O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O documento divulgado nesta quarta-feira (09) mostrou a divisão entre os membros do comitê de política monetária sobre o corte de 50 pontos-base e a incerteza sobre o futuro da economia, mas escondeu pontos importantes para a decisão do mês que vem
A ata da reunião de política monetária de setembro do Federal Reserve (Fed) — que detalhou o primeiro corte de juros nos EUA em mais de quatro anos — teve o mesmo efeito de um espelho retrovisor: a imagem que se vê é do que já passou, mas nem por isso o condutor deve ignorá-lo enquanto segue em frente.
O documento divulgado nesta quarta-feira (09) traz o retrato de uma paisagem que ficou para trás — na ocasião da decisão, a inflação arrefecia rumo à meta de 2%, mas o enfraquecimento do mercado de trabalho ameaçava frear os planos de afrouxamento monetário na próxima esquina.
A ata mostrou que os membros do comitê de política monetária (Fomc, na sigla em inglês) concordaram em reduzir os juros, mas não tinham certeza de quão agressivo seria o corte — optando por um movimento de 50 pontos-base (pb) em um esforço para equilibrar a confiança na inflação com as preocupações sobre o mercado de trabalho.
O resumo da reunião mostrou ainda que os membros do Fomc estavam divididos sobre as perspectivas econômicas. Algumas autoridades esperavam por um corte menor, de 25 pb, pois buscavam garantias de que a inflação estava desacelerando de forma sustentável e estavam menos preocupadas com o cenário de empregos.
No final daquele encontro, apenas um membro do Fomc, Michelle Bowman, votou contra o corte de 50 pb, dizendo que teria preferido 25 pb — a ata de hoje indicou que outros também eram a favor de um movimento menor. Vale lembrar que essa foi a primeira vez que um membro do Fomc discordou de uma votação sobre os juros desde 2005.
“Vários participantes observaram que uma redução de 25 pontos-base estaria em linha com um caminho gradual de normalização da política que daria aos formuladores de política monetária tempo para avaliar o grau de restrição conforme a economia evoluía”, diz a ata.
Leia Também
“Alguns participantes também acrescentaram que um movimento de 25 pontos-base poderia sinalizar um caminho mais previsível de normalização da política”, acrescenta o documento.
A ata indica ainda que a votação para aprovar o corte de 50 pontos-base ocorreu "à luz do progresso na inflação e do equilíbrio de riscos" contra o mercado de trabalho.
A ata de hoje, no entanto, não mostra que a estrada que o Fed percorre rumo à normalização da política monetária é sinuosa. As surpresas — e pedras — no caminho do banco central norte-americano são constantes.
Prova disso é que na semana passada, o principal relatório de emprego dos EUA, o chamado payroll, mostrou uma força inesperada: a economia norte-americana abriu 254 mil vagas em setembro, bem acima das 159 mil de agosto e da previsão de 150 mil; os salários subiram e a taxa de desemprego caiu. Você pode conferir o payroll de setembro no detalhe aqui.
E, antes de se reunirem nos dias 6 e 7 de novembro para definir a nova taxa de juros, os membros do Fomc vão se deparar com mais um payroll, o de outubro, previsto para ser divulgado em 1 de novembro.
Vale lembrar que o relatório de emprego de outubro deve trazer o efeito dos furacões nos EUA, podendo ainda distorcer os dados de consumo e do crescimento econômico nas regiões afetadas, além de aumentar os preços dos alimentos.
"O relatório de empregos de outubro provavelmente será significativamente afetado", disse Andrew Hollenhorst, economista-chefe do Citi.
O JP Morgan, por outro lado, diz que o impacto dos furacões no emprego pode variar de "um pequeno obstáculo" à perda de mais de 100.000 vagas em outubro.
E ainda tem mais: a próxima decisão do Fed acontece um dia depois da eleição presidencial nos EUA. Embora a apuração lá seja mais demorada do que aqui e Jerome Powell, presidente do Fed, insista que o banco central não leva a política em consideração em suas decisões, a autoridade monetária terá muito o que olhar no trajeto até o final do ano.
Isso sem contar que amanhã (10), o mercado conhece o índice de preços ao consumidor (CPI) norte-americano de setembro. E aqui é importante lembrar que os preços do petróleo dispararam com o aumento das tensões no Oriente Médio, podendo refletir nos preços da gasolina em outubro nos EUA.
