Mergulho dos carros de luxo: Navio cargueiro afunda no Oceano Atlântico com 4 mil Porsches e Bentleys
Especialistas em seguros estimam que as perdas com o naufrágio do Felicity Ace pode chegar a US$ 155 milhões

Se tem uma coisa que o Felicity Ace não significa para as revendedoras de carros de luxo e para quem comprou esses automóveis é ‘ás da felicidade’. Duas semanas depois de pegar fogo no meio do Oceano Atlântico, o cargueiro que transportava milhares de carros afundou ontem (1º) pela manhã.
De acordo com a empresa MOL Ship Management, administradora do navio, a embarcação afundou perto do arquipélago de Açores depois de ter sofrido um tombamento para estibordo (o lado direito do navio).
A Marinha portuguesa enviou uma equipe de helicóptero para rebocar a embarcação para “uma área segura” ao largo do arquipélago. Mas, enquanto o reboque estava sendo feito, o navio “perdeu estabilidade e afundou”.
Assim, cerca de 4 mil carros de luxo, incluindo mais de 1.000 Porsches e 200 Bentleys, foram parar no fundo do oceano.
[captacao]
Impactos ambientais
O naufrágio preocupa grupos ambientalistas, incluindo a organização internacional de conservação marinha Oceana, sobre os impactos do incidente.
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Isso porque o arquipélago de Açores é repleto de recifes de corais e esponjas e abriga espécies como cachalotes, baleias azuis e jubarte, golfinhos e tubarões.
Uma embarcação grande como o Felicity Ace, que possui em torno de 200 metros de comprimento, pode conter mais de três milhões de litros de combustível, sem contar outros derivados de petróleo.
Segundo a MOL Ship Management, quando o cargueiro afundou, uma pequena mancha de óleo foi vista na água, espalhada pelos jatos de água dos rebocadores. A empresa afirmou continuar monitorando a situação da área.
Das chamas ao fundo do oceano
O incêndio do cargueiro Felicity Ace começou em 16 de fevereiro, quando o navio estava a cerca de 170 quilômetros a sudoeste da ilha açoriana de Faial.
O barco estava levando as cargas de uma fábrica da Volkswagen em Emden, na Alemanha, para os Estados Unidos quando entrou em combustão perto das ilhas portuguesas.
O fogo teve início no porão de carga. Logo depois, as chamas se espalharam, forçando os tripulantes a abandonarem a embarcação.
Apesar das chamas incessantes, a marinha de Portugal resgatou em segurança os 22 tripulantes que estavam dentro do navio no dia do incêndio, sem ferimentos.
E o que acontece com quem comprou os carros?
Assim que o incêndio foi anunciado, em meados de fevereiro, um usuário do Twitter brincou que algumas pessoas ficariam sem receber os seus tão esperados Porsches — ou outras marcas que estivessem no navio.
Na época, a Porsche informou ter embarcado diversos carros no navio e afirmou que os clientes que possuíam automóveis a bordo do barco já estavam sendo contatados por seus revendedores.
Na semana passada, a Volkswagen, dona da embarcação, disse que os danos aos veículos estavam cobertos por seguro. Segundo especialistas em seguros, o incidente pode somar perdas de US$ 155 milhões.
Já o porta-voz da Porsche, Angus Fitton, anunciou que a empresa está “apoiando os clientes da melhor maneira possível”.
“Já estamos trabalhando para substituir todos os carros afetados e os primeiros automóveis serão construídos em breve”, disse Fitton.
*Com informações de Reuters
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