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O país asiático tenta, desde setembro, se “livrar” do fantasma da crise imobiliária, iniciada ainda em 2021, com o calote da Evergrande

A China está tentando de tudo para se livrar dos problemas econômicos que estão assolando a segunda maior economia do mundo desde o calote da gigante imobiliária Evergrande, ainda em 2021. Desde setembro deste ano, o país tem anunciado pacote atrás de pacote para voltar a crescer com vigor.
O maior foco das medidas é o setor de imóveis, cuja crise reverbera em vários outros segmentos da economia chinesa e até mesmo no cenário global.
Aqui no Brasil, a principal empresa implicada nessa história é a Vale (VALE3), uma vez que os preços do minério de ferro estão bem pressionados.
Nos mercados, o anúncio de mais um pacote não trouxe alívio. O Ibovespa recuava 0,89%, por volta das 11h40. Na China, o índice Xangai Composto fechou em queda de 1,05%.
Reunimos nesta matéria o que já foi anunciado pelo governo de Xi Jinping até o momento para tentar “salvar” a China do colapso.
No dia 24 de setembro, o presidente do Banco Popular da China (PBoC) – banco central chinês –, Pan Gongsheng, anunciou as medidas de estímulo econômico mais agressivas desde a pandemia de Covid-19.
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O banco central da China reduziu a taxa de compulsório dos bancos – que é o dinheiro que as instituições financeiras devem manter como reserva – em 50 pontos-base (pb), atingindo o nível mais baixo desde 2018.
À época do anúncio, Gongsheng ainda sinalizou com um novo corte nos compulsórios de 25 a 50 pb até o fim deste ano.
A medida considerada uma das mais importantes pelo mercado foi a queda da taxa básica de juros. O banco central reduziu a taxa de recompra reversa (repo) de 7 dias em 20 pb, para 1,5%.
Outra proposta para melhorar a situação fiscal foi a emissão de 2 trilhões de yuans (R$ 1,59 trilhões) em títulos de dívida. Os valores seriam usados para estimular o consumo, dar um auxílio financeiro para famílias que tiverem duas ou mais crianças, além de ajudar os governos locais a resolver seus problemas de dívida.
Cinco dias depois, o PBoC anunciou que reduziria as taxas de hipotecas que foram formalizadas antes do dia 31 de outubro.
Os bancos comerciais foram instruídos a fazer a redução para, no mínimo, 30 pb abaixo da taxa básica de empréstimos (Loan Prime Rate), que é a referência para empréstimos hipotecários. Atualmente, esta taxa está em 3,35% a.a.
Nesse período, algumas cidades chinesas divulgaram iniciativas para conter a crise imobiliária.
Guangzhou eliminou todas as barreiras para compra de imóveis, enquanto as cidades de Xangai e Shenzhen declararam o afrouxamento de restrições para não-habitantes, além da diminuição do valor da entrada para menos de 15% para as pessoas que estão comprando a primeira casa.
O PBoC também anunciou que iria estender até o final de 2026 os estímulos para construtoras, principalmente no quesito de empréstimos, para suprir demandas de financiamento.
A China frustrou a expectativa do mercado por um pacote trilionário de incentivos e anunciou a antecipação de “apenas” 100 bilhões de yuans (R$ 79,5 bilhões) do orçamento para investimentos em 2025 e outro montante equivalente para projetos de construção.
O PBoC lançou um mecanismo de swap de 500 bilhões de yuans (R$ 398 bilhões) para permitir que empresas de valores mobiliários, fundos e seguros obtenham ativos líquidos para suas compras de ações.
Em coletiva de imprensa detalhando o pacote, o presidente do PBoC afirmou que o mecanismo de swap "aumentaria significativamente a capacidade dessas instituições de levantar fundos e aumentar as participações em ações".
As operações de swap implicam na troca de taxas ou rentabilidade de ativos financeiros entre agentes econômicos de forma simultânea. Ou seja, é uma troca entre empresas, investidores e governo.
Essa operação tem como objetivo reduzir riscos e tornar o resultado mais previsível entre as partes frente às diversas oscilações imprevisíveis do mercado e a volatilidade cambial.
No sábado (11), o Ministério das Finanças anunciou que liberaria a emissão de títulos de dívida especiais pelos governos locais para compra de terrenos, além de permitir que os subsídios habitacionais fossem usados para moradias existentes, não só para as novas construções.
Por fim, nesta quinta-feira (17), a China se movimentou novamente anunciando financiamentos para projetos imobiliários não finalizados.
O governo aumentou o número de empreendimentos na “whitelist” (lista branca, em português) e expandiu o crédito concedido a eles para finalização das obras, disponibilizando empréstimos que somam o total de 4 trilhões de yuans (R$ 3,1 trilhões).
O valor anteriormente concedido era de 2,2 trilhões de yuans (R$ 1,75 tilhões).
Xiao Yunqi, vice-ministro da administração financeira, declarou que os bancos deveriam conceder o crédito “o mais rápido possível”, liberando os empréstimos por completo, e não em parcelas.
*Com informações da CNBC
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