Menu
2020-06-26T11:20:24-03:00
EM MEIO À PANDEMIA

Concessões no crédito livre caem 3,6% em maio ante abril, afirma BC

Os números são influenciados pelos efeitos da pandemia, que colocou em isolamento social boa parte da população e reduziu a atividade das empresas.

26 de junho de 2020
11:20
Banco Central Copom Selic
Fachada da sede do Banco Central (BC) em São Paulo - Imagem: Shutterstock

Mesmo com empresas e famílias ainda em busca de recursos para fechar as contas na esteira da pandemia do novo coronavírus, as concessões dos bancos no crédito livre voltaram a cair em maio, com retração de 3,6% ante abril, para R$ 255,8 bilhões, informou nesta sexta-feira o Banco Central (BC) em sua Nota de Crédito. Em abril, a queda já havia sido de 28,3%. Nos 12 meses até maio, porém, ainda há uma alta acumulada de 12,3%.

Estes dados, apresentados agora pelo BC, não levam em conta ajustes sazonais. Os números são influenciados pelos efeitos da pandemia, que colocou em isolamento social boa parte da população e reduziu a atividade das empresas. Em meio à carência de recursos, famílias e empresas aumentaram a demanda algumas linhas de crédito nos bancos.

No entanto, há reclamações, em especial entre empresas, de dificuldades de acesso a crédito neste momento de crise. O BC não divulga dados sobre o quanto a procura por crédito aumentou - mas apenas o quanto foi concedido. Nesta semana, a autoridade monetária lançou um novo pacote de medidas para tentar garantir que o crédito chegue na ponta para famílias e pequenas e médias empresas.

Em maio, no crédito para pessoas físicas, as concessões subiram 3,3%, para R$ 125,7 bilhões. Em 12 meses até abril, há alta de 8,2%.

Já no caso de pessoas jurídicas, as concessões recuaram 9,4% em maio ante abril, para R$ 130,1 bilhões. Em 12 meses até abril, o avanço é de 16,7%.

Inadimplência

Mesmo com famílias e empresas em dificuldades para fechar as contas, a taxa de inadimplência nas operações de crédito livre com os bancos ficou estável em 4,0% na passagem de abril para maio, informou o Banco Central. Em maio de 2019, a taxa estava em 3,9%.

Para as pessoas físicas, a taxa de inadimplência continuou em 5,5% no período. No caso das empresas, a taxa se manteve em 2,4%.

A inadimplência do crédito direcionado (recursos da poupança e do BNDES) passou de 2,3% para 2,1% na passagem de abril para maio.

Já o dado que considera o crédito livre mais o direcionado mostra que a taxa de inadimplência foi de 3,3% para 3,2%.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Quem é a Pi

Uma plataforma de investimentos feita para ajudar a atingir seus objetivos por meio de uma experiência #simples, #segura, #acessível e #transparente.

Decisão cautelar

TCU proíbe governo Bolsonaro de anunciar em sites que exerçam atividades ilegais

Indícios de irregularidades na veiculação de propagandas do governo federal levaram o TCU a tomar a decisão cautelar, concedida pelo ministro Vital do Rêgo

PGR

Aras recomenda a Guedes mais transparência em gastos no combate à pandemia

A pedido de procuradores do MPF-PE, o procurador-geral da República, Augusto Aras, enviou recomendações para Guedes dar transparência aos gastos federais

Setor em destaque

Estatais de saneamento querem flexibilizar regras para contratar empréstimos

Com regras mais fáceis para a entrada do setor privado, as estatais de saneamento querem que a concessão de empréstimos ao segmento seja menos rigorosa

Preocupação ambiental

Para empresários, discurso do governo sobre desmatamento mudou

Após reunião com o vice-presidente Hamilton Mourão, empresários parecem satisfeitos quanto aos compromissos firmados pelo governo a respeito do desmatamento

O melhor do Seu Dinheiro

MAIS LIDAS: O canto da sereia

Uma matéria alertando para os riscos do day trade foi a mais lida desta semana no Seu Dinheiro

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements