O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O mês não foi dos mais animadores para os investidores, mas no caso do Índice de Fundos Imobiliários (Ifix), agosto foi positivo, com alta de 0,49% e eventos relevantes para o setor
O mês de agosto não foi dos mais animadores para os investidores. Apesar do início empolgante, com a redução da taxa básica de juros (Selic) no Brasil, os índices das bolsas globais recuaram no período, incluindo o Ibovespa (-5,1%) e S&P 500 (-1,8%).
Entre os motivos desta queda, o ambiente global voltou para uma postura apreensiva com a economia chinesa e com a política fiscal norte-americana. Por aqui, os ruídos envolvendo o arcabouço fiscal e a reforma tributária também influenciaram o mercado.
Sigo com uma perspectiva positiva para o mercado local, o que não significa um ritmo de valorização linear. Inclusive, dados históricos mostram que os 30 dias subsequentes ao primeiro corte de juros geralmente são negativos para o Ibovespa — após este período, o índice começa a ganhar tração.
No caso do Índice de Fundos Imobiliários (Ifix), agosto foi um mês positivo, com alta de 0,49%. Apesar da tímida variação do índice, tivemos alguns eventos relevantes para a indústria de fundos imobiliários. Destaco os principais logo abaixo:
De acordo com dados da Anbima, a indústria de fundos imobiliários apresentou a maior captação de recursos do ano no mês de julho, com aproximadamente R$ 3 bilhões em ofertas. O valor é 55% superior ao mês anterior e praticamente o dobro na comparação anual.
O movimento está alinhado à melhora na expectativa do mercado de capitais envolvendo a queda dos juros e a valorização dos fundos imobiliários.
Leia Também
Esse nível de captação deve permanecer elevado em agosto – e, possivelmente, no restante do ano – tendo em vista as emissões de grandes fundos, tal como BTG Logística (BTLG11), Vinci Shopping Centers (VISC11) e Hedge FOF Top (HFOF11).
O mercado de crédito no Brasil passa por um momento desafiador e o agronegócio está inserido nesta realidade. Para os Fiagros, trata-se de um cenário que enxergo desde o primeiro semestre, baseado no perfil de risco das operações dos fundos – mais alinhadas a um perfil high yield.
Eventos posteriores corroboraram com essa nossa visão, tal como o "sinal amarelo" apontado pela Standard & Poor's para a categoria e a inadimplência de um CRA do portfólio do Valora Fiagro (VGIA11). Para o curto prazo, sigo com visão contrária para a categoria.
A partir de setembro, teremos uma nova composição do principal índice da indústria de FIIs. A entrada/saída de ativos eventualmente traz reflexos no fluxo de investimento nos papéis. A seguir, apresento as principais mudanças sinalizadas na prévia:
Nesta segunda (28), foi publicada a MP 1.184/2023, que altera parcialmente a tributação de fundos de investimento no Brasil (a partir de 2024). Entre as mudanças propostas, foi estipulada a quantidade mínima de 500 cotistas para concessão de isenção tributária nos rendimentos de FIIs e Fiagros. Atualmente, a régua mínima é de 50 cotistas.
De forma geral, interpreto que a medida provisória tem como "alvo" algumas estratégias específicas e, principalmente, os grandes investidores (family offices, holdings, entre outros). Nenhum dos FIIs presentes no Ifix possui quantidade de cotistas menor do que 500. Portanto, não haverá impacto imediato em suas distribuições.
A princípio, a medida traz uma sinalização favorável de que os dividendos dos FIIs em geral não serão tributados neste momento. No relativo, isso tende a ser vantajoso para a categoria, visto que outras classes (tal como ações) serão afetadas na reforma tributária.
Antes de passar para a dica do mês, gostaria de tecer algumas considerações sobre a citação sobre fundos imobiliários na carta da Squadra Investimentos em sua última carta aos cotistas.
Para quem deseja entender a história completa, recomendo acessar a edição do Giro do Mercado que participei na última semana. Em suma, a gestora cita os FIIs (sem especificação de classe, política de investimento ou gestão) como exemplo para esquemas Ponzi, popularmente conhecidos como pirâmides financeiras.
