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Mercados globais reagiram ao conflito, que tem grande impacto macroeconômico, e mercado brasileiro não foi exceção; porém, por aqui também tivemos nossas idiossincrasias, e nem todo movimento foi intuitivo
Nesta quinta-feira, 24 de março, a invasão da Ucrânia pela Rússia completa um mês. E como tipicamente acontece com guerras que impactam a economia global de forma ampla, os mercados financeiros vêm reagindo ao conflito, em maior ou menor grau.
De cara, espera-se que a guerra da Ucrânia pressione a inflação global neste ano, com a disparada das cotações das commodities energéticas, metálicas e agrícolas.
A região afetada pelo conflito é importante produtora de grãos, como o trigo; além disso, a Rússia - que sofreu uma série de sanções econômicas internacionais, sendo praticamente excluída do mercado global - é grande produtora de petróleo, gás, minérios usados na fabricação de fertilizantes e alguns metais, como o níquel.
Em segundo lugar, como era de se esperar em um ambiente de incertezas por conta de uma guerra desta magnitude, o dólar e o ouro viram alguma valorização globalmente, ao longo do último mês.
O índice DXY, que compara a moeda americana a uma cesta de moedas fortes, acumulou alta de 2,52% desde que o conflito começou; já os contratos de ouro com vencimento em abril, negociados na Nymex, a bolsa de commodities de Nova York, avançam 2,11% no período.
Há aqui uma situação um pouco ambígua. Ambos os ativos são vistos como portos-seguros em tempos de crise e alta incerteza. O ouro, por um lado, se beneficia também de cenários inflacionários. O dólar, por outro, é ajudado pela perspectiva de alta de juros nos Estados Unidos, que além disso torna os títulos públicos americanos mais atrativos. Este cenário, porém, tende a ser ruim para a cotação do ouro, uma vez que o metal dourado não paga juros, como os títulos do Tesouro dos EUA.
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No entanto, o desempenho positivo das duas proteções não se repetiu no mercado brasileiro. Ante o real, o dólar continuou se depreciando, chegando, na última quarta-feira (23), à casa dos R$ 4,84. Cotado na moeda americana, o ouro também teve perdas em reais.
Já as bolsas mundiais, assim como os demais mercados, reagiram ao conflito com volatilidade, precisando também se haver com o fato de que o mundo entra agora em uma fase de alta nas taxas de juros, puxada pelo Fed.
Mas isso não quer dizer que os mercados de ações estejam se saindo mal. A bolsa brasileira, por exemplo, tem sido uma das beneficiadas pelo cenário atual, pelo grande peso das empresas produtoras de commodities no seu principal índice, o Ibovespa.
Veja a seguir o desempenho dos principais ativos, no mercado brasileiro, desde que a guerra da Ucrânia começou:
| Investimento | Rentabilidade no mês | Rentabilidade no ano |
| Bitcoin | 11,20% | -19,25% |
| Ibovespa | 4,87% | 12,05% |
| Índice de Debêntures Anbima - IPCA (IDA - IPCA)** | 1,29% | 1,54% |
| Índice de Debêntures Anbima Geral (IDA - Geral)** | 0,98% | 2,13% |
| Tesouro Selic 2025 | 0,80% | 2,46% |
| CDI* | 0,78% | 2,11% |
| Tesouro IPCA+ 2026 | 0,66% | 1,33% |
| Tesouro Selic 2027 | 0,65% | 2,57% |
| Poupança antiga*** | 0,50% | 1,72% |
| Poupança nova*** | 0,50% | 1,72% |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2032 | 0,41% | - |
| Tesouro IPCA+ 2035 | 0,27% | -3,90% |
| IFIX | 0,19% | -2,50% |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2040 | -0,24% | -2,34% |
| Tesouro IPCA+ 2045 | -0,58% | -9,11% |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2055 | -1,27% | -3,64% |
| Tesouro Prefixado 2025 | -1,31% | -1,40% |
| Ouro | -2,04% | -9,39% |
| Dólar PTAX | -2,86% | -12,72% |
| Dólar à vista | -3,20% | -13,12% |
| Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2033 | -3,34% | - |
| Tesouro Prefixado 2029 | -3,46% | - |
Também sujeito a forças opostas no mercado global, assim como o ouro e o dólar, o bitcoin (BTC) apresenta uma alta de mais de 10% em reais e cerca de 12% em dólar desde a data da invasão da Ucrânia pelos russos. Entre os principais investimentos, trata-se da maior alta do período.
