Só a educação salva: oportunidade para quem quer ser um bom investidor
“O fenômeno do financial deepening no Brasil, junto a essa efervescência de fintechs e outras startups de tecnologia, talvez seja uma das maiores, senão a maior, transformação que o mundo está vivendo hoje.” Ouvi essa frase de um dos principais gestores de ações do país, em almoço na última quinta-feira, no balcão do Huto. Podemos […]

“O fenômeno do financial deepening no Brasil, junto a essa efervescência de fintechs e outras startups de tecnologia, talvez seja uma das maiores, senão a maior, transformação que o mundo está vivendo hoje.”
Ouvi essa frase de um dos principais gestores de ações do país, em almoço na última quinta-feira, no balcão do Huto.
Podemos participar disso. Ou podemos ignorar o processo. A escolha é de cada um de nós. Homens e mulheres livres, em um país, ao menos por enquanto, livre também.
Hoje é um dia muito importante para mim. Para o Rodolfo também. Arrisco dizer para toda a Empiricus.
Explico.
Sempre tivemos preocupações acadêmicas sérias. É até uma questão etimológica. Há empresas XPTO; e há empresas interessadas em questões epistemológicas. Como já foi dito aqui várias vezes, Sextus Empiricus representa um dos grandes expoentes do ceticismo pirrônico. A uma tese (ou a um argumento) opõe-se sempre uma antítese (ou contra-argumento) de igual validade. Só vejo gente cheia de certezas e respostas, só príncipes na vida — nós estamos ainda atrás das perguntas certas.
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Lançamos hoje nosso MBA de Análise de Ações. Ele é motivo de grande orgulho para nós. Suspeito que, da maneira com que foi estruturado, só a Empiricus poderia oferecer algo assim. Não por algum tipo de habilidade especial. Sem nenhuma arrogância aqui. Apenas por conta da nossa natureza.
Sejamos sinceros — e eu sugiro fortemente que você mesmo faça o exercício de conferir. Há dois tipos de pós-graduação de finanças por aí:
- i) aquele em que os professores falam de ações sem nunca ter investido de verdade em ações e ganhado muito dinheiro com isso;
- e ii) MBA dado por quem nunca fez MBA (ou algum outro curso stricto sensu, como mestrado ou doutorado).
Todos sabemos — ou ao menos desconfiamos — que o sucesso numa determinada atividade deveria conciliar teoria e prática. A primeira porque treina a capacidade de abstração, permite olhar com afastamento e espírito científico (analítico), capaz de nos oferecer conclusões lógico-dedutivas e nos apoiar em evidências empíricas. A segunda fornece a habilidade de reconhecer padrões e aguçar a intuição. Essas coisas se complementam e se retroalimentam — ou deveriam pelo menos.
Então, não há como aprender com aqueles que desconhecem a teoria. Tampouco podemos nos fiar em quem não tem a prática. Precisamos unir os dois mundos. E é isso que vamos fazer aqui. Por isso, este MBA é tão especial e pode mudar, de verdade, carreiras, perspectivas, horizontes e patrimônios.
Gostaria de convidá-lo a fazer parte disso.
Há algo pessoal aqui. Já fiz a confissão, mas a retomo, sob o risco da repetição. Fui cursar Economia na USP sendo sempre uma das maiores notas da sala por uma questão totalmente freudiana. Na verdade, eram duas questões. Eu achava que poderia, finalmente, receber a aprovação do meu pai dessa forma. E também acreditava que ele, muito intuitivo e sagaz, só havia quebrado operando ações porque não havia percorrido uma trajetória acadêmica sólida. Os livros me dariam aquilo que lhe teria faltado.
Meu sonho de seguir carreira acadêmica não se realizou. Até dei aulas de um monte de coisa. Microeconomia, Macroeconomia, Teoria das Decisões Financeiras, Opções Reais, Valuation, Finanças Internacionais. Passei por tudo, mas foi uma trajetória breve e muito aquém do que eu gostaria — uma bela frustração, essa é a verdade. Se sua família quebra e você é o responsável por colocar dinheiro em casa, abandonar a trajetória acadêmica é uma imposição inquestionável. Fui empreender e deu no que deu.
