Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2020-02-18T17:15:55-03:00
Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.
Onda de cautela

Dólar à vista fecha em alta e chega a um novo recorde, pressionado pelo ‘risco coronavírus’; Ibovespa cai

A cautela toma conta do Ibovespa e do dólar após a Apple afirmar que não vai bater suas projeções no trimestre, em meio ao surto de coronavírus na China

18 de fevereiro de 2020
10:37 - atualizado às 17:15
Selo Mercados AGORA Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Os tão temidos impactos do coronavírus à economia mundial começaram a ser sentidos de maneira mais palpável, e esse choque de realidade implica num aumento da aversão ao risco nos mercados globais. Como resultado, o dólar à vista passou o dia em alta e atingiu um novo recorde nominal de fechamento — o Ibovespa opera em baixa.

O centro das preocupações é a Apple: a gigante do setor de telecomunicações informou que não conseguirá cumprir suas projeções para o trimestre por causa do surto da doença. Em meio ao fechamento de fábricas na China e a queda na demanda por iPhones no país asiático, a empresa já jogou a toalha para os três primeiros meses de 2020.

A sinalização da empresa desencadeou uma onda de pessimismo nos mercados globais. No câmbio, essa postura se refletiu num movimento generalizado de valorização do dólar em relação às divisas de países emergentes, como o rublo russo e o peso chileno, entre outras.

Assim, o mercado doméstico de moedas andou em linha com seus pares externos. Como resultado, o dólar à vista fechou em alta de 0,65%, a R$ 4,3574 — superando a antiga máxima nominal de encerramento, de R$ 4,3510, anotada no último dia 12.

Nas bolsas, o dia foi marcado por perdas nas principais praças da Ásia e da Europa; nos EUA, o Dow Jones (-0,50%) e o S&P 500 (-0,16%) operam em baixa. Nesse cenário, o Ibovespa recuava 0,58% por volta de 17h10, aos 114.640,57 pontos — na mínima do dia, chegou a cair 1,54%, aos 113.532,04 pontos.

Balanços a todo vapor

Por aqui, a temporada de resultados trimestrais continua mexendo com os papéis do Ibovespa. Em destaque nesta manhã, estão Multiplan ON (MULT3), em alta de 2,08%, e Itaúsa PN (ITSA4), com ganho de 0,46% — confira o resumo dos números das duas empresas nesta matéria.

Fora do índice, atenção para Guararapes ON (GUAR3), recuando 0,34%. A dona da Riachuelo teve um lucro 56,5% menor no quarto trimestre de 2019 em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando R$ 440,6 milhões.

Leve pressão nos juros

Apesar da pressão vista no dólar à vista, as curvas de juros não se afastam muito da estabilidade, exibindo apenas um ligeiro viés positivo. O mercado mostra-se cada vez mais convencido de que um novo corte na Selic será necessário para fornecer estímulo extra à economia brasileira, o que freia a alta nos DIs

Veja abaixo como estão as principais curvas no momento:

  • Janeiro/2021: de 4,22% para 4,21%;
  • Janeiro/2022: estável em 4,71%;
  • Janeiro/2023: de 5,26% para 5,28%;
  • Janeiro/2025: de 5,97% para 5,99%;
  • Janeiro/2027: de 6,37% para 6,39%.

Até onde vai o dólar?

O dólar à vista chegou a tocar o nível de R$ 4,38 durante a sessão da última quinta-feira (13), marcando um novo recorde nominal em termos intradiários — e fazendo o Banco Central (BC) atuar, convocando leilões extraordinários de swap para aliviar a tensão.

A medida da autoridade monetária deu certo: o dólar fechou em queda na quinta e na sexta (14), voltando ao patamar de R$ 4,30. Só que, nesta semana, a escalada da moeda rumo às máximas voltou com tudo.

Com um novo recorde sendo atingido nesta terça-feira, os investidores já começam a se questionar se o Banco Central voltará a promover operações para diminuir a pressão no câmbio. Ao menos por enquanto, o BC ainda não se movimentou, sem anunciar qualquer atuação extraordinária para a sessão de amanhã.

Top 5

Veja abaixo os cinco papéis de melhor desempenho do Ibovespa no momento:

  • Marfrig ON (MRFG3): +6,78%
  • Eletrobras ON (ELET3): +5,39%
  • Eletrobras PNB (ELET6): +4,06%
  • Multiplan ON (MULT3): +2,08%
  • Cielo ON (CIEL3): +1,24%

Confira também as maiores baixas do índice:

  • BTG Pactual units (BPAC11): -3,51%
  • Cogna ON (COGN3): -3,16%
  • Qualicorp ON (QUAL3): -2,93%
  • Totvs ON (TOTS3): -2,85%
  • Ultrapar ON (UGPA3): -2,76%
Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

NA B3

Ações do setor de saúde foram as que menos sofreram em agosto

Levantamento da Teva Índices mostra que os papéis do comércio e da construção foram os mais castigados no mês passado

NÃO AGRADOU

IBP critica mudanças regulatórias na venda de combustíveis

Representante das grandes distribuidoras de combustíveis defende manutenção do modelo de exclusividade no mercado de revenda de derivados de petróleo

Tempo de entrega menor

Randon terá linha férrea própria no interior de SP

Linha férrea partirá de dentro da fábrica e percorrerá 1,5 km transportando vagões, reboques e semirreboques a um ramal principal na mesma cidade; expectativa é de que a obra fique pronta em 2023

Entrevista exclusiva

Após vender Hortifruti para Americanas, Partners Group quer investir US$ 300 milhões e lançar fundo para o varejo no Brasil

Com um total de US$ 120 bilhões sob gestão, responsável pela gestora suíça no Brasil e América Latina fala ao Seu Dinheiro sobre potenciais alvos de aquisição e “concorrência” com IPOs na B3

em busca de recursos

B3 levanta US$ 700 milhões e revisa projeção de alavancagem

Segundo operadora da bolsa brasileira, a emissão faz parte da gestão ordinária dos negócios da companhia e visa diversificar as fontes de captação a condições atrativas de financiamento

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies