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Ivan Ryngelblum
Ivan Ryngelblum
Jornalista formado pela PUC-SP, com pós-graduação em Economia Brasileira e Globalização pela Fipe. Trabalhou como repórter no Valor Econômico, IstoÉ Dinheiro e Agência CMA.
CONSOLIDAÇÃO DE MERCADO

Laureate reitera escolha pela oferta da Ânima por seus ativos no Brasil

Oferta da Ânima avalia portfólios da Laureate no País em R$ 4,4 bilhões, mas Ser Educacional já informou que vai à Justiça

27 de outubro de 2020
13:16
Anhembi Morumbi
Imagem: Laureate.net

A americana Laureate não se assustou com as ameaças de ser processada pela Ser Educacional (SEER3) e manteve a sua decisão de escolher a oferta da Ânima Educação (ANIM3) por seus ativos no Brasil, que incluem as faculdades Anhembi Morumbi e FMU.

Segundo o comunicado divulgado pela Ânima nesta terça-feira (27), a decisão foi tomada após o período em que a Ser poderia melhorar a sua proposta.

A oferta vencedora avalia os ativos brasileiros da Laureate em R$ 4,4 bilhões, montante composto por um valor de mercado de R$ 3,8 bilhões e pela assunção de R$ 623 milhões em dívida líquida. Está previsto ainda o pagamento de um valor adicional de R$ 203 milhões por vagas de medicina que ainda precisam ser aprovadas.   

A proposta prevê ainda que a Ânima assumirá a multa de R$ 180 milhões acertada originalmente entre a Laureate e a Ser Educacional.

Uma novidade é que a Ânima vai vender a FMU para a gestora americana Farallon, logo em seguida à assinatura do acordo com a Laureate.

Para concretizar a aquisição, a empresa destacou que possui uma posição de caixa disponível de R$ 793 milhões, linhas de financiamento com bancos de R$ 3,3 bilhões, além de contar com os recursos da transação firmada com a Farallon.

Calma, calma

A Laureate pode até ter escolhido a oferta da Ânima, mas isso não quer dizer que a Ser Educacional desistirá tão fácil assim.

Ela mesmo informou que pretende lutar para que a oferta que negociou inicialmente com o grupo americano seja a vencedora. Quando a Laureate anunciou, em 21 de outubro, que ia ficar com a Ânima, a Ser Educacional anunciou que ia discutir judicialmente o exercício do direito de go-shop, que permitia ao grupo americano procurar uma oferta mais vantajosa, afirmando que houve uma divergência de interpretação.

A Ser foi a primeira a fechar um acordo com a Laureate, lá em setembro. Na ocasião, ela informou que iria pagar R$ 1,7 bilhão em dinheiro e 44% em ações ordinárias, a serem emitidas.

Mas a americana recebeu uma oferta maior, no começo de outubro, da Ânima, o que acabou com os planos da Ser Educacional de dobrar seu número de alunos e a aproximar de grandes nomes do setor de educação, como Yduqs (YDUQ3) e Cogna (COGN3).

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