Menu
2020-11-12T17:26:26-03:00
Estadão Conteúdo
Crise mundial

Moody’s prevê queda de 3,8% para o PIB do conjunto de economias do G-20

A agência espera queda de 5,10% do PIB das economias avançadas desse conjunto e recuo menos intenso, de 1,60%, das economias emergentes.

12 de novembro de 2020
17:26
Agências de classificação de ratings Moody's, Standard&Poor's e Fitch
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O Produto Interno Bruto (PIB) do G-20, o grupo dos 19 países mais ricos do mundo e a União Europeia, deve ter contração de 3,80% em 2020, segundo as projeções da Moody's. A agência espera queda de 5,10% do PIB das economias avançadas desse conjunto e recuo menos intenso, de 1,60%, das economias emergentes.

Leia também:

A Moodys espera recuperação da economia em 2021, com crescimento de 4,90% do PIB do G20, seguida por expansão de 3,80% da atividade em 2022. Em relatório, a agência afirma que incluiu no seu cenário-base a perspectiva de que a dificuldade de controlar o coronavírus vai prejudicar o processo de recuperação gradual no curto prazo.

De acordo com a agência, a importância da pandemia de coronavírus como um assunto macroeconômico vai ser reduzida ao longo de 2021 e 2022, mas a perspectiva é de que a covid-19 continue exercendo efeito na atividade.

"Esperamos que bancos centrais de economias avançadas ativamente segurem os rendimentos baixos em todos os vencimentos e expandem as compras de ativos para incluir uma gama mais amplas de ativos se o cenário econômico continuar difícil", afirma, em nota, o vice-presidente sênior de crédito da Moodys, Madhavi Bokil.

A agência espera contração de 3,60% do PIB dos Estados Unidos em 2020, seguida por crescimento de 4,20% em 2021 e de 3,90% em 2022.

A zona do euro deve ter queda de 7,70% do PIB em 2020, seguida por alta de 4,70% em 2021 e de 3,0% em 2022.

A China, no grupo das economias emergentes, deve avançar 2,20% em 2020, 7,0% em 2021 e 5,50% em 2022.

Mudanças

A Moody's alerta que o choque causado pela pandemia do coronavírus deve causar "novas mudanças seculares" que vão remodelar a economia e a política.

De acordo com a agência, essas alterações serão visíveis em quatro formas: um aumento do populismo e das políticas voltadas para dentro, no caso de uma recuperação sem criação de empregos ou de uma retomada que aumente a desigualdade; realinhamentos geopolíticos; impulso em direção a uma economia verde; e transformação tecnológica que pode tornar obsoletos vários empregos.

"Os riscos geopolíticos e comerciais vão continuar como um foco no próximo ano, já que a relação entre as duas maiores economias do mundo, os EUA e a China, se deteriorou", diz a agência, em nota.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

App da Pi

Aplique de forma simples, transparente e segura

gestão segue independente

Holding do BTG Pactual compra consultoria de energia PSR

Um dos principais objetivos da parceria é propiciar a expansão da companhia no mercado global de energia

recursos contra a doença

Câmara aprova liberação de R$ 1,9 bilhão para compra de vacinas contra Covid-19

Dinheiro vai custear contrato entre a Fiocruz, vinculada ao Ministério da Saúde, e o laboratório AstraZeneca; recursos virão da emissão de títulos públicos

permissão especial

Anvisa divulga regras para autorização emergencial de vacina contra covid-19

Modo simplificado terá menos exigências do que os registros de outros medicamentos e tratamentos, mas a agência declarou que serão garantidos requisitos de segurança

seu dinheiro na sua noite

Uma previsão (conservadora) para a bolsa em 2021

Depois de tudo que passamos em 2020 (e o ano ainda não acabou), eu admiro a coragem de quem se arrisca a fazer previsões para o desempenho dos investimentos. As estimativas podem parecer mero chute — e às vezes são mesmo — mas no geral têm fundamento. Com algum trabalho, é possível calcular o fluxo […]

emissão de dívida em dólar

Tesouro capta US$ 2,5 bilhões no exterior com títulos de 5, 10 e 30 anos

Houve forte demanda pelos títulos de dívida externa, que superou a oferta em mais de 3 vezes, diz instituição; volume emitido com bônus de 10 anos foi o maior, de US$ 1,25 bi

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies