O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Companhia alemã chegou a um acordo para evitar o fechamento de fábricas no país, mas tem o desafio de reverter sua redução da participação de mercado
A crescente popularidade dos carros elétricos levou empresas “jovens” como Tesla e a chinesa BYD ao topo das maiores montadoras do mundo. Um movimento que, inclusive, também intensificou a guerra comercial histórica entre os Estados Unidos e a China.
No meio dessa disputa entre as duas potências, as fabricantes alemãs — que antes eram símbolos de liderança global — agora enfrentam uma crise sem precedentes, reflexo das transformações em um setor que foi, por muito tempo, dominado por gigantes europeias.
A concorrência com os elétricos têm afetado veteranos como a Volkswagen. A montadora alemã, que um dia já lucrou muito por meio de joint ventures chinesas, viu seus resultados diminuírem drasticamente nos últimos anos devido à ascensão de montadoras como a BYD.
Em setembro deste ano, a Volkswagen anunciou que poderia fechar fábricas no seu país de origem, a Alemanha, pela primeira vez em seus 87 anos de história.
A empresa já mostrava sinais de cortes desde julho, quando seu segmento de carros de luxo, a Audi, anunciou planos de cortar 90% de seus 3 mil funcionários em Bruxelas, na Bélgica. Uma decisão que, mais tarde, incluiria também as fábricas alemãs.
Nesta semana, a Volks chegou a um acordo com líderes sindicais para reduzir sua capacidade de produção e evitar o fechamento de fábricas no país, depois e três meses de negociações, diversas paralisações sindicais e greves de funcionários.
Leia Também
Com isso, a montadora concordou em manter as dez fábricas da marca na Alemanha e restabelecer os acordos de garantia de emprego até 2030. Em troca, os funcionários também concordaram em abrir mão de bônus e diminuir a capacidade de cinco fábricas.
LEIA MAIS: Um brasileiro pode levar o prêmio de R$ 5 bilhões da Mega Millions nesta semana; veja como comprar seu bilhete de forma online
A crise na Volks é mais um golpe à economia alemã, que vem lutando com estagnação, desafios de imigração e custos mais altos de energia ligados à guerra na Ucrânia.
A indústria alemã, que representa um quinto do PIB do país, também depende fortemente das exportações, incluindo bens de capital e carros, que eram direcionados à China.
Com a desaceleração da economia chinesa e o aumento da concorrência com o seu próprio parceiro comercial, as exportações de carros alemães diminuíram, afetando as montadoras.
A crise, no entanto, não é apenas da empresa, mas da indústria automobilística na Europa.
As vendas de automóveis europeus ainda estão 20% abaixo dos níveis pré-pandemia. Além disso, o continente não tem sido competitivo no ramo de carros elétricos, e luta com a perda dos combustíveis baratos de origem russa, principalmente após a guerra com a Ucrânia.
O próprio dono da Tesla, o bilionário Elon Musk, reconheceu que a disputa no mercado de veículos elétricos está aquecida e disse que as fabricantes chinesas vão ter um “sucesso significativo”. Além disso, defendeu barreiras comerciais para os elétricos da China.
“Honestamente, eu acho que se não forem estabelecidas barreiras comerciais, elas irão praticamente demolir a maioria das outras empresas automobilísticas do mundo”, disse ele. "Elas são extremamente boas”, disse o bilionário durante entrevista em janeiro deste ano.
Na tentativa de reduzir a competitividade dos veículos elétricos chineses no mercado europeu e americano, a União Europeia e os Estados Unidos decidiram impor novas tarifas que podem chegar a 35,3%.
Ainda assim, a Volks tem o desafio de reverter a redução da participação de mercado na China e uma demanda desacelerada por veículos elétricos na Europa e nos EUA.
Apesar do pessimismo do bilionário diante dos concorrentes, o atual valor de mercado da Tesla, umas das empresas mais valiosas do mercado de elétricos, é mais do que o triplo do valor combinado entre as gigantes europeias: Volkswagen, Stellantis e Renault.
