Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Seu Dinheiro

Seu Dinheiro

No Seu Dinheiro você encontra as melhores dicas, notícias e análises de investimentos para a pessoa física. Nossos jornalistas mergulham nos fatos e dizem o que acham que você deve (e não deve) fazer para multiplicar seu patrimônio. E claro, sem nada daquele economês que ninguém mais aguenta.

‘AUF WIEDERSEHEN’?

Veteranas sob pressão: em meio à ascensão de Tesla e BYD, Volkswagen aprofunda crise e pode ser superada por megafusão entre japonesas

Companhia alemã chegou a um acordo para evitar o fechamento de fábricas no país, mas tem o desafio de reverter sua redução da participação de mercado

Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
20 de dezembro de 2024
19:50 - atualizado às 18:59
Volkswagen Volks VW Alemanha
Imagem: Shutterstock

A crescente popularidade dos carros elétricos levou empresas “jovens” como Tesla e a chinesa BYD ao topo das maiores montadoras do mundo. Um movimento que, inclusive, também intensificou a guerra comercial histórica entre os Estados Unidos e a China. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No meio dessa disputa entre as duas potências, as fabricantes alemãs — que antes eram símbolos de liderança global — agora enfrentam uma crise sem precedentes, reflexo das transformações em um setor que foi, por muito tempo, dominado por gigantes europeias.

A concorrência com os elétricos têm afetado veteranos como a Volkswagen. A montadora alemã, que um dia já lucrou muito por meio de joint ventures chinesas, viu seus resultados diminuírem drasticamente nos últimos anos devido à ascensão de montadoras como a BYD.

Em setembro deste ano, a Volkswagen anunciou que poderia fechar fábricas no seu país de origem, a Alemanha, pela primeira vez em seus 87 anos de história. 

A empresa já mostrava sinais de cortes desde julho, quando seu segmento de carros de luxo, a Audi, anunciou planos de cortar 90% de seus 3 mil funcionários em Bruxelas, na Bélgica. Uma decisão que, mais tarde, incluiria também as fábricas alemãs. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesta semana, a Volks chegou a um acordo com líderes sindicais para reduzir sua capacidade de produção e evitar o fechamento de fábricas no país, depois e três meses de negociações, diversas paralisações sindicais e greves de funcionários. 

Leia Também

Com isso, a montadora concordou em manter as dez fábricas da marca na Alemanha e restabelecer os acordos de garantia de emprego até 2030. Em troca, os funcionários também concordaram em abrir mão de bônus e diminuir a capacidade de cinco fábricas. 

LEIA MAIS: Um brasileiro pode levar o prêmio de R$ 5 bilhões da Mega Millions nesta semana; veja como comprar seu bilhete de forma online

Crise atinge setor automobilístico em toda a Europa

A crise na Volks é mais um golpe à economia alemã, que vem lutando com estagnação, desafios de imigração e custos mais altos de energia ligados à guerra na Ucrânia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A indústria alemã, que representa um quinto do PIB do país, também depende fortemente das exportações, incluindo bens de capital e carros, que eram direcionados à China.

Com a desaceleração da economia chinesa e o aumento da concorrência com o seu próprio parceiro comercial, as exportações de carros alemães diminuíram, afetando as montadoras.

A China vai demolir as montadoras tradicionais?

A crise, no entanto, não é apenas da empresa, mas da indústria automobilística na Europa. 

As vendas de automóveis europeus ainda estão 20% abaixo dos níveis pré-pandemia. Além disso, o continente não tem sido competitivo no ramo de carros elétricos, e luta com a perda dos combustíveis baratos de origem russa, principalmente após a guerra com a Ucrânia. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O próprio dono da Tesla, o bilionário Elon Musk, reconheceu que a disputa no mercado de veículos elétricos está aquecida e disse que as fabricantes chinesas vão ter um “sucesso significativo”. Além disso, defendeu barreiras comerciais para os elétricos da China.

“Honestamente, eu acho que se não forem estabelecidas barreiras comerciais, elas irão praticamente demolir a maioria das outras empresas automobilísticas do mundo”, disse ele. "Elas são extremamente boas”, disse o bilionário durante entrevista em janeiro deste ano.

