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Empresa cedeu à pressão depois de ter sido duramente criticada por compra de petróleo russo com desconto recorde em meio à eclosão da guerra na Ucrânia

O preço do barril de petróleo segue em alta acelerada em um momento no qual os Estados Unidos e seus principais aliados na Europa estudam proibir importações de óleo e gás da Rússia em resposta à invasão da Ucrânia.
Paralelamente, porém, desdobramentos relacionados aumentam a pressão sobre a commodity, que nos últimos dias vem revisitando as cotações mais altas em mais de uma década. O barril do Brent subia mais de 2% na manhã de hoje, cotado na faixa dos US$ 126.
Hoje, a petroleira anglo-holandesa Shell pediu desculpas pela compra de uma remessa de petróleo russo com grande desconto e prometeu abandonar gradualmente suas operações na Rússia.
“Como primeiro passo imediato, a empresa interromperá todas as compras à vista de petróleo bruto russo. Também fechará seus postos de serviço, combustível de aviação e operações de lubrificantes na Rússia”, informou a empresa por meio de nota.
Na última sexta-feira, a Shell comprou 100 mil toneladas de petróleo bruto russo. A compra não violou nenhuma espécie de sanção, mas teria sido feita com base em um desconto recorde em um momento no qual outras empresas têm evitado comprar petróleo russo.
O episódio desencadeou duras críticas à Shell. Em resposta, o CEO da empresa, Ben van Beurden, apresentou hoje um mea-culpa: “Não era o certo e lamentamos.”
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A Shell já havia divulgado anteriormente a intenção de abandonar suas joint ventures com a gigante russa Gazprom.
No fim de semana, a empresa anglo-holandesa anunciou que destinaria os lucros do petróleo russo com desconto a um fundo dedicado à ajuda humanitária à Ucrânia.
Por fim, além da suspensão da compra à vista de petróleo bruto, a Shell informou que não renovará mais nenhum contrato com o país.
Van Beurden acrescentou que os desafios sociais lançados pela guerra “destacam o dilema entre pressionar o governo russo por suas atrocidades na Ucrânia e garantir suprimentos de energia estáveis e seguros em toda a Europa”.
*Com informações da CNBC.
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