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Ao acordar e tentar percorrer os corredores do mercado financeiro nesta quarta-feira (01), os investidores brasileiros se viram em grande dificuldade, patinando para encontrar o caminho em segurança. Mas os tropeços eram inevitáveis e já esperados depois de o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deixar um rastro de óleo na pista.
Após o fechamento do mercado de ontem (28), Haddad oficializou a sua primeira grande conquista dentro do governo — um plano para o restabelecimento de impostos sobre combustíveis. O que era para ser uma vitória incontestável, no entanto, se tornou em um novo obstáculo a ser enfrentado pelo mercado.
Isso porque o anúncio do ministro incluiu não só novos ataques ao modo de trabalho do Banco Central como também o retorno da tributação sobre as exportações de petróleo.
O escorregão inesperado dos investidores em uma gorda poça de óleo acabou contaminando a maior parte dos ativos na bolsa hoje — e o dia foi de forte cautela.
As petroleiras que estavam no caminho sofreram bastante, mas não foram as únicas. Em uma pista bem diferente, a Hapvida (HAPV3) tombou mais de 30% ao tropeçar em números fracos por mais um trimestre, minando a confiança do mercado em seu modelo de negócios. Além disso, Nova York voltou a ser assombrada pelo risco de juros cada vez mais altos.
Quem conseguiu taxiar bem mesmo com tantos obstáculos e fez um pouso suave foi o setor de mineração e siderurgia — guiado pelos ventos que vinham da China. Por lá, o setor industrial do gigante asiático mostrou uma força muito maior do que a esperada pelo mercado.
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A pressão positiva das commodities metálicas, assim como a melhora da Petrobras, limitou o efeito negativo da forte queda da Hapvida e das petroleiras, principalmente na última etapa do pregão — além disso, houve um movimento de alívio no câmbio.
O principal índice da B3, que chegou a cair mais de 1,70%, encerrou a sessão com um recuo de 0,52%, aos 104.384 pontos. Já o dólar à vista teve queda de 0,65%, a R$ 5,1912.
Veja tudo o que movimentou os mercados nesta quarta-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa.
A CONTA CHEGOU
PRIO, 3R Petroleum ou PetroReconcavo: qual empresa vai sentir mais a taxação das exportações de petróleo? No curto prazo, a antiga PetroRio é mais prejudicada porque destina 100% da produção da commodity para fora do país — mas, se imposto permanecer, todas devem ser afetadas.
PAREM AS MÁQUINAS
Governo manda Petrobras suspender venda de ativos por 90 dias; medida pesou no mercado. Os papéis PETR4 e PETR3 repercutiram negativamente a notícia num primeiro momento; a petroleira também adiou sua próxima assembleia de acionistas.
NÃO ESTÁ FÁCIL PARA NINGUÉM
Os grandes bancos estão na pior? O Bradesco está pessimista com o próprio setor e rebaixa a recomendação do Santander e do Itaú. Para os analistas, este ainda será um ano cheio de desafios e preocupações, tanto no segmento corporativo quanto no de pessoas físicas.
PROVENTOS AMEAÇADOS
XP Properties (XPPR11) desaba na B3 após corte de 66% nos dividendos; veja o que afeta os rendimentos do fundo imobiliário. A previsão do depósito na conta dos investidores, que foi de R$ 0,30 por cota na última distribuição, desceu para R$ 0,10 nos pagamentos futuros.
ACEITA CRIPTO?
Como funciona o Nucoin, a criptomoeda do Nubank? Clientes receberão ‘cashback’ em moeda digital e terão benefícios com token. O ativo ainda não poderá ser negociado dentro do app nem enviado para uma carteira digital (wallet) particular.
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