Na tentativa de reduzir a competitividade dos veículos elétricos chineses no mercado europeu e americano, a União Europeia e os Estados Unidos decidiram impor novas tarifas que podem chegar a 35,3%

Ainda assim, a Volks tem o desafio de reverter a redução da participação de mercado na China e uma demanda desacelerada por veículos elétricos na Europa e nos EUA. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

VEJA MAIS: Selic a 12,25% ao ano pode ser o ‘porrete monetário’ que os ativos brasileiros precisavam para um rali de fim de ano, segundo analista

Volkswagen: a culpa não é só da China

Apesar do pessimismo do bilionário diante dos concorrentes, o atual valor de mercado da Tesla, umas das empresas mais valiosas do mercado de elétricos, é mais do que o triplo do valor combinado entre as gigantes europeias: Volkswagen, Stellantis e Renault. 

No entanto, a China não é a única causa de cabeça da Volkswagen e de outras companhias automobilísticas da Europa: Nissan e a Honda estão planejando uma megafusão — que ainda pode contar com a Mitsubishi, da qual a Nissan é a principal acionista. 

A megafusão entre as duas japonesas daria origem ao terceiro maior grupo automotivo do mundo em vendas de veículos — com 8 milhões de vendas anuais, de acordo com o Citi — o que colocaria a Nissan-Honda-Mitsubishi atrás da Toyota e da alemã Volkswagen. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas a China e o Japão não são exatamente os culpados pela crise da Volks. Embora a fabricante alemã tenha tentado a transição para os carros elétricos, o modelo elétrico Audi Q8 e-tron, modelo 100% elétrico da companhia, não foi bem-sucedido no mercado – considerado muito caro e com um software que não fazia jus à performance prometida.

Além disso, as ações da Volkswagen estão cotadas próximas dos níveis atingidos após a crise do diesel em 2015. Em julho deste ano, o grupo diminuiu suas expectativas de resultados para o futuro após ver suas vendas caírem no primeiro semestre de 2024.

*Com informações de Bloomberg Línea

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O QUE FAZER COM AS AÇÕES?

Casas Bahia (BHIA3) saiu do “modo sobrevivência” e agora busca virar a chave de vez: vai dar certo? BTG responde

24 de março de 2026 - 17:30

BTG vê avanço operacional e melhora financeira após Investor Day, mas mantém cautela com juros altos e estrutura de capital

“IMPOSTO DO PECADO”

Copa, eleições e imposto indefinido: o que afeta a Ambev (ABEV3) e outras fabricantes de cerveja, segundo o BTG

24 de março de 2026 - 16:04

Ainda não é possível saber qual o tamanho do impacto do Imposto Seletivo sobre cervejas, que ainda não foi regulamentado; efeito sobre a Ambev deve ser neutro 

REAÇÃO AO RESULTADO

Ações do Agibank caem em Wall Street após primeiro balanço desde o IPO. O que incomodou o mercado?

24 de março de 2026 - 14:48

Suspensão temporária no principal motor do negócio resulta em balanço “misto” no 4T25. Vale a pena manter o otimismo com as ações agora?

DESCONTOS DE ATÉ 30%

Depois da chegada de sua marca irmã mais barata, preços da Zara caem; qual o risco para C&A (CEAB3) e Lojas Renner (LREN3)?

24 de março de 2026 - 14:15

Nos últimos dias, diversos vídeos nas redes sociais mostram que a Zara reprecificou diversos produtos. A própria XP verificou, em levantamento, que os itens ficaram 15% mais baratos, com alguns cortes chegando a 30%

PRESSÃO REGULATÓRIA

Sanepar (SAPR11) cai até 7% após Agepar propor repasse de R$ 3,9 bilhões a usuários; entenda o que está em jogo

24 de março de 2026 - 12:37

Mudança de regra pode afetar diretamente as expectativas de retorno e geração de caixa da companhia de saneamento paranaense

REAÇÃO AO BALANÇO

Movida (MOVI3) muda o foco: lucro líquido sobe 64,5% e rentabilidade bate recorde no 4T25; é hora de comprar as ações?

24 de março de 2026 - 11:38

Lucro líquido chegou a R$ 102,3 milhões no período, em meio a estratégia mais focada em rentabilidade e menos dependente de crescimento de frota; veja os destaques do resultado

VEJA OS DETALHES

Um em cada cinco: auditoria ligada à Fictor Alimentos (FICT3) aparece em 113 fundos do entorno do Banco Master

24 de março de 2026 - 11:16

Levantamento com dados da CVM e da Anbima mostra forte presença da UHY em fundos ligados ao ecossistema do Banco Master, além de conexões com a Fictor, vínculos indiretos entre estruturas e indícios de investimentos cruzados entre os veículos

PROVENTOS À VISTA

Mais dinheiro na mesa: Vibra (VBBR3) anuncia R$ 393,5 milhões em juros sobre o capital próprio — ainda dá tempo de entrar?

