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Negociada na Nasdaq sob o ticker “VAPE”, a CEA Industries levantou US$ 1,25 bilhão para montar a maior tesouraria corporativa em BNB no mundo
Respire fundo, porque uma nova concorrente resolveu entrar no jogo das empresas crypto treasury, só que mirando no Binance Coin (BNB) ao invés do bitcoin (BTC). E o mais curioso: a nova jogadora é uma empresa de vape.
Negociada na Nasdaq sob o ticker “VAPE”, a canadense CEA Industries levantou US$ 1,25 bilhão para montar a maior tesouraria corporativa em BNB entre empresas listadas nos Estados Unidos, de acordo com o anúncio feito nesta segunda-feira (28).
A Binance Coin é a quarta maior criptomoeda do mundo, com valor de mercado acima de US$ 100 bilhões, e faz parte do ecossistema da exchange Binance. Com isso, a empresa de vape será a primeira a montar uma tesouraria baseada exclusivamente em uma blockchain que não é o bitcoin.
O plano da empresa envolve a emissão de ações ordinárias no valor de US$ 500 milhões, sendo US$ 400 milhões em dinheiro e US$ 100 milhões em criptoativos.
Além disso, há ainda a possibilidade de arrecadar mais US$ 750 milhões por meio do exercício de bônus de subscrição incluídos na oferta — o que elevaria o valor total para a cifra bilionária.
Após o fechamento desta segunda, a CEA iniciará suas compras de BNB e vai operar dentro do ecossistema da Binance com estratégias como staking (validação de blocos em troca de rendimentos) e empréstimos em cripto, com foco em risco controlado.
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A iniciativa coloca a CEA ao lado de outras empresas que adotaram criptomoedas como parte central de suas tesourarias, como a Strategy, antiga MicroStrategy, que deu o pontapé inicial no modelo de investimento em 2020.
Só que a Strategy está na frente com folga, com a maior reserva de bitcoins no mundo, sendo dona de 158.245 BTC — aproximadamente US$ 17,4 bilhões.
A estratégia de comprar bitcoin em 2020 foi feita no timing certo, quando o preço médio do ativo era bem mais baixo em comparação com os patamares atuais.
A decisão foi liderada por Michael Saylor, fundador e chairman da empresa, que defende o criptoativo como um “porto seguro” contra a inflação e a deterioração das moedas fiduciárias.
É claro que a Strategy não é a única empresa a deter bitcoin como estratégia de negócio, mas ainda lidera o ranking das 40 maiores empresas com bitcoin (BTC) no caixa, que conta com um representante brasileiro, que você pode conferir na reportagem do Seu Dinheiro.
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