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Em relatório, os analistas do banco apontam que os investidores têm estado cada vez mais pessimistas com a Ambev (ABEV3)
A chegada das festas de fim de ano, das férias e ainda a passagem de uma Copa do Mundo fora de época foram grandes promessas para melhorar os números da Ambev (ABEV3) nessa reta final de 2022. Porém, o JP Morgan observa que esse período talvez não seja mais assim tão positivo para a fabricante de cerveja quanto esperado, com alguns empecilhos pela frente.
Um deles é o clima, já que o verão chegou apenas na teoria em boa parte do Brasil. Com as temperaturas mais baixas, as ocasiões de consumo também diminuem — ou abrem espaço para outras categorias, como os vinhos.
Outro ponto que não colaborou com o desempenho recente da Ambev foi a eliminação do Brasil durante as quartas de final da Copa do Mundo, o que também afastou o público dos bares e festas.
Apesar de trazer essas observações, o JP Morgan manteve a recomendação de compra para as ações da companhia, com preço-alvo de R$ 18 — potencial de valorização de 25,4% se considerado o fechamento de quarta-feira (21).
Os analistas ponderam, ainda, que têm visto os investidores cada vez mais pessimistas com a empresa, mas que as expectativas para essa época de fim de ano eram bastante altas.
Ainda no relatório, a equipe também aponta que a capacidade de executar uma boa política de preços e o uso do aplicativo Zé Delivery ajudam a compensar os pontos negativos citados acima.
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"Dito isso, pode haver algum risco de queda em nosso número de vendas de cerveja no Brasil de 16% para a Ambev no quarto trimestre, mas ainda acreditamos que um crescimento de dois dígitos é provável, dada a fraca base de comparação", dizem os analistas.
Vale lembrar que o JP Morgan revisou sua postura tradicionalmente cautelosa com a empresa em julho deste ano e passou a recomendar a compra do papel — algo inédito desde o início da cobertura da companhia, em 2018.
Há poucos meses, a expectativa era de crescimento nas vendas e recomposição de margens para a Ambev (ABEV3), após meses em que foi preciso habilidades de equilibrista para suportar o aumento de custos e a necessidade de repasse de preços sem perder em vendas.
A melhora operacional ainda é apontada como essencial para que os papéis ABEV3 fiquem mais atraentes para os investidores — as margens pressionadas foram um ponto de atenção para os analistas nos últimos meses.
Os últimos balanços da cervejaria não foram assim tão excepcionais. No mais recente, referente ao terceiro trimestre deste ano, ficou claro que o inverno fora de época em setembro e o aumento nas despesas financeiras pesaram no resultado.
No pregão de hoje, as ações da Ambev não reagem muito ao noticiário e subiam 0,56% às 11h32, cotadas a R$ 14,43. No ano, as perdas de ABEV3 são de 2,72%, enquanto no mês a baixa é de 5,77%.

De acordo com dados da plataforma TradeMap, das 14 recomendações para a ação, oito são de compra, três são de manutenção e outras três são de venda.
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