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Thiago Veras
Trilhas de Carreira
Thiago Veras
Sócio-diretor de recursos humanos na Empiricus
Dados da Bolsa por TradingView
2021-10-04T16:37:30-03:00
Trilhas de carreira

Além da tecnologia: as oportunidades de carreira com a transformação digital em curso nas empresas

Já não é novidade que a área de tecnologia concentra inúmeras possibilidades. Tentando ampliar um pouco mais essa visão, desafiei-me a pensar em carreiras que endereçam sintomas e efeitos da aceleração da tecnologia no trabalho

5 de outubro de 2021
7:10 - atualizado às 16:37
Homem segurando um celular rodeado de ícones de e-mail, download, computador, pesquisa na internet, bate-papo, localização e mais
Imagem: Shutterstock

O Seu Dinheiro está completando três anos de vida e isso me remeteu ao processo habitual de reflexão que costuma acontecer na data de aniversário sobre as expectativas do ciclo vindouro. E, como o foco desta coluna é carreira, pensei em trazer meus palpites sobre áreas e profissões que podem ser promissoras no futuro.

Já não é novidade para ninguém que a área de tecnologia concentra inúmeras possibilidades profissionais na atualidade e no futuro. Parece inclusive ser um caminho sem volta, com demandas do mercado cada vez maiores por especialistas na área.

Com a rápida evolução da tecnologia na última década, catalisada pela pandemia que estamos vivendo, em que o mercado se viu obrigado a acelerar processos de transformação digital, fica ainda mais latente a necessidade de mão de obra qualificada na área.

Mas, até aqui, não fugimos de uma constatação trivial. E, tentando ampliar um pouco mais essa visão, desafiei-me a pensar em áreas e carreiras de intersecção ou que endereçam sintomas e efeitos dessa aceleração tecnológica no contexto do trabalho.

1 - Tech + Comunicação

Embora seja uma área que tenha crescido muito nos últimos cinco anos, a comunicação no âmbito digital tem se aperfeiçoado muito e demanda habilidades específicas dos profissionais que decidem se aventurar nesse universo.

Talvez a área que melhor reflete essa combinação de competências de tecnologia e comunicação seja o marketing digital. É um segmento que demanda o entendimento dos fluxos de informação digitais, o funcionamento e arquitetura dos sites de busca e redes sociais, o processo de aquisição de clientes, a produção de textos para a internet, design, entre outros.

Para aqueles que gostam da área de comunicação ou vice-versa, minha dica é focar em uma trilha de desenvolvimento que abarque um pouco dos dois mundos, construindo um perfil com habilidades na carreira de comunicação, sem perder o foco para a lógica do ecossistema virtual e das redes. 

Há inúmeras escolas e instituições que oferecem cursos e especializações na área de comunicação digital. Uma plataforma que gosto muito e oferece formações gratuitas nessa área, credenciada pelas melhores universidades do mundo, é a Coursera

Um outro caminho possível, caso você já esteja trabalhando em alguma organização e se interessa pela área, é investir em algumas ações de desenvolvimento, como eleger um mentor da área, que poderia compartilhar um pouco mais sobre a própria experiência e mostrar um pouco do caminho a ser trilhado para uma eventual transição de carreira.

Uma outra via é propor um projeto ou job em que você possa exercitar as competências dessa área. Atualmente, nesse processo intenso de transformação digital, há inúmeros espaços com oportunidades para experimentar.

2 - Tech + Dados

Para os apaixonados por lógica, matemática, estatística, análise, entre várias outras áreas da ciência e tecnologia, há um mundo de possibilidades na ciência de dados. Na minha opinião, esta é uma área em que somente a ponta do iceberg está aparente no mercado.

Como o processo de transformação digital nas empresas é relativamente recente, todo o fluxo de dados será como um diamante bruto a ser explorado por profissionais com habilidades em tratar, estruturar e analisar os dados.

Já é muito comum inclusive a migração de profissionais de tecnologia para carreiras nas áreas de business intelligence (B.I.), responsáveis pela geração de dados, indicadores e insights para a empresa.

E os segmentos são os mais variados possíveis — da análise de dados de uma empresa de conteúdo, como é o caso aqui da Empiricus onde trabalho, a variados segmentos da indústria, que toma decisões de negócio baseadas justamente nos dados gerados pelos times de B.I.

Um bom caminho para começar o desenvolvimento de carreira nessa área é na estruturação de indicadores básicos sobre o seu negócio ou área de atuação.

Embora possa soar trivial para pessoas que já atuam em grandes corporações, para quem esteja pensando em uma possível transição de carreira para a área, porque está fora dela ou em contextos organizacionais menores, este primeiro passo — de entendimento da própria área e a tradução em indicadores que suportem o negócio — pode ser um belo início para o desenvolvimento das competências necessárias para a atuação na área.

Um segundo ou passo complementar é iniciando a vida no mundo da programação. A soma das competências de análise e programação resulta em um perfil profissional muito desejado pelas áreas de BI e, consequentemente, pelas empresas.

Leia também:

3 - Tech + Pessoas

E, por fim, uma das intersecções ainda pouquíssimo explorada é a reunião de informações sobre pessoas, comportamento e tecnologia. 

Por exemplo, falando da minha própria área de atuação, há um amplo leque de oportunidades de desenvolvimento de carreira, visto que a área de recursos humanos está sendo cada vez mais desafiada a tomar decisões preventivas e preditivas sobre o capital humano.

Perguntas como: há correlação entre os profissionais que mais crescem na carreira com o investimento em educação? Quem estaria mais propenso a sair da empresa no curto e médio prazo, considerando turnover e entrevista de desligamento, por exemplo, além de outros indicadores que poderiam enriquecer a análise?

Este mesmo exemplo poderia ser facilmente transposto para uma organização ou empresa com capital intelectual como principal asset.

Muitas vezes, as áreas responsáveis pela análise de dados sobre pessoas carecem de profissionais com conhecimento de análise e programação, deixando na mesa um valioso repertório de dados, que podem revelar importantes insights para o futuro da organização.

Um primeiro passo pode ser como o já descrito aqui interiormente que é a estruturação de indicadores com aquilo que você já tem em mãos sobre a sua base de dados. Menos é mais, esse é o mantra sempre. Quando já estiver experimentado as primeiras estruturações de dados, dê um próximo passo e entenda as melhores formas de automatização disso.

Outro passo para desenvolvimento é aprender algo muito básico, porém muitas vezes negligenciado ou ponto de cegueira, que é a arte de fazer perguntas. Existem inúmeras bibliografias e conteúdos gratuitos na internet, que abordam esse processo.

Por mais simples que pareça, saber fazer a pergunta é mais importante do que investir tempo na geração de informações e dados, que muitas vezes não servirão para absolutamente nada.

Por fim, embora tenha tentado fazer aqui uma divisão por meio das intersecções entre áreas, vale lembrar que é um esforço didático para mostrar possíveis caminhos. Afinal, sabemos que a realidade dos negócios hoje se mostra muito mais complexa e com fronteiras mais diluídas e interseccionadas.

O mais importante é entender que independentemente da escolha, aprofundar-se — em alguma medida — no mundo da tecnologia parece ser um caminho bem favorável para o crescimento profissional.

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