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2020-02-14T17:09:03-03:00
Kaype Abreu
Kaype Abreu
Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros.
Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.
mercados agora

Dólar cai a R$ 4,30 após nova atuação do BC; Ibovespa cai aos 114 mil pontos

O Banco Central fez nesta manhã mais um leilão de swap cambial no valor de US$ 1 bilhão, ajudando novamente a aliviar a pressão sobre o câmbio

14 de fevereiro de 2020
10:36 - atualizado às 17:09
Selo Mercados AGORA Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O Banco Central (BC) repetiu a dose nesta sexta-feira (14). Assim como ontem, a autoridade monetária atuou para injetar recursos novos no mercado de câmbio — e, assim como ontem, a movimentação trouxe um alívio imediato ao dólar à vista.

A moeda americana chegou a operar em leve alta de 0,01% mais cedo, a R$ 4,3343. Mas, com um novo leilão de swap cambial no valor de US$ 1 bilhão sendo promovido pelo BC, a divisa rapidamente virou para o campo negativo — fechando em baixa de 0,77%, a R$ 4,3004.

Com isso, o dólar encerrou a semana com uma leve queda acumulada de 0,47%. No ano, no entanto, a moeda americana ainda sobe 7,19%.

Ontem, no momento de maior tensão, o dólar à vista chegou a aparecer na casa de R$ 4,38 — um novo recorde nominal em termos intradiários. Foi neste momento que o BC resolveu entrar no jogo, trazendo alívio às negociações. E, hoje, a autoridade não quis correr o risco de ver a moeda disparar novamente.

Vale ressaltar que, no exterior, o dia é de enfraquecimento do dólar em relação às divisas de países emergentes, como o peso mexicano, o rublo russo e o peso chileno — um contexto que ajuda a despressurizar o real.

Já o Ibovespa tem um dia negativo. O principal índice da bolsa brasileira abriu em queda e permanece no vermelho desde então — por volta de 17h05, recuava 1,08%, aos 114.412,93 pontos.

Lá fora, a sessão é marcada por uma certa indecisão nas bolsas: os mercados americanos oscilam perto do zero a zero, comportamento semelhante ao dos índices europeus. Na Ásia, as praças chinesas subiram, enquanto as japonesas fecharam em queda.

O tom mais negativo visto por aqui se deve ao noticiário doméstico, com mais uma decepção no front da agenda econômica. E, desta vez, a preocupação se deve ao o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) em dezembro.

Hesitação

O indicador, considerado uma proxy do PIB, recuou 0,27% em dezembro ante novembro, marcando o segundo mês consecutivo de recuo — o que fortalece a percepção de que a economia doméstica ainda está patinando.

Nesse cenário, o mercado continua aumentando as apostas num eventual novo corte na Selic, de modo a estimular a atividade local. E declarações do presidente do BC, Roberto Campos Neto, elevaram a percepção de que esse cenário é possível, por mais que o Copom tenha sinalizado que o ciclo de reduções nos juros terminou.

Em evento, Campos Neto disse que é preciso ter cautela na condução da política monetária, sem cravar uma interrupção do processo de ajuste. E, em meio a esse cenário, as curvas de juros fecharam em baixa.

Veja abaixo como ficaram os principais DIs nesta sexta-feira:

  • Janeiro/2021: de 4,26% para 4,23%;
  • Janeiro/2022: de 4,83% para 4,73%;
  • Janeiro/2023: de 5,40% para 5,26%;
  • Janeiro/2025: de 6,08% para 5,95%.

Teoricamente, um novo corte na Selic implica em pressão no câmbio, já que o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos diminuiria — o que reduziria a atratividade do mercado brasileiro para os investidores que buscam retornos fáceis.

No entanto, a nova atuação do BC ainda nos primeiros minutos da sessão contribuiu para amortecer essas preocupações, levando o dólar à vista a R$ 4,30.

Top 5

Veja abaixo as cinco maiores altas do Ibovespa no momento:

  • IRB ON (IRBR3): +5,12%
  • Eletrobras ON (ELET3): +1,96%
  • Cielo ON (CIEL3): +1,94%
  • Weg ON (WEGE3): +1,51%
  • Raia Drogasil ON (RADL3): +1,27%

Confira também as maiores baixas do índice:

  • B2W ON (BTOW3): -4,90%
  • Rumo ON (RAIL3): -4,33%
  • BTG Pactual units (BPAC11): -3,99%
  • Usiminas PNA (USIM5): -3,67%
  • Metalúrgica Gerdau PN (GOAU4): -3,60%

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