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NOVAMENTE PELOS ALIMENTOS

IPCA-15 registra maior leitura para novembro desde 2015

Resultado representa uma desaceleração ante outubro, mas vem acima da mediana das expectativas dos analistas de mercado

24 de novembro de 2020
9:42 - atualizado às 18:05
inflação IPCA
Imagem: Shutterstock

A inflação deu sinais de desaceleração entre outubro e novembro, mas permanece em patamares historicamente elevados. A prévia do índice oficial de preços do País, o IPCA-15, ficou em 0,81% em novembro, maior leitura para o mês desde 2015 (0,85%). Os dados foram divulgados nesta terça-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado ficou dentro do intervalo de estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, que esperavam que a alta do IPCA-15 ficasse entre 0,63% e 0,86%. Mas o resultado superou a mediana, de 0,72%.

A taxa de novembro é 0,13 ponto percentual (p.p.) menor que a registrada em outubro (0,94%). No ano, o índice acumula alta de 3,13%, longe do centro da meta de inflação, de 4%.

Já o acumulado dos últimos 12 meses é de 4,22% contra 3,52% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. As projeções do mercado iam de avanço de 4,03% a 4,27%, com mediana de 4,12%.

Para o cálculo do IPCA-15, o IBGE coletou os preços apurados no período de 14 de outubro a 12 de novembro, que foram comparados com aqueles vigentes de 12 de setembro a 13 de outubro. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.

Alimentos, novamente

Os alimentos foram novamente os responsáveis pela maior parte da inflação do começo de novembro, segundo o IBGE. Com alta de 2,16%, o grupo teve uma influência positiva de 0,44 p.p. no IPCA-15 do período. No ano, o grupo acumula alta de 12,12%.

Um dos destaques do período analisado foram os preços dos alimentos para consumo no domicílio, que subiram 2,69%. Eles foram influenciados pela alta de itens importantes no consumo das famílias, como as carnes (4,89%), o arroz (8,29%) e a batata-inglesa, que passou de uma queda de 4,39% em outubro para alta de 33,37% em novembro.

Também tiveram valorização o tomate (19,89%) e o óleo de soja (14,85%). Entre as quedas, a principal foi a do leite longa vida (-3,81%).

O IBGE informou ainda que a alimentação fora do domicílio também contribuiu para a alta do IPCA-15 de novembro, acelerando de 0,54% em outubro para 0,87% em novembro, principalmente em função da alta do item lanche (1,92%). Já refeição variou (0,49%), menos que a alta de outubro (0,93%).

Outros segmentos e regiões

Apesar de ter registrado a maior alta no começo deste mês, o grupo de alimentos e bebidas não foi o único responsável pela aceleração do IPCA-15.

De acordo com o IBGE, todos os demais grupos apuraram inflação. Os outros destaques foram transportes (1%), artigos de residência (1,40%), habitação (0,34%) e vestuário (0,96%).

E todas as regiões do País apresentaram alta na prévia do índice. O menor resultado verificado na Região Metropolitana de Recife (0,31%), especialmente por conta da queda nos preços da gasolina (-1,37%); e o maior no município de Goiânia (1,26%), onde a alta de 3,25% na gasolina foi a principal responsável.

* Com informações da Estadão Conteúdo.

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