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Nem as boas notícias vindas do Brasil conseguiram impulsionar as ações NU na bolsa de Nova York hoje, onde os papéis caem 1,17%, negociados a US$ 7,62

O ano chegou à metade e muitos investidores já começam a olhar para o futuro. Para os ansiosos de plantão, o Itaú BBA acaba de lançar uma boa perspectiva sobre o Nubank (NU): as ações podem subir mais de 24% em relação às cotações atuais.
No entanto, nem as boas notícias vindas do Brasil conseguiram impulsionar as ações NU na bolsa de Nova York. O papel recuava 1,14% por volta das 12h20 desta quinta-feira (22), negociado a US$ 7,62.
Mas, se as perspectivas de um dos maiores bancos privados do Brasil se confirmarem, essa queda aumenta a oportunidade de entrada.
Afinal, o novo preço-alvo do Itaú para os papéis NU é de US$ 9,50 — a estimativa aumentou em relação à previsão passada, de US$ 8,50 —, o que representa uma alta de 24,67% em relação às cotações atuais.
Com isso, o P/E deve chegar a 21x no final de 2024, contra a estimativa preliminar de 17x. O banco ainda reitera a compra das ações do Nubank na mesma publicação.
O Itaú destaca que o cenário macroeconômico deve permanecer desafiador, mas que os resultados recentes do Nubank surpreenderam os analistas do mercado e a melhora da eficiência deve continuar.
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Mas é para 2024 que as perspectivas melhoram. Na visão do Itaú, a fintech deve aumentar as receitas com a ajuda da melhora da inadimplência no varejo.
E o que explicaria essa melhora? De acordo com o banco, o custo de risco já está chegando ao seu limite máximo. É destacado no relatório que a inflação voltou a cair, o que deve gerar uma queda nos juros como consequência.
Sendo assim, a expectativa para o final de 2023 é de US$ 830 milhões em receitas — já para 2024, elas devem subir para US$ 1,9 bilhão.
Outra fonte de receita destacada pelo Itaú é a monetização de clientes, que ampliaram a participação nas chamadas contas de rendimento. Nesse quesito, tanto empréstimos pessoais quanto cartões de crédito estão entre os mais importantes para o Nubank.
A receita extra proveniente dos juros provenientes dessas contas deve ser reinvestida no Nubank — na terminologia do mercado, o é chamado de net investment income (NII). Esse montante deve crescer 102% em 2023 e 62% em 2024, para US$ 21 bilhões (R$ 84 bilhões) e US$ 24 bilhões (R$ 110 bilhões) respectivamente, nas projeções do Itaú.
Com cerca de 11% do mercado nacional de cartões de crédito e 5% da fatia de empréstimos pessoais, o segmento de crédito consignado é o próximo setor a ver um aumento da participação do Nubank.
Essa modalidade de crédito passou a ser disponibilizada muito recentemente, com foco nos funcionários públicos. As taxas mais baixas — em torno de 1,6% contra a faixa entre 1,7% a 1,9% de outras praticadas no mercado — devem acelerar o ritmo de adoção, segundo o Itaú.
Assim, esse produto sozinho pode gerar R$ 860 milhões em 2023 e R$ 5,7 bilhões em 2024. A única ressalva do Itaú é a necessidade de expansão de outras modalidades de crédito focadas no público de maior renda.
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