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INSATISFAÇÃO

Em sua primeira coletiva como presidente da Petrobras (PETR4), Prates se dedica a criticar atual política de preços da companhia e não esclarece dúvidas

Para o executivo, a Petrobras (PETR4) deve ser livre para praticar seus preços conforme "achar melhor", mas não deu exemplos concretos de propostas

Jean Paul Prates, presidente da Petrobras
Jean Paul Prates - Imagem: Roque de Sá/Agência Senado

O novo presidente da Petrobras (PETR4), Jean Paul Prates, fez sua primeira coletiva como CEO da estatal nesta quinta-feira (2), após ter conversado com integrantes do mercado financeiro mais cedo.

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Na sequência da divulgação de resultados da empresa, um dos pontos mais polêmicos é sobre qual será a política de preços a ser adotada em sua gestão, mas o executivo trouxe mais dúvidas do que propostas — algo que deve manter os investidores afastados das ações da companhia.

Questionado sobre como será um possível novo modelo, ele afirmou que a Petrobras fará "como achar melhor", reforçando que a prática da Paridade de Preços e Importação (PPI) para definição de preços não é necessariamente a melhor escolha.

Por diversas vezes Prates defendeu que a companhia seja capaz de atuar na precificação conforme a melhor oferta e condição, chegando a cutucar o mercado ao citar práticas de livre mercado.

"Estamos atrás de uma política de preços transparente para o Brasil", afirmou. Como exemplos, o CEO citou políticas de referência, de monitoramento de estoques e de estratégia, mas sem mais detalhes.

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A grande polêmica em torno da política de preços da Petrobras acontece porque, conforme o modelo atual, quando o preço do petróleo lá fora ou do dólar no Brasil sobem, o valor dos combustíveis acompanha o mesmo movimento.

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O objetivo é evitar uma defasagem nos preços internos, que poderia trazer como consequência menos importação de combustível e até desabastecimento. Para os resultados da Petrobras, é um modelo positivo.

Por outro lado, os críticos defendem que essa prática pesa demais no bolso do consumidor, especialmente em tempos de inflação tão alta. O próprio ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já falou algumas vezes que essa não seria a melhor maneira de precificar os combustíveis.

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