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Cidade maravilhosa de novo?

Com vacinação acelerada, economia da cidade do Rio pode voltar ao nível pré-pandemia em setembro

O ritmo atual da campanha de imunização deverá levar a uma alta real de 5% no PIB do município este ano

Vista do Rio de Janeiro
Vista do Rio de Janeiro - Imagem: marchello74/Shutterstock

Caso o município do Rio de Janeiro mantenha o ritmo de crescimento atual, a economia carioca deve voltar ao patamar pré-pandemia em setembro próximo.

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A previsão está no Boletim Econômico do Rio de Janeiro, divulgado hoje (19) pelo prefeito Eduardo Paes e pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Simplificação (SMDEIS), Chicão Bulhões. O diagnóstico da situação ajuda nas tomadas de decisões e na elaboração de políticas públicas, segundo a prefeitura do Rio de Janeiro.

O documento avalia que a aceleração da campanha de vacinação contra a covid-19 deverá levar a um aumento real do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no município) municipal deste ano da ordem de 5%, depois da queda estimada de 5,6% no ano passado.

Outro ponto positivo apontado pelo documento foi a expansão do mercado de trabalho nos últimos meses. De janeiro a maio deste ano, foram gerados 16 mil empregos novos, dos quais a metade no mês de maio.

A maior parte dos novos postos de trabalho ocorreu no setor de serviços, segmento da economia carioca que mais emprega pessoas, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

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“Temos uma secretaria que busca atrair investimentos, para trazer para um balcão único todos os processos de licenciamento e facilitar a vida daqueles que desejam empreender na cidade do Rio. Como consequência, esperamos mais riqueza, investimentos e empregos sendo gerados”, disse o prefeito.

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Indicador

O Indicador de Atividade Econômica (IAE-Rio), criado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, para acompanhar o comportamento da economia no município, mostrou tendência de melhora nos últimos meses, com crescimento de 5,2% em abril, em relação ao mesmo mês do ano passado. Nos quatro primeiros meses do ano, o IAE-Rio evoluiu 0,8%, em comparação a igual período de 2020.

O secretário Chicão Bulhões disse que a ideia é tornar o Rio de Janeiro a melhor cidade da América Latina para abertura de empresas e licenciamento de obras, em especial para negócios de baixo impacto, que representam mais de 80% da economia carioca.

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“A gente quer que você abra a sua empresa super-rápido e seja fácil de formalizar, porque isso permite acesso a crédito, recolher os impostos e fazer contratações de maneira correta. Isso traz cidadania, dignidade e diminui a desigualdade”, disse.

O boletim mostra que a taxa de inflação no município ficou abaixo da média nacional. Nos 12 meses encerrados em abril, o índice ficou em 6,6%, contra 8,1% do Índice Brasil.

A alimentação no domicílio, explicada pelas compras de produtos pelas famílias nos mercados, e os preços administrados pelo governo (como combustível, gás de cozinha, energia elétrica) puxaram a elevação dos preços na cidade, com altas de 13,2% e 9,6%, respectivamente.

O documento mostra, também, a aceleração de três pontos percentuais na taxa de desemprego, que vinha em tendência de alta desde 2017. No primeiro trimestre deste ano, como resultado dos efeitos da crise econômica gerada pela pandemia da covid-19, a inflação chegou a 16%, contra 13% no início do ano passado.

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