Tenho profundo respeito pela Squadra. Sou investidor da sua estratégia long biased. Como ela cita brevemente aos fundos imobiliários, é impossível ter certeza sobre qual categoria estão abordando.
Ao meu ver, ela pode estar se referindo a dois pontos bem conhecidos pelos investidores de FIIs: a apuração de resultados nos fundos de crédito e a presença de carências nos endividamentos dos fundos de tijolo.
No primeiro caso, vejo como um tema pertinente, tendo em vista o movimento de alguns fundos high yield nos últimos anos. Alguns FIIs que utilizavam o regime de competência como base para apuração de resultados promoveram rendimentos superiores do que o efetivo recebimento de caixa durante um período. Isso gerava um efeito positivo nas cotas e, consequentemente, abria caminho para novas emissões.
Este mecanismo não é propriamente um exemplo de esquema Ponzi, mas a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) já atuou na política de alguns fundos. Atualmente, boa parte das gestoras/administradoras já adota uma postura mais conservadora para distribuição de lucro contábil.
Partindo para a alavancagem dos fundos de tijolos, estamos tratando das operações de compra de ativos financiadas por meio de dívidas (CRIs).
Em alguns casos, os credores concederam carências e/ou descontos de juros e amortização. Isso gera um efeito favorável no lucro de curtíssimo prazo, visto que os aluguéis dos imóveis são recebidos logo após a conclusão da operação.
Na minha visão, esta dinâmica pode sim atrair novos cotistas, mas não se enquadra no mecanismo de pirâmide financeira. Em algumas ocasiões, faz sentido evitar ter despesas de curto prazo com endividamento, especialmente no caso da aquisição de ativos em recuperação (como é o caso dos shoppings centers em 2020 e 2021) ou desenvolvimento.
Inclusive, não é uma prática exclusiva de fundos imobiliários. Waivers e carências são instrumentos comuns na estruturação de dívidas.
O simples fato de priorizar o resultado de curto prazo também é bastante comum no mercado de ações, sendo um tema muito mais profundo (e polêmico) do que nos fundos imobiliários.
De forma geral, meu palpite é que a citação da Squadra está mais alinhada com o primeiro tema, já bem conhecido para quem está na indústria de FIIs. De qualquer forma, é uma lição importante para novos investidores, especialmente aqueles que só olham para o dividend yield (provento/preço). Em boa parte dos casos, um indicador muito elevado ilustra um nível de risco acima da média para o fundo e pode trazer armadilhas!
O Kinea Securities (KNSC11) é um fundo de recebíveis imobiliários tocado pela tradicional gestão da Kinea. Vale destacar a experiência da casa no processo de originação/estruturação de operações, sendo referência no crédito, o que favorece o monitoramento do portfólio pela equipe do FII.
O fundo conta com uma carteira de CRIs bastante diversificada, com mais de 70 operações. No geral, encontramos operações com perfil high grade/mid grade, sem operações high yield.
Inclusive, em cerca de dois anos em atividade, o KNSC11 não registrou casos de inadimplência e, tendo em vista a boa diligência da gestão na escolha dos devedores, as perspectivas para tal são baixas.
O loan to value (LTV) — percentual dos créditos em relação ao valor dos imóveis em garantia — varia entre 40% e 85%, sendo a maioria próxima de 60%. Trata-se de um patamar bem confortável caso seja necessário executar e alienar as garantias, que por sinal são bem amarradas, sendo mais de 60% localizadas no estado de São Paulo.
A carteira de CRIs do KNSC11 apresenta uma distribuição equilibrada entre os indexadores, com uma exposição majoritária ao IPCA (60,3%). É interessante pontuar que o fundo possui mandato flexível, o que possibilita alterar o percentual alocado entre os diferentes indexadores. Ou seja, um diferencial importante para a dinâmica apresentada pelos indicadores do mercado de crédito nos últimos anos.
Em termos de remuneração, estamos tratando de um portfólio com taxa média contratada de IPCA + 6,93% e CDI + 3,60% – remuneração bem interessante, principalmente quando consideramos o risco de crédito controlado da carteira e a média praticada pela indústria atualmente. Marcada a mercado, a carteira do fundo apresenta taxa média próxima de IPCA + 7,8% ao ano.