No entanto, a China não é a única causa de cabeça da Volkswagen e de outras companhias automobilísticas da Europa: Nissan e a Honda estão planejando uma megafusão — que ainda pode contar com a Mitsubishi, da qual a Nissan é a principal acionista.
A megafusão entre as duas japonesas daria origem ao terceiro maior grupo automotivo do mundo em vendas de veículos — com 8 milhões de vendas anuais, de acordo com o Citi — o que colocaria a Nissan-Honda-Mitsubishi atrás da Toyota e da alemã Volkswagen.
Mas a China e o Japão não são exatamente os culpados pela crise da Volks. Embora a fabricante alemã tenha tentado a transição para os carros elétricos, o modelo elétrico Audi Q8 e-tron, modelo 100% elétrico da companhia, não foi bem-sucedido no mercado – considerado muito caro e com um software que não fazia jus à performance prometida.
Além disso, as ações da Volkswagen estão cotadas próximas dos níveis atingidos após a crise do diesel em 2015. Em julho deste ano, o grupo diminuiu suas expectativas de resultados para o futuro após ver suas vendas caírem no primeiro semestre de 2024.
*Com informações de Bloomberg Línea
As ações da dona da bolsa acumulam alta de quase 70% em 12 meses; analistas divergem sobre a compra do papel neste momento
Nova gigante nasce com escala bilionária e mira Novo Mercado — mas o que muda para Rede D’Or, Fleury e Mater Dei?
Qualquer melhora na bolsa depende do sucesso da Qualicorp em conseguir se reerguer. “Continuamos a acreditar que a performance da ação está firmemente conectada ao sucesso do seu plano de turnaround”, escreve o BTG Pactual.
Banco separa ativos de saúde via IPO reverso da Odontoprev e aposta que mercado vai reprecificar a “joia escondida” no balanço
O catálogo da Warner Bros inclui franquias icônicas como “Harry Potter”, “Game of Thrones”, e personagens da DC Comics como Batman e Superman
Banco une operadora, hospitais, clínicas e participação no Fleury em um ecossistema de R$ 52 bilhões de receita — e já nasce mirando governança premium na bolsa
Dona da bolsa brasileira lucra R$ 1,4 bilhão no período, com crescimento em todos os segmentos
Remuneração será igual para ações ordinárias e preferenciais, com pagamento até 31 de agosto de 2026
Banco reconhece que a companhia mantém disciplina de custos e forte execução operacional, mas chama atenção para uma dinâmica perigosa para as ações
Balanço melhor que o esperado traz alívio aos investidores, mas projeções mais fracas para o início de 2026 limitam o otimismo
Com um caminhão de dívidas vencendo em 2025, o Pão de Açúcar (PCAR3) tenta alongar compromissos enquanto cortar custos. Mercado se pergunta se isso será o bastante
A empresa de saneamento possui 37% de participação de mercado no setor privado e tem como sócios a companhia Equipav, Itaúsa e o fundo soberano de Singapura
A agência de crédito elevou o rating da Azul de ‘D’ para ‘B-’, que ainda mantém a empresa em grau especulativo; entenda o que mudou
Depois de tentar deixar subsidiárias de fora da RJ da holding, pedido foi ampliado a atinge a Fictor Alimentos — movimento que expõe fragilidades operacionais e reacende dúvidas sobre a autonomia da companhia aberta
Caso não exerçam a preferência de compra das novas ações, acionistas devem sofrer diluição relevante na participação acionária no capital social total do BRB.
A queridinha do mercado no segmento de saúde teve um terceiro trimestre espetacular, o melhor desde seu IPO em dezembro de 2020, o que jogou as expectativas para cima
Após cortar payout de dividendos, banco busca alongar dívida híbrida e aliviar pressão sobre os índices até 2027
Companhia elétrica leva distribuição total de 2025 a R$ 1,37 bilhão, equivalente a 55% do lucro ajustado
Durante painel do BTG Summit 2026, os executivos dizem que a nova onda tecnológica não é opcional, e já está redesenhando modelos de negócio e geração de receita
Banco digital encerrou o quarto trimestre de 2025 com um lucro recorde de US$ 895 milhões; veja os destaques