De algum modo, porém, este MBA é a materialização do sonho antigo, num tamanho e numa proporção que eu sequer poderia imaginar àquela altura. Para ser justo e transparente, é muito mais mérito do Rodolfo, que capitaneia esse projeto, do que meu. Mas também estou lá dando uma pequena contribuição, ministrando aulas e convidando amigos para ajudar.
Esse, aliás, é um ponto marcante. Sempre fui muito grato aos professores ao longo da minha vida. Devo muito a eles. Tirando minha mãe, que sem dúvida foi minha maior e melhor professora, aprendi demais com aquelas pessoas que preenchiam a lousa com as marcas de giz — sim, eu sou dessa época; e eu a valorizo muito. Acredito que a figura do professor pode ser transformacional na vida de uma pessoa — se não fosse o Carlos Rogério Duarte Barreiros, eu seria incapaz de escrever qualquer coisa; sem o Fabio Kanczuk, não teria aprendido Microeconomia (embora formalmente a disciplina fosse Economia Matemática).
Tenho muito orgulho do quadro docente desse MBA. Para citar só algumas pessoas aqui, preservando outros que pediram certa discrição no anúncio, teremos aulas com André Esteves (BTG Pactual), André Ribeiro (Brasil Capital), João Braga (Encore), Luis Felipe Amaral (Equitas), Christian Keleti (AlphaKey), Rafael Medeiro (Oikos Wealth Management), José Teixeira (Pátria), Thomas Ruszkay (Lazard) e tantos outros. Toda a equipe da Empiricus também vai estar lá.
Sim, é um timaço — está faltando só o Renato Augusto aí, mas esse já foi contratado por outra seleção. Sinceramente, não consigo ver algo sequer parecido com isso, em qualquer outra pós-graduação do Brasil. Vamos aprender com os melhores, com quem é relevante e ganha dinheiro de verdade com isso.
Há uma outra questão pessoal importante. Tenho uma crença particular muito enraizada, de que só a educação pode mudar um país. Educação como um todo, mas também e especificamente sobre economia e finanças.
Duas coisas são importantes demais para serem ignoradas: sua saúde e seu dinheiro. Você pode simplesmente dizer que não vai ligar para uma delas, mas é só um autoengano, porque esses dois elementos afetam qualquer outra coisa da sua vida. Sem dinheiro e/ou sem saúde, você não consegue fazer nada. Ignorar um problema porque você não gosta dele não vai tirá-lo da sua frente.
As implicações do conhecimento em economia e finanças repercutem sobre o escopo pessoal e familiar, mas também de maneira sistêmica. O cidadão não gosta de inflação. E ele também quer mais gasto público, uma bolsa aqui, um subsídio ali, uma pensãozinha porque ninguém é de ferro. Então, ele elege o político populista, que prometeu elevar sua aposentadoria — o resultado é devidamente conhecido: dólar mais alto, mais inflação, dúvidas sobre nossa moeda e nossa solvência. Em alguma medida, o populismo sobrevive por conta da ignorância. A educação é transformacional.
Esse MBA tem dois objetivos mais concretos.
Se você tem alguma pretensão de trabalhar no mercado financeiro, ele pode alçá-lo a uma nova posição, abrindo novas possibilidades de carreira. Não estamos falando só de mais conhecimento. Estamos falando de uma nova profissão, em outro nível de remuneração e relevância.
E mesmo que você não queira necessariamente trabalhar com isso, é uma forma de se formar como um investidor de muito mais conhecimento teórico e prático, com novas habilidades para a gestão de seu patrimônio pessoal e familiar. Passar a jogar a liga dos profissionais.
Hoje é um daqueles dias em que me encontro comigo mesmo. Essa é talvez a minha definição de sucesso: a capacidade de satisfazer a própria alma.
Se sua alma tem sede de conhecimento e sua carreira pede um novo salto, temos também um encontro entre nós dois. Venha fazer parte do nosso MBA.
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