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2020-06-14T12:44:52-03:00
Estadão Conteúdo
Setor elétrico

Em dez anos, mercado livre de energia deve responder por mais da metade do consumo, diz presidente da Eletrobras

Segundo Wilson Ferreira Jr., mercado livre de energia deve concentrar todo o consumo industrial e comercial de grande porte, e possivelmente também o residencial de maior consumo

14 de junho de 2020
12:44
Wilson Ferreira Júnior, presidente da Eletrobras
Wilson Ferreira Junior, presidente da Eletrobras. - Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em dez anos, o mercado livre de energia deve responder por mais da metade do consumo brasileiro, concentrando todo o consumo industrial e comercial de grande porte, e possivelmente também o segmento residencial de maior consumo.

A avaliação é do presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior. "Acredito muito nesse mercado, acho que é a saída, tal qual em outros países do mundo, e faz parte do projeto de modernização do setor", disse o executivo, citando projeto de lei do Senado, durante live promovida na tarde desta sexta-feira passada pela Genial Investimentos.

Ele destacou, em particular, o movimento de segmentação que vem sendo observado pelos agentes de comercialização e customização dos contratos e serviços no mercado livre, para melhor atendimento do consumidor. E citou, em particular, o crescente interesse por energia certificada, proveniente de fonte renováveis.

"E teremos vantagem nisso, nós Eletrobras e o Brasil, mas nós mais que o Brasil", disse, referindo-se ao fato de que a matriz elétrica da estatal possui 96% de fontes renováveis, enquanto no Brasil esse índice é de cerca de 80%.

Ferreira Jr. também citou que após um período de preços mais baixos, afetados pela redução da atividade econômica provocada pela pandemia, já se observa um início de recuperação, refletindo o otimismo dos mercados com a retomada econômica.

O presidente da Eletrobras minimizou os problemas enfrentados por alguns agentes do mercado livre no início das medidas de distanciamento social, quando consumidores livres foram à Justiça em busca de liminares que permitissem flexibilização dos contratos. "Tem muito pouca tentativa de mudança de contrato", disse.

Segundo ele, a Eletrobras registrou apenas pedidos de renegociação para o pagamentos das faturas, por causa de problemas de caixa enfrentados por seus clientes.

"Este é um mercado rigoroso, onde as relações bilaterais são muito importantes, e isso explica em grande medida o porquê da não enganação", disse Ferreira Jr., em uma referência a uma possível tentativa de consumidores de buscar uma redução de contratos para se aproveitarem do momento de baixa dos preços no mercado spot.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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