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OPERAÇÃO MAGNA FRAUS

Uma suíte de luxo perto do Palácio da Alvorada, fuga para o exterior e prisão inesperada: o que a investigação do ‘roubo do século’ revelou até agora

Quase quatro meses após o ataque hacker que raspou R$ 813 milhões de bancos e fintechs, a Polícia Federal cumpriu 42 mandados de busca e apreensão e 26 de prisão

Imagem: ChatGPT

Uma suíte de um dos hotéis mais caros de Brasília, situado a menos de um quilômetro do Palácio da Alvorada, serviu de base para aquele que vem sendo considerado o “roubo do século”. Os criminosos usaram apenas um notebook (e talvez o frigobar, pois ninguém é de ferro) para roubar milhões e milhões de reais, sem precisar empunhar nem sequer uma arma. A cena poderia ser de um filme hollywoodiano ou de uma série da Netflix, mas a realidade brasileira mais uma vez superou a ficção.

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Se o caso já parece cinematográfico até aí, os episódios seguintes tornam o caso ainda mais digno das telinhas: após rasparem R$ 813 milhões de bancos e fintechs, os criminosos saíram do Brasil, cada um para um lugar diferente. Alguns partiram para a Europa, enquanto um outro grupo fretou um avião com destino à Argentina.

O plano parecia ter transcorrido perfeitamente. Até ontem, quando a farra dos hackers acabou. Quase quatro meses depois do ataque, a Polícia Federal (PF) cumpriu 42 mandados de busca e apreensão e 26 de prisão — 19 preventivas e sete temporárias — em 11 cidades brasileiras. Os mandados fazem parte da segunda fase da operação Magna Fraus, que investiga o grupo de criminosos responsável pelo roubo do século.

Como parte dos investigados encontrava-se no exterior, as prisões internacionais foram executadas com a cooperação da Interpol e polícias da Espanha, Argentina e Portugal.

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A segunda fase da Operação Magna Fraus

Na manhã de quinta-feira (30), os agentes da PF foram às ruas cumprir os mandados nas seguintes cidades: Goiânia (GO), Brasília (DF), Itajaí (SC), Balneário Camboriú (SC), São Paulo (SP), Praia Grande (SP), Belo Horizonte (MG), Betim (MG), Uberlândia (MG), João Pessoa (PB) e Camaçari (BA).

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Segundo informações do G1, 12 pessoas foram presas no Brasil e outras sete no exterior: seis na Espanha e uma na Argentina. Além disso, os agentes também apreenderam veículos, joias, relógios, itens de luxo, armas, munições, além de cerca de R$ 1 milhão em criptoativos.

A segunda fase da Operação Magna Fraus também contou com medidas de bloqueio de bens e valores na ordem de até 640 milhões de reais.

A investigação está sendo conduzida pela Polícia Federal, com o apoio do Cyber GAECO do Ministério Público do Estado de São Paulo

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Além disso, a operação também foi realizada com ajuda do Centro de Coordenação e Comando da Interpol, dos Escritórios da Interpol no Brasil, Espanha, Argentina e Portugal e da Brigada Central de Fraudes Informáticos da Polícia Nacional da Espanha.

O que se sabe até o momento sobre o “roubo do século”

De acordo com a PF, o grupo investigado desviou os valores milionários diretamente das contas usadas por bancos e instituições de pagamento para administrar as transferências Pix de seus clientes.

O ataque hacker ainda teria contato com uma ajudinha de um funcionário da empresa C&M Software, cujo sistema foi o alvo da ação criminosa. A companhia prestava serviço de interligação de bancos menores à rede do Banco Central (BC).

De acordo com o G1, o funcionário da C&M vendeu as senhas de acesso aos criminosos. O ex-empregado foi preso dias depois da ação.

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Vale ressaltar que o sistema do Pix propriamente dito não chegou a ser invadido, segundo informações do BC. Além disso, não há qualquer relação com as contas de clientes finais.

Além do roubo do século: os ataques hackers recentes

Embora o roubo do século tenha ocorrido em julho, a fragilidade do sistema financeiro do Brasil segue sendo uma dor de cabeça. 

Há dez dias, um novo ataque hacker drenou mais de R$ 40 milhões de diferentes fintechs, bancos e empresas de serviços financeiros, segundo apurou o Seu Dinheiro.

Os criminosos invadiram o sistema da Diletta, uma prestadora de serviços brasileira. Entre as vítimas está a FictorPay, subsidiária da holding Fictor, que atua nos setores de alimentos, infraestrutura e finanças. O prejuízo da fintech passa de R$ 6 milhões, de acordo com fontes.

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*Com informações da Agência Brasil.

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