiva de impostos.
Nas Ilhas Cayman, não são cobrados impostos diretos. Ou seja, não há cobrança sobre renda, lucro das empresas, ganho de capital, herança, presentes ou propriedade tanto para as pessoas físicas residentes quanto às empresas sediadas no local.
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Esse sistema, consequentemente, atrai os super-ricos, o que eleva, por sua vez, os preços de moradia, alimentação e a maioria dos outros custos.
Um exemplo disso são as residências atreladas a marcas de altíssimo padrão que acomodam este público. Algumas delas são o The Residences at The Ritz-Carlton Grand Cayman e as moradias oferecidas pelo Mandarin Oriental Grand Cayman.
Embora não tenha sido um país europeu o vencedor do ranking, o continente ainda domina metade da lista dos 10 países com maior custo de vida, segundo os dados da Numbeo.
Começando pela Suíça, na 2ª posição, com 106,8 pontos. A presença do país entre os mais caros não chega a ser uma surpresa. Zurique, centro financeiro do segundo colocado, por exemplo, já figurou como a quinta cidade mais cara do mundo para os indivíduos de alto patrimônio, segundo o 2025 Global Wealth and Lifestyle Report, feito pelo banco suíço Julius Baer.

Também no top 3 aparece a Islândia, com 94,5 pontos. A gelada ilha no Atlântico Norte é conhecida por sua qualidade de vida e já foi considerada o país mais seguro do mundo de acordo com o 2025 Global Peace Index (GPI), publicado pelo Institute for Economics & Peace.
Com 78,9 pontos, a Noruega ocupa a 6º posição; seguida pela Dinamarca, com 74,1 pontos na 7ª posição; e por Luxemburgo, com 73,5, na 8ª posição.
O top 10 do estudo da Numbeo também inclui dois destinos asiáticos: Singapura, na 5ª posição, e Hong Kong, em 9º lugar.
Como mostra o índice, o problema em Hong Kong nem é o preço de comer fora de casa. Por lá, a questão é justamente a casa em si: a região é um lugar caro para viver, ficando em 3º lugar no índice de preço de aluguel e em 6º lugar no índice de custo de vida mais aluguel. Esse indicador soma todos os gastos essenciais de uma pessoa ao valor da moradia.
Por outro lado, isso não parece ser um problema tão grave para os habitantes do país. Isso porque Hong Kong apresenta um indicador de poder de compra local elevado.

Singapura, por sua vez, ocupa um território pequeno, o que significa que as propriedades imobiliárias têm uma demanda altíssima. Alternando com Hong Kong, o país ocupa o 2º lugar no índice de preço de aluguel e a 3ª posição no índice de custo de vida mais aluguel.
Completam a lista as regiões insulares como Bahamas (4º lugar), e o bailiado de Guernsey (10º lugar), completam o top 10.
Guernsey é um território de dependência autônoma da coroa britânica, mas que não compõe o Reino Unido. Ele faz parte das Ilhas do Canal, localizado a 43 quilômetros da costa da Normandia e a 112 quilômetros do sul da Inglaterra.
Lá, a cidade de Porto de São Pedro, se destaca como um destino de luxo ao reunir mansões multimilionárias.
As Bahamas, por sua vez, saltaram no ranking principalmente devido ao índice de custo de vida mais aluguel, no qual ocupa a 6ª posição. Além disso, é provável que o fluxo constante de turistas inflacione os preços nas áreas de resorts. De fato, o sonho de viver em uma ilha tem um preço e ele é alto.
O Brasil ocupa a 114ª posição no ranking, ficando abaixo da 100ª posição em quase todos os índices, menos no de poder de compra local, em que ficou na 93ª posição, com 47,6 pontos.
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