Azul (AZUL4) apresenta números mais fracos em agosto, com queda na receita líquida e no resultado operacional; entenda o que aconteceu
A companhia aérea, que enfrenta uma recuperação judicial nos Estados Unidos, encerrou agosto com R$ 1,671 bilhão no caixa

A companhia aérea Azul (AZUL4) diminuiu seu nível de voo e desceu alguns pés em agosto. O que indica isso é o relatório mensal apresentado à corte de Nova York ontem (30).
No documento a empresa afirma que teve uma receita líquida de R$ 1,89 bilhão e um resultado operacional, que exclui custos não recorrentes ligados à reestruturação, de R$ 425,6 milhões. Os números são menores se comparados aos de julho.
Esse relatório mensal é exigido dentro do processo voluntário de Chapter 11 — um equivalente à recuperação judicial no Brasil —, enfrentado pela Azul. A apresentação também busca informar o mercado sobre a posição financeira e operacional da aérea durante o processo de recuperação judicial.
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Também foi anunciado um Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 664,9 milhões, com margem de 35,2%.
Ao fim de agosto, a aérea tinha R$ 1,67 bilhão em caixa e aplicações de curto prazo, além de R$ 2,26 bilhões em contas a receber.
A companhia fechou o pregão de hoje com os ADRs negociados a US$ 0,60 na bolsa de valores dos EUA. A queda foi de 2,28%.
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No Brasil, as ações AZUL4 encerraram o período de negociações com aumento de 0,83%, a R$ 1,22.
Em julho, Azul voava alto
Ao contrário do que acontece hoje na bolsa dos EUA, a divulgação dos dados de julho chegou a impulsionar as ações da Azul em um pregão.
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No período, a empresa teve Ebitda ajustado de R$ 709 milhões, com receita líquida total de R$ 2 bilhões.
Entre os dados de julho e agosto, houve uma queda de 6,3% na receita líquida e de 6,2% no resultado operacional.
Em que pé está a recuperação judicial da Azul?
O processo de Chapter 11 da Azul começou em maio deste ano. A empresa apresentou à Justiça de Nova York o seu plano de reestruturação em agosto. O projeto tem como objetivo eliminar cerca de US$ 2 bilhões em dívidas do balanço.
Se tudo acontecer nos conformes, a Azul pode finalizar o processo no prazo previsto inicialmente. Os executivos da companhia afirmam que esperam sair do Chapter 11 entre o final de 2025 e o início do próximo ano.
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A companhia terá a recuperação mais rápida do setor aéreo brasileiro se encerrar o processo ainda em 2025.
Impactos negativos do Chapter 11
Não dá para sair de uma recuperação judicial tão rápido sem fazer algumas concessões. Um dos reveses é o fim do noivado da Azul com a Gol.
As duas companhias aéreas negociavam uma fusão, que poderia ajudar ambas. O cancelamento dos planos de união ocorreu no fim do mês passado. A justificativa usada para cancelar o casamento foi o foco da Azul em sua reestruturação.
A empresa planeja, também, desfazer-se de 35% da sua frota. Com isso, será possível diminuir o valor investido em manutenção, que pesa no capex. Esse movimento auxiliará no processo de desalavancagem financeira.
*Com informações do Money Times.
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