Se, por um lado, a perspectiva de alta de juros nos EUA e a incerteza provocada pela guerra elevam a aversão a risco, pesando negativamente sobre as cotações dos criptoativos, por outro, o Federal Reserve, o banco central americano, vem se comportando da forma esperada pelo mercado.
Além disso, as sanções contra a Rússia e as inseguranças na Ucrânia têm ampliado a adoção das criptomoedas por ambos os países, colocando as principais qualidades do bitcoin - descentralização e o fato de não estar sujeito a governos - sob os holofotes.
A forte alta do petróleo - o barril do tipo Brent foi dos US$ 95 aos US$ 121 desde que a guerra começou, uma alta de cerca de 28% - impulsionou as ações das petroleiras brasileiras, com a exceção quase surpreendente da Petrobras, que sofre pressões políticas para não reajustar os preços dos combustíveis.
Também vimos valorizações nas ações de outras empresas com grande peso no Ibovespa, como Vale (VALE3), siderúrgicas e grandes bancos privados - estes impulsionados pelos juros em alta.
Não só os negócios dessas empresas se beneficiam do ambiente macroeconômico atual como as commodities são vistas como ativos de proteção em momentos de inflação em alta, e o mercado brasileiro é associado à produção de matérias-primas.
Assim, a bolsa brasileira vem atraindo capital estrangeiro, beneficiada ainda pelos preços depreciados dessas ações e pelo fato de que, entre os grandes mercados emergentes do mundo, o Brasil agora é o único considerado barato e minimamente estável, ao mesmo tempo.
Esse fluxo de dólares para o mercado local contribui para o alívio na cotação da moeda americana ante o real. É o real, moeda tipicamente associada a commodities, que está se fortalecendo.
Mas a alta nos preços das matérias-primas não é a única razão, e talvez nem mesmo a principal. O Banco Central brasileiro se antecipou aos bancos centrais dos países desenvolvidos e levou a taxa básica de juros de 2% aos dois dígitos no espaço de apenas um ano.
Enquanto isso, o Federal Reserve apenas na semana passada iniciou seu ciclo de alta nos juros, com um aumento de 0,25 ponto percentual na taxa básica.
Assim, o diferencial de juros entre Brasil e EUA ficou muito maior do que nos piores momentos da pandemia, tornando as operações de curto prazo com títulos brasileiros muito mais atrativas para o gringo - aliás, as taxas da renda fixa para a pessoa física no mercado local, como você talvez já tenha percebido, estão bastante gordas.
Apesar da nossa inflação ainda elevada, a Selic bem acima da inflação projetada levou o Brasil novamente a ter o maior juro real do planeta. Quer dizer, a campeã é a Rússia, que sofreu um baque tão grande no rublo com a guerra que precisou levar seus juros às alturas; mas o país agora é carta fora do baralho no mercado financeiro internacional.
Por fim, podemos ver na lanterna da lista que os títulos atrelados à inflação de mais longo prazo e principalmente os prefixados tiveram os piores desempenhos do último mês.
Temos aí também uma influência da guerra da Ucrânia, por incrível que pareça. Isso porque as perspectivas do mercado e do próprio Banco Central brasileiro em relação à trajetória da inflação e ao ciclo de alta dos juros mudou um pouco com o início do conflito.
Antes, esperava-se que o ciclo de aumento da Selic estivesse perto do fim; mas a pressão inflacionária extra trazida pela guerra (em um ambiente em que os preços já não estavam exatamente controlados) levou à expectativa de mais aumentos na Selic e de uma taxa de juros maior no fim do ciclo. A inflação neste ano também deve ficar acima do inicialmente esperado.
Assim, os juros futuros continuaram a subir no último mês, o que machucou os preços de mercado de títulos como o Tesouro Prefixado e o Tesouro IPCA+.
Os títulos prefixados são os mais prejudicados neste cenário, pois eles são mais interessantes quando o ciclo de alta já está perto do fim, com inflação controlada e perspectiva de uma virada dos juros futuros para queda.
Lembre-se, no entanto, de que essa alta de juros se reflete em taxas de remuneração maiores para esses títulos. Quem já tinha comprado esses papéis a taxas elevadas ainda irá receber a taxa acordada se ficar com o papel até o vencimento; e quem os adquirir agora, conseguirá contratar remunerações ainda mais altas.
O prejuízo com títulos públicos só é realizado se o investidor vender o papel antes do vencimento em um mau momento de mercado. Caso fique com ele até o fim do prazo, o investidor recebe exatamente a rentabilidade contratada na hora da compra.
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