Menu
2019-04-02T18:40:51-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances O Roteirista, Abandonado e Os Jogadores
Privatizações

Caixa pretende vender até R$ 15 bilhões em participações até junho

Banco público planeja abrir o capital das unidades de seguros e de cartões no segundo semestre deste ano, afirmou o presidente da Caixa, Pedro Guimarães

2 de abril de 2019
18:40
Pedro Guimaraes, presidente da Caixa Econômica Federal
Imagem: Clauber Cleber Caetano/PR

Dentro da onda de privatizações em curso no governo Bolsonaro, a Caixa Econômica Federal pretende se desfazer de até R$ 15 bilhões em participações detidas diretamente ou via fundos até junho deste ano. A afirmação é do presidente da instituição, Pedro Guimarães.

A Caixa foi a responsável pelo pontapé inicial das privatizações do governo com a oferta de ações detidas pela instituição na resseguradora IRB, em fevereiro deste ano. Ele não citou nomes, mas a próxima venda deve ser a das ações que o banco detém na Petrobras.

A Caixa também planeja a abertura de capital de quatro subsidiárias na bolsa. A oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) das unidades de seguros e de cartões deve acontecer no segundo semestre deste ano, segundo Guimarães.

O banco também pretende vender na bolsa parte das ações das empresas de loterias e gestão de fundos de investimentos (asset management) no primeiro semestre do ano que vem.

"Se a gente não vender pelo menos R$ 100 bi em operações no mercado de capitais eu considero que não tive sucesso", afirmou o presidente da Caixa, que participou hoje de evento promovido pelo Bradesco BBI, em São Paulo.

Sem Bia

Ao falar sobre os desafios à frente da Caixa, Guimarães mencionou a Bia, como é conhecida a plataforma de inteligência artificial do Bradesco.

"Nós não vemos ter a Bia, a Caixa não vai chegar nisso", afirmou.

Guimarães diz que o banco tem prioridades muito mais imediatas. Uma delas é o aumento na base de cartões de crédito.

O presidente da Caixa disse que o banco possui hoje 96 milhões de cartões ativos, mas apenas 5 milhões de cartões de crédito. "Por que não usar a rede de lotéricas para vender cartões e microsseguros? É o básico do básico", disse.

Guimarães disse ainda que a Caixa deve obter entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões com a redução de despesas. Como exemplo de gastos desnecessários, ele citou os sete prédios que o banco tem na Avenida Paulista e outros 15 em Brasília.

Comentários
Leia também
Um self service diferente

Como ganhar uma ‘gorjeta’ da sua corretora

A Pi devolve o valor economizado com comissões de autônomos na forma de Pontos Pi. Você pode trocar pelo que quiser, inclusive, dinheiro

Rapidinhas da semana

BLINK: Magalu ou ViaVarejo? Quem mandou melhor no primeiro trimestre?

Felipe Miranda, sócio-fundador e CIO da Empiricus, fala sobre Magalu, ViaVarejo e muito mais no Blink

Virando a chavinha

Agibank traça estratégia para abandonar imagem de ‘financeira’

Banco gaúcho quer alcançar marca de 35 milhões de clientes em 6 anos

O melhor do Seu Dinheiro

O dragão à solta, Elon Musk, bitcoin e outras notícias que mexeram com seus investimentos

O temor com o retorno da inflação nos EUA, as falas de Elon Musk sobre o bitcoin, as ações de empresas em recuperação judicial e outros destaques da semana

Como vai ser?

Decisão sobre ICMS vai destravar ações, dizem especialistas

Cobrança continuará até que Receita seja autorizada a alterar sistema

Efeitos da reestruturação

CEO da Cogna afirma que ajustes feitos em 2020 já mostram primeiros resultados

Rodrigo Galindo cita margem Ebitda recorrente e prazo médio de recebimento de alunos pagantes como efeitos positivos

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies