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O mercado financeiro hermano sempre foi simpático com o ultraliberal, mas agora, como presidente, Milei terá de enfrentar o Congresso e o FMI
No último domingo (19), a Argentina foi às urnas e elegeu Javier Milei como seu próximo presidente. O economista ultraliberal de 53 anos tomará posse no próximo dia 10 de dezembro da cadeira de chefe do país pelos próximos quatro anos.
Apesar da vitória, o que ficou destacado entre os principais jornais do país foi o fraco desempenho do candidato peronista, Sergio Massa. A diferença de 11 pontos percentuais mostrou que a linha política perdeu espaço no debate nacional, de acordo com analistas locais.
Milei levou a principal cadeira da Casa Rosada, sede do governo, com surpreendentes 55,7% dos votos, contra 44,3% de Massa, colocando a derrota do herdeiro político de Alberto Fernández, atual presidente, como uma das piores da história do peronismo recente.
Seja como for, o mandato de Javier Milei não deve ser tranquilo daqui para frente. Afinal, o futuro presidente assumirá um país em profunda crise social e econômica — e não há solução fácil para qualquer um desses problemas.
O economista ultraliberal e de ultradireita é considerado um novato na política argentina, tendo assumido o cargo de deputado em 2021. Mais do que isso, Milei é um anarcocapitalista — uma mistura de capitalismo com a abolição total do Estado.
Milei faz parte de uma leva de novos políticos que começou com Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, e chegou a outros países, com Jair Bolsonaro no Brasil, e Viktor Orbán na Hungria, entre outros.
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Seu estilo incisivo de falar e seus posicionamentos polêmicos — a saber, um anticomunismo voraz e oposição a pautas sociais como o feminismo — garantiram um crescimento do político nas redes sociais.
Milei é um defensor da liberdade econômica, da iniciativa privada e de uma menor intervenção do Estado na economia. Em seu discurso de posse, o futuro presidente destacou que “hoje começa a reconstrução da Argentina”.
Seu posicionamento econômico ganhou o coração do mercado financeiro no país, em especial uma proposta de dolarizar a economia. Vale lembrar que a economia da Argentina já é parcialmente dolarizada — e a ideia não é considerada totalmente ruim pelos analistas do Goldman Sachs.
Hoje também é feriado na Argentina, mas o MSCI Argentina ETF (ARGT), fundo negociado em Nova York que replica o desempenho de ativos argentinos no exterior, operava em alta e chegou a saltar mais de 13% na manhã desta segunda-feira no pré-mercado em Wall Street.
No pregão regular, o ARGT avança cerca de 12%.
De acordo com a lista do Investing de ADRs (recibos de ações negociados no exterior) de grandes empresas da Argentina, como as petroleiras e o setor financeiro, são negociados em alta.
| Ticker | Nome | Var (%) |
| YPF | YPF Sociedad Anonima | 39,00% |
| TGS | Transportadora Gas ADR | 25,60% |
| CRESY | Cresud SACIF | 24,83% |
| GGAL | Grupo Financiero Galicia ADR | 23,28% |
| PAM | Pampa Energia ADR | 23,87% |
| CEPU | Central Puerto | 23,70% |
| BMA | Banco Macro B ADR | 21,99% |
| BBAR | BBVA Banco Frances ADR | 21,66% |
Diversos líderes globais parabenizaram Milei pela vitória na Argentina, inclusive o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas, ao comentar o resultado das eleições, o chefe de Estado brasileiro não mencionou o nome do ultraliberal.
“Desejo boa sorte e êxito ao novo governo. A Argentina é um grande país e merece todo o nosso respeito. O Brasil sempre estará à disposição para trabalhar junto com nossos irmãos argentinos”, escreveu no X, antigo Twitter.
Parlamentares brasileiros de oposição ao governo também celebraram a vitória de Milei, como o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), o senador Sérgio Moro (União Brasil/PR) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Já o presidente do Chile, Gabriel Boric, afirmou que, como chefe de Estado, trabalhará “incansavelmente para manter as nossas nações irmãs unidas, colaborando para o bem-estar de todos”.
Javier Milei entrou em diversas polêmicas no primeiro turno, como afirmar que não iria fazer negócio com a China, principal parceiro econômico da Argentina.
Ele também afirmou que o presidente do Brasil — segundo maior parceiro comercial —, Luiz Inácio Lula da Silva, é um “vermelho” — na sequência, ele disse que não faria “negócios com comunistas”.
Ou seja, Milei começou com o pé esquerdo com seus dois principais parceiros comerciais.
E o momento do país não é dos melhores. A Argentina deve fechar o ano com uma inflação na casa dos 180%, segundo as projeções do BCRA, o Banco Central do país.
As reservas internacionais também são escassas, o que limita a negociação de produtos com outros países — o que consequentemente mantém os cofres públicos com baixo estoque de dólares.
Por falar no dólar, a Argentina também tem uma dívida gigantesca com o Fundo Monetário Internacional (FMI) de aproximadamente R$ 45 bilhões. Isso sem falar no pagamento para outros credores — a dívida total do país está em cerca de 80% do PIB.
Além dos problemas de caráter econômico, Milei precisará adquirir certo jogo de cintura para lidar com o Congresso. Isso porque seu partido — o La Liberdad Avanza (LLA) — não formou maioria em nenhuma das casas legislativas.
Para formar maioria na Câmara, são necessários 129 parlamentares. O LLA se tornou a terceira força na Câmara, com 37 deputados.
Pode-se contar com um número maior após a recente aliança com o partido Juntos por el Cambio (JxC) — segunda maior bancada, com 93 parlamentares eleitos —, que ajuda a compor um número mais confortável de 130 deputados.
Entretanto, a agora oposição Unión por la Patria (UP) ainda é a maior bancada de todas, com 108 deputados eleitos.
No Senado, a situação é parecida: o LLA tem 8 senadores, o JxC tem 24 e o UP tem 34. Para formar maioria na Casa Legislativa, são necessários 37 congressistas.
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