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James Butterfill, chefe de research da CoinShares, ainda afirma que países instáveis veem um crescente uso de criptomoedas — entre eles, o Brasil

O conflito entre Rússia e Ucrânia abriu um corredor de oportunidade para as criptomoedas. Com as sanções internacionais, desde o desligamento do swift russo até o congelamento de contas no exterior, o bitcoin (BTC) se tornou uma alternativa de moeda para a população em geral.
Segundo dados da Kaiko, uma consolidadora de dados sobre criptomoedas, o volume negociado em moedas digitais na Ucrânia disparou 107%.
Em se tratando de volume, Rússia e Ucrânia combinados movimentam cerca de US$ 80 milhões por dia.
A maior parte dessa movimentação é feita em stablecoins lastreadas em dólar, como é o caso do USDT — a terceira maior criptomoeda do mundo — e BUSD, a stablecoin da Binance. Contudo, o uso de bitcoin e ethereum (ETH) também é significativo.
Houve uma queda do rublo russo frente ao dólar no último ano, mas, nas últimas semanas, a moeda russa perdeu ainda mais sua força.
Desde 24 de fevereiro, início da invasão russa, o rublo perdeu cerca de 23% do seu valor em dólar. Vale lembrar que a Rússia é uma das maiores economias do mundo e muito influente no leste europeu, o que ajudou a piorar a economia de outras regiões.
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Entre elas, a Ucrânia. O hryvnia, a moeda do país, caiu 5,8% comparado com o dólar no mesmo período.
Para James Butterfill, chefe de research da CoinShares, o momento é crucial para entendermos o verdadeiro uso das criptomoedas.
Em publicação na sua página do Medium, ele afirma que as criptomoedas estão sendo usadas como proteção contra a queda de moedas domésticas.
“Por sua portabilidade, particularmente importante para refugiados ucranianos, permitindo que eles cruzem fronteiras sem o risco de confisco ou roubo de seus ativos.”
Butterfill ainda diz que o uso de criptomoedas é especialmente relevante em países instáveis do ponto de vista político e econômico. Entre eles, o analista destaca Nigéria, Turquia, México e o próprio Brasil.
Não deixe de conferir o nosso último Papo Cripto em que Fabrício Tota, diretor do Mercado Bitcoin e da 2TM, fala sobre o uso de bitcoin em El Salvador.
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