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Para 39% dos pequenos e médios empresários a carga tributária do País é o maior empecilho macroeconômico para a evolução do seu negócio; atual nível da taxa de juros configura o maior empecilho ao desenvolvimento do negócio para 26,58%
Para 39% dos pequenos e médios empresários a carga tributária do País é o maior empecilho macroeconômico para a evolução do seu negócio. Os dados são da pequisa do Insper e Santander Brasi para o cálculo do Índice de Confiança dos Pequenos e Médios Negócios (IPC-PMN) do terceiro trimestre, que ouviu 1,328 pessoas.
O atual nível da taxa de juros configura o maior empecilho ao desenvolvimento do negócio para 26,58% dos pesquisados. A inflação é citada por 15,59%. Para 14,91%, o maior empecilho é o desemprego. A taxa de câmbio foi citada por 3,69% dos entrevistados.
Na abertura por setores, a indústria é que vê a carga tributária como maior empecilho macroeconômico para a evolução de seus negócios (51,42% dos entrevistados). No comércio, ela aparece com 37,52% e, nos Serviços, com 35,90%.
Os médios e pequenos empreendedores voltaram aumentar a confiança no desempenho da economia no terceiro trimestre em relação ao trimestre anterior. Essa melhora é representada pelo avanço de 2,6% no mesmo índice calculado pelo centro de estudos do Insper.
Segundo Gino Olivares, professor do Insper e pesquisador responsável pelo IC-PMN, o índice praticamente reverteu a queda registrada no segundo trimestre, com variações positivas em todos os quesitos, regiões e setores, com exceção da Indústria.
Para ele, os resultados apontam que, mesmo no cenário atual de baixo crescimento, os pequenos e médios empresários conseguem visualizar possibilidades de melhoria nos próximos trimestres.
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Em relação ao crédito, o diretor do segmento de Negócios e Empresas do Santander Brasil, Cassio Schmitt, disse que a demanda permanece. O empreendedor ainda está cauteloso, mas já demonstra interesse em investir para o crescimento do seu negócio.
A variação do IC-PMN foi positiva em todas as regiões analisadas, com destaque para o Sul, que registrou a maior alta, de 4,9%. O Nordeste, com 4,5%, vem em seguida, à frente de Sudeste e Norte com 1,4%, cada um. Por fim, a menor evolução foi a da região Centro-Oeste, com 0,5%.
Por atividade econômica, dois dos três setores registraram evolução: Serviços, com 6,1%, e Comércio, com 1,7%. A Indústria recuou 1%.
Na análise do índice por questão, foram registradas variações positivas em todos os quesitos. O dado de Investimento subiu 4,9%; Empregados, 4,2%; Ramo, 2,5%; Faturamento, 2,1%; Lucro,1,6%, e Economia, 0,5%.
*Com Estadão Conteúdo
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