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Agência pondera que a "natureza duradoura" da pandemia de covid-19 cria uma incerteza "significativa" para o desempenho econômico e fiscal do Brasil no curto prazo

A S&P Global Ratings prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil se recupere para 4% neste ano. Para o período entre 2022 e 2024, a agência de classificação de risco estima uma média de avanço de 2,2% da atividade do País.
"Os preços internacionais das commodities se recuperaram com a maior demanda global, suportando uma melhora nos termos de troca do Brasil", diz a S&P em relatório.
O crescimento do PIB neste ano, na avaliação da agência, será impulsionado também pelos efeitos de base, devido à contração da atividade em 2020, e à posição externa favorável.
No entanto, a S&P pondera que a "natureza duradoura" da pandemia de covid-19 cria uma incerteza "significativa" para o desempenho econômico e fiscal do Brasil no curto prazo.
"O ritmo de recuperação da demanda doméstica dependerá em grande parte da capacidade das autoridades de distribuir efetivamente a vacina", afirma a agência.
Segundo a S&P, a aprovação de reformas microeconômicas no Brasil em vários setores, assim como as condições externas benignas e um "grande" programa de concessões, deve ser um "bom presságio" para o investimento. "Ainda assim, a aceleração da inflação e o ciclo de aperto monetário podem prejudicar a retomada da atividade econômica."
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Nesta quarta-feira, a S&P Global Ratings reafirmou o rating BB- do Brasil, com perspectiva estável.
A agência diz que a consolidação orçamentária do País no período 2021-2024 deve ser "lenta", conforme as pressões por aumento de gastos "seguem elevadas", enquanto a dívida geral do governo deve subir para cerca de 75% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024.
Para a S&P, exportações fortes, que beneficiam um perfil externo resistente do País, e um quadro de investimento privado mais dinâmico devem impulsionar a retomada econômica brasileira neste ano.
Segundo a agência, a perspectiva estável reflete a expectativa de uma recuperação em 2021, com "redução gradual" do déficit fiscal - o que poderia resultar em um ritmo mais lento de acumulação de dívida nos próximos dois anos -, bem como o "desempenho externo sólido" do Brasil.
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