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TURBULÊNCIA NO MERCADO

Crise na Azul (AZUL4) e na Gol (GOLL4) não preocupa a Embraer (EMBR3) — e aqui estão os motivos, segundo o CFO da fabricante de aeronaves

O diretor financeiro da fabricante de aeronaves, Antonio Garcia, avalia que a situação nas aéreas não está interferindo no volume de compras de novos aviões

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29 de agosto de 2024
17:04
Aeronave da Embraer (EMBR3)
Aeronave da Embraer - Imagem: Divulgação

O pregão desta quinta-feira (29) começou com uma turbulência nos céus do mercado, com temores de que a Azul (AZUL4) possa trilhar o mesmo caminho da Gol (GOLL4) e entrar com um pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos. No entanto, a crise financeira nas grandes companhias aéreas brasileiras não assusta a Embraer (EMBR3).

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O diretor financeiro (CFO) da fabricante de aeronaves brasileira, Antonio Garcia, avalia que a situação nas aéreas não está interferindo no volume de compras de novos aviões — pelo menos até o momento. 

"A Azul continua comprando. Normalmente eles pegam pelas empresas de leasing, que é a maior parte das nossas entregas deste ano", disse Garcia.

Vale lembrar que, em janeiro deste ano, a Gol (GOLL4) entrou com pedido de chapter 11 e encontra-se no meio do processo de reestruturação de dívidas nos EUA.

Embraer (EMBR3) e a confiança no setor aéreo

Questionado sobre o cenário específico para a Azul, o CFO destacou que a Embraer "confia muito no modelo de negócio" da companhia aérea. 

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"Está complicado para eles, mas achamos que eles vão sair dessa", afirmou o executivo.

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Além da confiança nas finanças da Azul, a Embraer ainda vê a liberação de R$ 5 bilhões em crédito para as companhias, medida destravada com mudanças na lei do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), como positiva para os negócios. 

Isso porque, entre as possibilidades de uso dos recursos, está o financiamento à compra de novas aeronaves.

"Se o governo quer ajudar a indústria com todos os nossos clientes, obviamente, a gente vê como uma visão favorável. Porque é para ajudá-los a comprar os nossos produtos", afirmou o CFO. 

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Segundo o representante, a colaboração estatal é ainda mais forte via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). 

"43% das aeronaves comerciais de exportação são financiadas pelo BNDES", disse, ao se referir às vendas da Embraer deste ano. Com o percentual de 43%, o volume está acima da média dos últimos 10 anos, de cerca de 35%.

Além da Azul (AZUL4)

Além da situação financeira da Azul (AZUL4), o diretor financeiro também comentou sobre as negociações com a Latam para a compra de até 30 aviões da Embraer (EMBR3), que serviriam para a empresa passar a operar na aviação regional.

"Entendemos que temos um bom produto para a Latam aumentar a capilaridade no Brasil, agora depende da decisão deles. Acho que tem uma vontade política dos dois lados, mas não chegou a nada concreto ainda", disse Antonio Garcia.

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A aquisição tem sido incentivada publicamente pelo governo, que defende maior participação das aeronaves da Embraer nas operações domésticas. 

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, defende ser possível dobrar a participação de aeronaves na aviação nacional, que hoje representa cerca de 12%.

*Com informações do Estadão Conteúdo.

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