Por fim, o KNSC11 conta com um yield anualizado de 10,6% e um desconto em relação ao valor patrimonial (VP) de 1%. Lembrando que FIIs de CRI com este perfil costumam ser negociados com ágio em relação ao VP.
Em nossas análises quantitativas, identificamos que o fundo segue com um potencial de geração de renda no patamar de 11,5% para os próximos 12 meses, bem como uma TIR Líquida na casa de 12,5% para os próximos três anos. É impossível ignorar este nível de rentabilidade.
Um abraço,
Caio
Entenda como a startup Food to Save quer combater o desperdício de alimentos uma sacolinha por vez, quais os últimos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje
A Copa do Mundo 2026 pode ser um bom momento para empreendedores aumentarem seu faturamento; confira como e o que é proibido neste momento
O ambiente de incerteza já pressiona diversos ativos globais, contribui para a elevação dos rendimentos de títulos soberanos e amplia os riscos macroeconômicos
Depois de quase cinco anos de seca de IPOs, 2026 pode ver esse cenário mudar, e algumas empresas já entraram com pedidos de abertura de capital
Esta é a segunda vez que me pergunto isso, mas agora é a Inteligência Artificial que me faz questionar de novo
São três meses exatos desde que Lando Norris confirmou-se campeão e garantiu à McLaren sua primeira temporada em 17 anos. Agora, a Fórmula 1 está de volta, com novas regras, mudanças no calendário e novidades no grid. Em 2026, a F1 terá carros menores e mais leves, novos modos de ultrapassagem e de impulso, além de novas formas de recarregar as […]
Ações das petroleiras subiram forte na bolsa nos últimos dias, ainda que, no começo do ano, o cenário para elas não fosse positivo; entenda por que ainda vale ter Petrobras e Prio na carteira
Para dividendos, preferimos a Petrobras que, com o empurrãozinho do petróleo, caminha para um dividend yield acima de 10%; já a Prio se enquadra mais em uma tese de crescimento (growth)
Confira o que esperar dos resultados do 4T25 da Petrobras, que serão divulgados hoje, e qual deve ser o retorno com dividendos da estatal
A concentração em tecnologia deixou lacunas nas carteiras — descubra como o ambiente geopolítico pode cobrar essa conta
A Ação do Mês busca chegar ao Novo Mercado e pode se tornar uma pagadora consistente — e robusta — de dividendos nos próximos anos; veja por que a Axia (AXIA3) é a escolhida
Veja como acompanhar a temporada de resultados das construtoras na bolsa de valores; PIB, guerra no Oriente Médio e Caged também afetam os mercados hoje
Mais do que tentar antecipar desfechos políticos específicos, o foco deve permanecer na gestão de risco e na diversificação, preservando uma parcela estratégica de proteção no portfólio
Em situações de conflito, fazer as malas para buscar um cenário mais tranquilo aparece como um anseio para muitas pessoas. O dinheiro estrangeiro, que inundou a B3 e levou o Ibovespa a patamares inéditos desde o começo do ano, tem data para carimbar o passaporte e ir embora do Brasil — e isso pode acontecer […]
Primeiro bimestre de 2026 foi intenso, mas enquanto Ibovespa subiu 18%, IFIX avançou apenas 3%; só que, com corte de juros à vista, é hora de começar a recompor posições em FIIs
Entre as cabines de primeira classe e os destinos impactados pelo excesso de visitantes, dois olhares sobre a indústria de viagens atual
Veja por que a Vivo (VIVT3) é vista como boa pagadora de dividendos, qual o tamanho da Bradsaúde e o que mais afeta o mercado hoje
Mesmo sendo considerada uma das ações mais “sem graça” da bolsa, a Vivo subiu 50% em 2025 e já se valoriza quase 30% em 2026
Mesmo com a perspectiva de queda nos juros, os spreads das debêntures continuam comprimidos, mas isso pode não refletir uma melhora nos fundamentos das empresas emissoras
Estudo histórico revela como o desempenho do mês de janeiro pode influenciar expectativas para o restante do ano no mercado brasileiro