Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2020-03-09T17:15:40-03:00
Felipe Saturnino
Felipe Saturnino
Graduado em Jornalismo pela USP, passou pelas redações de Bloomberg e Estadão.
Corte à vista?

Tombo do petróleo ‘certamente ajuda’ corte da Selic no próximo Copom, diz Goldman Sachs

Antes de queda dos juros, BC teria de ancorar a taxa de câmbio com ‘programa robusto’ e credível de intervenção, diz economista Alberto Ramos

9 de março de 2020
13:19 - atualizado às 17:15
Plataforma de petróleo
Plataforma de petróleo - Imagem: Shutterstock

A cotação do petróleo despencou — e pode levar a Selic junto. Ao menos é o que diz Alberto Ramos, economista-chefe do Goldman Sachs para América Latina.

O tombo da commodity, somado ao temor espalhado pelo coronavírus, reforçou a tensão nas bolsas ao redor do mundo, que hoje operam em fortes quedas. Acompanhe nossa cobertura completa de mercados.

Em face da epidemia do vírus, os economistas já haviam reduzido projeções para o crescimento global, com a expectativa de que os bancos centrais também possam diminuir as taxas de juros para estimular suas economias.

Segundo Ramos, a queda nos preços da matéria-prima, com efeito desinflacionário, também sustenta a hipótese de corte do juro básico no Brasil, inclusive elevando a probabilidade de uma redução já na próxima reunião do Copom, nos dias 17 e 18 de março. A autoridade monetária, no entanto, teria de acalmar os ânimos no mercado de câmbio antes do movimento.

"Certamente ajuda, mas precisa ancorar o câmbio", diz Ramos. Segundo o economista do Goldman Sachs, o BC hoje possui dois objetivos: a ancoragem da taxa de câmbio e o acompanhamento do movimento global de acomodação monetária, a fim de reduzir o choque negativo advindo do surto do novo coronavírus para a atividade econômica.

"O primeiro instrumento seria um programa robusto e credível de intervenção para ancorar o câmbio", diz Ramos. "Isso abriria espaço de manobra para então usar o segundo instrumento: cortar a Selic para dar uma ajuda à tão combalida economia."

No dia 3 de março, em meio ao temor dos impactos do coronavírus na economia, o Goldman Sachs revisou a projeção para a taxa Selic de 4,25% para 3,75% ao fim de 2020. O banco também mencionou chance de 40% de corte de 0,25 ponto no Copom deste mês.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Que pi… é essa?

Eu decidi sair do banco, mas não queria entrar em uma enrascada. Bem, acredito que eu tenha encontrado um portal para fugir dessa Caverna do Dragão das finanças. E cá estou para explicar essa descoberta.

de olho na inovação

Amazon sinaliza interesse por criptomoedas em anúncio de emprego

Empresa procura “um líder de produto experiente para desenvolver a estratégia e o roadmap de produtos e moedas digitais

balanço em foco

Lucro da Hypera Pharma aumenta 18% no segundo trimestre

Cifra chegou a R$ 470,6 milhões no período; companhia obteve alta de 43,5% na receita líquida, a R$ 1,5 bilhão

seu dinheiro na sua noite

Quebrando recordes na corrida dos ETFs

A pira foi acesa em Tóquio: os Jogos Olímpicos estão oficialmente abertos — e eu estou empolgadíssimo. Não sei vocês, mas eu adoro as Olimpíadas, principalmente os esportes não muito convencionais. Claro, é legal assistir futebol, vôlei e basquete, mas eu gosto mesmo é de ver as modalidades que nunca passam na TV. Duelo de […]

FECHAMENTO DA SEMANA

Inflação salgada pressiona juros, mas dados americanos amenizam alta do dólar — já a bolsa não escapou da queda

Em semana recheada de ruídos políticos e incertezas, o Ibovespa acumulou uma queda de 0,72%. Já o dólar à vista subiu 1,86%, a R$ 5,2105

de olho no ir

Alta da arrecadação não dá ‘total liberdade’ para reduzir impostos, diz secretário do Tesouro

Jeferson Bittencourt considerou também que a reforma do IR ainda está em aberto, com muito para se discutir

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies