O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Empresa deve investir outros US$ 36 milhões para dobrar a capacidade da nova unidade, que abre caminho para expansão de oferta
Enquanto o governo brasileiro estreita os laços comerciais com a China, com a assinatura de 37 acordos bilaterais em 15 áreas estratégicas, a BRF (BRFS3) aproveita para dar mais um passo rumo à conquista do mercado chinês.
A companhia, controlada pela Marfrig (MRFG3), anunciou nesta quarta (20/11), a compra de uma fábrica de processamento de alimentos na província de Henan, na China, por US$ 43 milhões. A unidade pertencia à norte-americana Henan Best Foods e deve agora servir como um caminho mais tranquilo para a ampliação das operações da BRF no país.
A China é um mercado prioritário para a BRF desde o início dos anos 2000, quando a empresa começou a atender a demanda chinesa por proteínas animais, especialmente carne de frango e suína. Ao longo das décadas, a companhia abriu espaço com o aumento da população chinesa, a melhora do poder aquisitivo, além de crises sanitárias, como a de 2018, quando a China passou a recorrer mais à carne brasileira exportada.
Agora, com a aquisição da fábrica local, a empresa pode expandir suas exportações de carne suína e aves para outros tipos de carne e alimentos. A BRF fará investimentos de US$ 36 milhões na expansão da nova fábrica, com o intuito de dobrar a atual capacidade de 28 mil para 60 mil toneladas por ano.
Cerca de 850 novos postos de trabalho devem ser gerados depois desta ampliação, estima a empresa.
A unidade só produzia alimentos processados de frango, mas agora também poderá abrir o leque para bovinos e suínos. Os itens produzidos serão vendidos no varejo chinês com as marcas da BRF -- especialmente Sadia, escolhida como a principal marca para expansão internacional do portfólio de bovinos.
Leia Também
A companhia, que já vinha ampliando sua atuação no mercado chinês, torna concreta a chance de desenvolver outros produtos voltados ao público local, estreitar a relação com consumidores e parceiros locais, além de reduzir o custo de algumas das operações de produção e logística.
A expansão internacional da BFR acontece também para além da China. No final de outubro a companhia fechou uma joint-venture com o fundo soberano da Arábia Saudita para a compra de 26% da Addoha Poultry Company por US$ 84,3 milhões.
A aquisição foi feita por meio da BRF Arabia, joint-venture entre o frigorífico brasileiro e a Halal Products Developing Company (HPDC).
O frigorífico brasileiro já é líder no mercado de alimentos processados na região, onde atua há cerca de meio século. Mas, ao contrário da operação no mercado chinês, a produção de carne de frango ainda é tímida.
“O movimento está alinhado à nossa estratégia de consolidação da presença e liderança no Oriente Médio, um dos mercados com maior crescimento populacional para os próximos anos, e onde a Sadia é líder na categoria de frangos e reconhecida como a marca preferida na região”, afirmou a empresa sobre a aquisição no relatório do terceiro trimestre de 2024.
Leia mais: Em 20 anos, comércio entre países cresceu mais de 20x e atingiu US$ 157,5 bilhões em 2023
No segmento Internacional, apenas de julho a setembro deste ano, a BRF atingiu um recorde de Ebitda (lucro antes das despesas com juros, impostos e amortizações) de R$ 1,6 bilhão, com margem de 22,2%. O valor representa um salto impressionante de 548,5%, quando comparado ao registrado no segundo trimestre de 2024.
“O resultado foi impulsionado pelo aumento das vendas de produtos processados, pela recuperação de preços nos cortes suínos e pela continuidade da nossa estratégia de diversificação de mercados”, justificou a companhia no último balanço.
Outro fator que contribuiu para a rentabilidade do segmento Internacional foi a desvalorização do real frente ao dólar no trimestre (o valor médio negociado foi de R$ 5,21, no segundo trimestre, para R$ 5,5 no último período), o que ajudou a impulsionar os preços em reais.
No ano, a BRF já conquistou 70 novas habilitações (13 delas só no terceiro trimestre) para exportação e as marcas seguem ampliando suas fatias de mercado. Sadia já conta com 36,8% de market share nos países do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), que engloba Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Omã e Bahrein. A outra marca global, Banvit, conta com 22,6% do mercado na Turquia.
Toda essa ampliação de destino, alinhado com as ações de ganhos de eficiência e diversificação em todas as operações, contribuíram para o lucro líquido total de R$ 1,1 bilhão e geração de caixa de R$ 1,8 bilhão no terceiro trimestre deste ano. Falta saber, agora, com que velocidade os brasileiros vão seguir encontrando a marca Sadia por todo o mundo.
BTG Trends permite operar cenários de alta ou queda em ativos e decisões de juros dentro de ambiente regulado
A empresa de saúde e diagnósticos sofre com leitura negativa do mercado após balanço do quarto trimestre de 2025; entenda os impactos do desinvestimento e as dúvidas sobre a joint venture com a Amil
Companhia destaca que qualquer decisão de investimento passa por análises técnicas e processos formais, tranquilizando investidores da bolsa
Epic Games, empresa criadora do Fortnite, faz corte brutal na equipe e coloca a culpa no principal game da casa
O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
Regulador cita fragilidade financeira e irregularidades; grupo já estava no radar de investigações
Data de corte se aproxima enquanto caixa turbinado muda o jogo para quem pensa em investir na ação da farmacêutica
Projeções de proventos ganham fôlego com revisão do banco; veja o que muda para o investidor
Nova estrutura separa operações e cria uma “máquina” dedicada a um dos segmentos mais promissores do grupo; veja o que muda na prática
A JBS ainda considera que o cenário de oferta de gado nos EUA seguirá difícil em 2026, com o boi se mantendo caro para os frigoríficos devido à baixa no ciclo pecuário
No entanto, enquanto ela olhava para dentro de seu negócio, as concorrentes se movimentavam. Agora, ela precisará correr se quiser se manter como uma competidora relevante no jogo do varejo brasileiro
Em participação no Imersão Money Times, em parceria com a Global X, Caio Gomes, diretor de IA e dados do Magalu, explica quais foram as estratégias para adoção da tecnologia na varejista
Após a recuperação judicial nos Estados Unidos, quase fusão com a Azul e OPA, a companhia vai voar para longe da bolsa
Com papéis na casa dos centavos, varejista tem prazo para reagir; saída de presidente do conselho adiciona pressão
Após reduzir alavancagem, varejista busca agora melhorar a qualidade do funding; entenda
A Americanas estava em recuperação judicial desde a revelação de uma fraude bilionária em 2023, que provocou forte crise financeira e de credibilidade na companhia. Desde então, a empresa fechou lojas, reduziu custos e vendeu ativos
Companhia propõe cortar piso de distribuição para 1% do lucro e abre espaço para reter caixa; investidor pode pedir reembolso das ações
Pagamento anunciado pelo banco será realizado ainda em 2026 e entra na conta dos dividendos obrigatórios
Após tombo de mais de 90% desde o IPO, banco vê espaço adicional de queda mesmo com papel aparentemente “barato” na bolsa; entenda
Apesar de sinalizar uma possível virada operacional e reacender o otimismo do mercado, a Hapvida (HAPV3) ainda enfrenta ceticismo do Citi, que reduziu o preço-alvo das ações