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Ivan Ryngelblum
Ivan Ryngelblum
Jornalista formado pela PUC-SP, com pós-graduação em Economia Brasileira e Globalização pela Fipe. Trabalhou como repórter no Valor Econômico, IstoÉ Dinheiro e Agência CMA.
no geral, foi bom

MRV fecha 2020 com recorde de vendas, mas lucro cai 20,3%

Pandemia prejudica desempenho no primeiro semestre e empresa sente efeito do aumento dos custos com materiais nas margens

5 de março de 2021
11:42 - atualizado às 15:13
Modelo do empreendimento 'Vale das Estrelas', da MRV, em Contagem (MG)
Modelo do empreendimento 'Vale das Estrelas', da MRV, em Contagem (MG) - Imagem: MRV

A MRV (MRVE3) fechou o ano com um feito histórico. Ela encerrou 2020 com o maior volume de vendas que já registrou, atingindo 46 mil unidades em vendas líquidas no ano, que totalizam R$ 7,5 bilhões em valor geral de venda (VGV). Com isto, a receita cresceu 10%, para R$ 6,6 bilhões.

Ainda assim, a empresa fechou o ano com um lucro líquido de R$ 550 milhões, queda de 20,3% em relação a 2019. Os números abrangem não só a MRV, a maior construtora do país, como também as operações da AHS, nos Estados Unidos, a empresa de locação Luggo e a loteadora Urba, juntas formando a plataforma MRV &Co.

O desempenho no quarto trimestre foi fundamental para ajudar no consolidado do ano da MRV &Co. Ao reportar vendas líquidas de R$ 2 bilhões nos últimos três meses do ano passado, a empresa fechou o trimestre com uma receita operacional líquida de R$ 1,7 bilhão, crescimento de 20%, e um lucro líquido de R$ 196 milhões, alta de 30%.

O resultado do quarto trimestre foi obtido pelas operações brasileiras da MRV, que representam 98% da receita e se beneficiaram do ambiente de juros baixos, que incentivou as pessoas a buscarem imóveis.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) subiu 42%, para R$ 327 milhões. No ano, ficou praticamente estável, em R$ 1 bilhão.

Olho nas margens

Para os analistas do Credit Suisse, a MRV conseguiu fechar bem o ano, mas as margens da companhia estão sendo pressionadas pela inflação no preço dos materiais de construção, especialmente no segundo semestre.

O mesmo ponto foi ressaltado pela XP Investimentos. “Apesar da menor concessão de descontos, a margem bruta permaneceu estável em relação aos trimestres anteriores, dada a pressão da inflação de materiais no segundo semestre de 2020”, diz trecho do relatório assinado pelos analistas Renan Manda e Lucas Hoon.

Mesmo assim, eles consideram positivo que a MRV tenha reiterado o plano de crescimento de 80 mil unidades por ano até 2025 e sua diversificação para além dos programas de habitação federais para baixa renda.

“A companhia espera lançar 40 mil unidades sob o programa Casa Verde e Amarela e outras 40 mil unidades fora do programa habitacional através da Sensia, Luggo, Urba e AHS, diversificando as fontes de financiamento fora do FGTS”, diz trecho do relatório.

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