24 de março de 2026 - 9:38

Data de corte se aproxima e ações devem virar “ex” nos próximos dias; veja o calendário dos proventos da Vibra

MERCADO IMOBILIÁRIO EM ALTA

XP mantém aposta nas construtoras de baixa renda e elege sua ação favorita; confira qual

23 de março de 2026 - 19:49

Mais dinheiro no setor, mudança no IR e ajustes no MCMV podem turbinar vendas; veja quem deve ganhar

IMPACTOS CONTÁBEIS DA RJ

Atraso acumulado: Oi (OIBR3) adia balanços dos dois últimos trimestres e não dá nova previsão para divulgar os números

23 de março de 2026 - 19:35

A operadora adiou a divulgação dos resultados do terceiro e do quarto trimestres de 2025, além das demonstrações financeiras anuais, e segue sem nova data para apresentação dos números ao mercado

RETORNO AO ACIONISTA

Rede D’Or (RDOR3) anuncia pagamento de R$ 350 milhões em JCP; veja quem tem direito — e o efeito nos dividendos

23 de março de 2026 - 19:17

Investidor precisa ficar atento à data de corte para não perder o direito ao provento

VEJA OS DETALHES

Entre dívidas ocultas e balanços questionáveis: o que laudo pericial revela sobre a crise da Fictor

23 de março de 2026 - 18:40

Laudo da Laspro libera avanço da recuperação, mas identifica números conflitantes, dependência de aportes internos e confusão patrimonial entre as empresas

SINAL DE ALERTA

Taesa (TAEE11) pode cair 15%, segundo esta corretora que recomenda venda para as ações

23 de março de 2026 - 18:21

Genial Investimentos revisa tese e aponta riscos que colocam em xeque a percepção de estabilidade da transmissora

TROCA DE LIDERANÇA

Santander Brasil (SANB11) sem Mario Leão: o que muda — e o que não muda — com a chegada do novo CEO?

23 de março de 2026 - 16:11

Em reunião com analistas, CEO diz que transição foi planejada e que modelo atual veio para ficar; veja o que esperar do bancão agora

SINAL VERMELHO?

Alliança Saúde (AALR3) em xeque: Fitch rebaixa rating para nível pré-calote, enquanto empresa tenta segurar pressão dos credores

23 de março de 2026 - 14:04

Liminar judicial dá 60 dias de fôlego à antiga Alliar, enquanto empresa tenta negociar dívidas e evitar um desfecho mais duro

OURO LÍQUIDO EM QUEDA

Prio (PRIO3) anuncia início da produção em Wahoo e prevê 40 mil barris/dia ao fim de abril, mas ações caem com guerra no radar

23 de março de 2026 - 13:31

A ação, no entanto, está em queda, com o arrefecimento da guerra no Oriente Médio, após o anúncio de Donald Trump, e a queda do petróleo tipo brent

EXPANSÃO NO E-COMMERCE

Reforço de uma gigante: após parceria com o Mercado Livre, Casas Bahia (BHIA3) começa a vender produtos na Amazon; ações sobem

23 de março de 2026 - 11:47

Presidente da Amazon Brasil defende que a parceria une a tecnologia da plataforma norte-americana com o portfólio e a tradição da Casas Bahia

ALÍVIO

CSN (CSNA3) garante empréstimo de até R$ 7,43 bilhões enquanto tenta fechar a venda da CSN Cimentos

23 de março de 2026 - 10:11

A CSN pretende utilizar os recursos do empréstimo para refinanciar dívidas existentes no curto e médio prazo; venda da CSN Cimentos foi dada como garantia

PARCEIROS DE PESO

Ação da Oncoclínicas (ONCO3) salta mais de 57% na B3 após atrair mais um gigante: Fleury (FLRY3) pode entrar em parceria bilionária com a Porto (PSSA3)

23 de março de 2026 - 9:27

Operação envolve transferência de ativos e dívidas para nova empresa sob controle dos investidores; saiba o que esperar do potencial negócio

SURFANDO NA FIBRA ÓTICA

Adeus, B3? Claro compra 73,01% da Desktop (DESK3) por R$ 2,41 bilhões, que terá OPA para sair da bolsa

23 de março de 2026 - 8:51

Depois que a operação for fechada, a Claro será obrigada a abrir um registro de uma oferta pública para a aquisição das ações restantes da Desktop, em função da alienação de controle da empresa

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar