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Gestor fala sobre a estratégia qualitativa para seleção de ações do fundo com mais de 20 mil investidores
No segundo painel do Stock Picking Day, evento de aniversário de dois anos do Market Makers, Octávio Magalhães, gestor do fundo Guepardo FIC FIA, compartilhou suas visões sobre investimentos e o mercado de ações.
Com uma trajetória de 28 anos na Faria Lima, o gestor destacou a paixão pelo mercado que guiou o crescimento da Guepardo e a fez se transformar em uma gestora com mais de 20 mil investidores e 4,5 bilhões de reais sob gestão.
Octávio ressaltou a importância de aprender com a filosofia dos grandes investidores, destacando a disciplina e o foco no longo prazo que caracterizam a estratégia da Guepardo e comentou suas principais apostas em três ações brasileiras – que você conhece a seguir.
A filosofia de investimentos de Octávio Magalhães é marcada por uma evolução com foco crescente na análise qualitativa. Inicialmente, a abordagem da Guepardo era mais quantitativa, buscando empresas "baratas, descontadas do valor intrínseco". No entanto, com o tempo, Octávio percebeu que "toda vez que errava algum case, alguma tese, era no qualitativo".
Ele explicou que essa mudança foi fundamental: "a gente inverteu a lógica da Guepardo, o qualitativo vem antes do quantitativo". Isso significa que uma empresa precisa passar por todos os filtros qualitativos da Guepardo antes de ser analisada quantitativamente.
Uma das áreas mais importantes desse filtro qualitativo é a avaliação da liderança e gestão das empresas. Octávio destaca a importância de entender se "o management está trabalhando para a empresa ou para ele", e como a estrutura de propriedade pode influenciar a qualidade da gestão.
Octávio prefere empresas com donos, desde que "o dono também seja bom". Ele explica: "quando você tem uma empresa de dono e o dono é bom, sabe alocar capital, sabe gerir, tem uma estratégia bem desenhada, tem um time bom, pessoas boas, é muito bom".
Em contrapartida, as empresas com estrutura de propriedade dispersa apresentam desafios adicionais. "Quando é corporation, como você não tem essa garantia, vira uma coisa parecida com a política, porque muda, muda o dono, muda o acionista referência", explica Octávio.
Portanto, na Guepardo, a preferência é por empresas com "um líder de referência, em que o cara é bom, que o cara entrega, que o cara sabe alocar capital, o cara sabe fazer aquisição".
O gestor compartilha sua visão sobre como se manter disciplinado e encontrar oportunidades na bolsa, especialmente em tempos de volatilidade. "Você não pode escutar o mercado. Você tem que tentar se desligar ao máximo", aconselha, ressaltando a importância de não se deixar influenciar pelo barulho do mercado financeiro.
Ele destaca o comportamento de muitos investidores se voltarem para a renda fixa em tempos de estresse – mas, para ele, é exatamente nesses momentos que a bolsa oferece melhores oportunidades de retorno.
O gestor da Guepardo explica que, em momentos de alta volatilidade, ativos de renda fixa podem oferecer retornos elevados, como IPCA mais 6,5% ou 7%, mas a bolsa pode proporcionar retornos ainda maiores, como IPCA mais 12% ou 11,5%.
"É óbvio que a bolsa também está esfolada. E quando essas ‘coisas’ estão te dando IPCA mais 6%, 7%, a bolsa está te dando IPCA mais 12%, 11%, 11,5%”, observa ele.
Octávio enfatiza o investimento em ações em vez de ativos de renda fixa, mesmo em tempos de alta volatilidade. "Eu nunca migro para a renda fixa. Foram raríssimas as oportunidades que eu tive de fazer caixa no fundo e ter dinheiro parado numa LFT esperando uma nova oportunidade", afirma ele.
O gestor acredita que a renda fixa deve ser usada apenas como uma reserva de liquidez temporária, esperando o momento certo para alocar recursos em ações de alta qualidade com retornos superiores.
Ele também alerta contra o investimento simultâneo em ações e NTN-Bs (Tesouro IPCA+), devido à correlação entre a queda desses ativos em momentos de crise.
"Quando cai, vai cair junto. Você está nos dois ativos que vão cair junto. Então, já que é para você ter volatilidade e ter oscilação do teu dinheiro, do teu patrimônio, vai para a bolsa que você vai ter uma rentabilidade muito maior", recomenda.
Para Octávio, investir em ações de qualidade em momentos de estresse no mercado é essencial para capturar retornos elevados a longo prazo.
"Eu olho isso. Eu só olho quanto é o yield. Do mesmo jeito que o cara olha no NTN-B, eu olho nas minhas empresas", conclui, reforçando a necessidade de se manter fiel à disciplina de investimento e focar em oportunidades de longo prazo na bolsa.
Octávio compartilhou as principais posições alocadas pela empresa durante o painel, com destaque para Klabin (KLBN11), Allos Shopping Centers (ALOS3) e Vulcabras (VULC3). Cada uma com expectativas distintas que demonstram a visão estratégica da Guepardo.
Klabin (KLBN11) é uma posição de longo prazo no portfólio. O gestor falou dos altos e baixos da empresa, devido às flutuações no preço da celulose. “Quando a celulose bateu mil dólares a tonelada, Klabin e Suzano explodiram. Quando a celulose derreteu, elas derreteram junto”, explicou Octávio.
No entanto, ele acredita que a Klabin está prestes a colher os frutos de seus novos projetos, que estão entrando em operação e devem resultar em um aumento significativo do EBITDA. “Agora você vai ter um crescimento de EBITDA aparecendo na companhia, pelo fato desse volume estar chegando”, acrescentou.
O segundo destaque é a Allos Shopping Centers (ALOS3), que tem se destacado por sua estratégia de recompra de ações. “A empresa vende shoppings menos importantes com bons yields para fundos imobiliários e recompra a própria ação com yield maior ainda. Isso é uma maneira de alocar capital muito bacana”, afirmou Octávio.
Ele também ressaltou que, apesar de ser vista como o ‘patinho feio’ do setor, a Allos possui um portfólio comparável ao do Iguatemi, mas com um valuation mais atrativo. “O portfólio dela e o portfólio do Iguatemi são muito parecidos na nossa análise”, disse.
Outra posição chave da Guepardo é a Vulcabras (VULC3), conhecida por marcas como Olympikus, Mizuno e Under Armour. Octávio destacou a vantagem competitiva da Vulcabras no mercado interno, especialmente com o dólar alto.
“Os concorrentes são todos os nacionais que brigam com a gente. A gente é dos nacionais, é o que tem mais escala, é o que tem as melhores fábricas”, afirmou.
Com um forte dividend yield, a Vulcabras está bem posicionada para continuar recompensando seus acionistas enquanto explora novas oportunidades de expansão. “Eles vão ter que aumentar o payout, porque não tem jeito, a empresa está girando muito caixa, tá dando muito dividendo”, concluiu Octávio.
Octávio Magalhães foi um dos protagonistas do Stock Picking Day, ao lado de Camilo Marcantonio, sócio-fundador da Charles River, e Christian Faricelli, da Absolute Pace Long Biased FIC FIA.
O evento foi uma oportunidade única para os participantes mergulharem em estratégias de stock picking e explorarem diferentes abordagens de gestão de portfólio.
Para descobrir os principais pontos discutidos e conhecer insights práticos para os seus investimentos no mercado atual, é só se inscrever gratuitamente no link abaixo.
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