Diante de tantas curvas no caminho do próximo corte de juros nos EUA, a reação dos mercados à ata do Fed de setembro foi morna.
Em Wall Street, o S&P 500, o Dow Jones e o Nasdaq mantiveram a trajetória de ganhos rumo ao fechamento da sessão.
Por aqui, o Ibovespa seguiu operando abaixo dos 130 mil pontos, enquanto o dólar à vista continuava avançando — e beirando os R$ 5,60. Confira a cobertura dos mercados.
Entre os traders, as apostas de corte de juros também não mudaram. A ferramenta FedWatch do CME Group mostrava 81,4% de chances de um corte menor, de 25 pb, dos juros na reunião de novembro — praticamente em linha com a probabilidade antes da divulgação da ata de hoje.
Corinthians enfrenta o Arsenal neste domingo (1º), às 15h (de Brasília), no Emirates Stadium, pela final do primeiro Mundial de Clubes feminino promovido pela Fifa
Impasse na Câmara mantém shutdown temporário nos Estados Unidos, apesar de acordo entre Trump e democratas e da aprovação, pelo Senado, do financiamento da maior parte do Orçamento até setembro
Uma combinação de colapso bancário, inflação fora de controle e isolamento internacional ajuda a explicar a onda de protestos no Irã
O Senado norte-americano ainda precisa validar a indicação, e o mercado dá os primeiros sinais sobre o futuro da credibilidade do banco central nos EUA; entenda o que pode acontecer com a bolsa, o dólar, o ouro e a renda fixa agora
O Google anunciou a assistente de inteligência artificial que ficará integrada ao navegador Chrome. Ela é capaz de marcar médicos, enviar e-mails e até mesmo comprar coisas
Surto de Nipah no leste da Índia leva países asiáticos a retomarem protocolos de triagem, quarentena e alerta sanitário
Enquanto Jennifer Lawrence defende o silêncio diante da polarização, artistas cancelam apresentações, protestam contra o ICE e entram em choque com a gestão cultural de Donald Trump
A decisão de política monetária desta quarta-feira (28) está longe de ser o clímax da temporada, que tem pela frente a substituição de Powell no comando do BC norte-americano
Mais uma vez, a decisão de não mexer na taxa não foi um consenso entre os membros do Fomc; Stephen Miran e Christopher Waller defenderam um corte de 25 pontos
Indicador simbólico criado por cientistas aponta que riscos como guerra nuclear, mudanças climáticas e avanço da inteligência artificial levaram o mundo ao ponto mais crítico desde 1947
As bolsas dos principais países da região acumulam ganhos de pelo menos 10% em janeiro, mas nem tudo que reluz é ouro e a agência de classificação de risco aponta prós e contras que podem determinar o futuro dos seus investimentos
Matheus Spiess, analista da Empiricus, fala no podcast Touros e Ursos desta semana sobre a ruptura de Trump com o ambiente econômico e geopolítico das últimas décadas
Pressionada por custos elevados, petróleo barato e déficit fiscal, Arábia Saudita redesenha o megaprojeto urbano lançado em 2017
Corinthians x Gotham FC nesta quarta-feira (28), às 9h30, pela semifinal do Mundial de Clubes feminino da Fifa
Pesquisas por voos para o Brasil cresceram de forma abrupta logo após a notícia; Pequim, Xangai, Guangzhou, Chengdu, Xiamen e Shenzhen estão entre as cidades de partida mais procuradas
Cinco casos confirmados e cerca de 100 pessoas em quarentena na Índia; especialistas reforçam que a doença é rara e altamente letal
Quando estiver valendo, o tratado criará uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, ligando dois blocos e um mercado com mais de 700 milhões de pessoas
Devolução dos pandas ao país de origem simboliza o agravamento das tensões diplomáticas, comerciais e de segurança entre Pequim e Tóquio, em meio a atritos sobre Taiwan, barreiras econômicas e gastos militares
Descoberta revela moedas de ouro raríssimas da época da Guerra Civil Americana; conjunto é avaliado em milhões de dólares
Túnel de Base do Gotardo encurta travessias alpinas, tira caminhões das estradas e virou um marco de planejamento de longo prazo