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Apesar da pressão vinda do banco central norte-americano, que desestabilizou as bolsas lá fora, indicadores internos da blockchain apontam um otimismo cauteloso do mercado cripto
O bitcoin (BTC) e as demais criptomoedas, assim como acontece com as bolsas internacionais, sofrem com qualquer nova notícia que preocupa o investidor. E nesta terça-feira (05) não foi diferente.
Além das tensões entre Rússia e Ucrânia — que por si só influenciam para bem ou para o mal as negociações lá fora — hoje foi a vez do temor ligado à inflação a dar as caras nos mercados globais.
As bolsas norte-americanas levaram um tombo nesta quarta-feira, com o Nasdaq recuando mais de 2%, em meio aos renovados sinais de que o Federal Reserve (Fed) irá ser mais agressivo em sua política monetária.
Falando mais cedo, Lael Brainard, uma das diretores do Fed, disse que o banco central norte-americano está “preparado para tomar medidas mais fortes, se os indicadores e expectativas de inflação mostrarem que tal ação é justificada”.
Os comentários agressivos ocorrem um dia antes da divulgação da ata da reunião de março, quando o Fed elevou a taxa de juros em 0,25 ponto percentual (pp) pela primeira vez em três anos.
A expectativa é que o documento revele mais sobre o plano do banco central norte-americano de iniciar a redução do balanço — que, na prática, equivale a um aumento da taxa de juros.
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Com isso, o bitcoin (BTC) — que caiu na abertura de Wall Street, depois de passar brevemente por US$ 47.000 — continuou operando em baixa. Por volta de 20h20, o BTC recuava 1,79%, cotado a US$ 45.843,09.
Confira a performance de algumas das principais criptomoedas:
| Nome | Preço | 24h % | 7d % |
|---|---|---|---|
| Bitcoin (BTC) | US$ 45.843,09 | -1,79% | -3,16% |
| Ethereum (ETH) | US$ 3.442,98 | -2,38% | +1,73% |
| Tether (USDT) | US$ 1,00 | -0,01% | -0,04% |
| BNB (BNB) | US$ 449,02 | +0,21% | +3,71% |
| USD Coin (USDC) | US$ 0,9997 | -0,02% | -0,02% |
Segundo a Arcane Research, os dados internos da rede (blockchain) do bitcoin permanecem em terreno neutro, o que pode ser lido com otimismo pelo mercado.
A taxa de mineração (ou hashrate) permanece nos mesmos patamares desde a máxima de julho do ano passado, mas a dificuldade da rede e as taxas de transação (pagas aos mineradores) tiveram uma disparada nos últimos meses.
Você pode entender mais sobre mineração de criptomoedas aqui.
Esses três indicadores mostram que a atividade on-chain do bitcoin cresceu, o que implicou na recente disparada das cotações.
Somando isso à manutenção de preços acima do patamar de US$ 45 mil, é possível especular que um novo suporte de preços está se formando.
Por fim, o índice de medo e ganância (fear & greed index) permanece em terreno neutro, após atingir o pico de otimismo (greed) na última semana.
Além do texto de hoje, confira o nosso Papo Cripto com o advogado Rodrigo Caldas de Carvalho Borges, sócio no escritório Carvalho Borges Araujo. No episódio, ele comenta a evolução da regulação das criptomoedas e como isso afeta o investidor em todo mundo.
Confira:
A cada queda mais intensa do preço do Bitcoin (BTC), surgem novos “profetas” anunciando o fim da criptomoeda. Desta vez, foi Michael Burry quem falou em uma possível “espiral da morte”.
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