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Livrarias em crise

Em acordo, editoras exigem que Saraiva pague livros à vista

Para apoiar recuperação judicial da Saraiva, editoras exigem garantias mais claras; acordo semelhante com a Livraria Cultura está no forno

24 de novembro de 2018
17:01
Fachada de loja Livraria Saraiva
Livraria Saraiva fechou quase 20 lojas e pediu recuperação judicial - Imagem: Wikimedia Commons

As editoras condicionaram o apoio à recuperação judicial da Saraiva, pedido na última sexta (23), ao pagamento à vista por todos os livros enviados à livraria, incluindo as encomendas de Natal. Os fornecedores toparam adiar o recebimento de débitos antigos, mas fecharam acordo na quinta-feira para exigir garantias claras daqui para frente.

Segundo apurou o jornal "O Estado de S. Paulo", um contrato parecido é esperado da Livraria Cultura, que também pediu recuperação judicial. Segundo uma fonte do jornal, as negociações com a rede se estenderam pela sexta-feira. No entanto, a situação de caixa da empresa não permitiria pagamentos imediatos de grande porte.

A Cultura se vê numa situação mais difícil que a Saraiva. Apesar de ter fechado quase 20 pontos de venda nas últimas semanas, a Saraiva tem 85 unidades em funcionamento espalhadas pelo país, enquanto a Cultura está restrita a algumas capitais, com 15 lojas.

Além disso, o endividamento da Cultura, de R$ 285 milhões, é proporcionalmente maior em relação à capacidade de faturamento da empresa do que a dívida da Saraiva, que é de quase R$ 700 milhões.

Segundo o "Estadão", fontes do mercado se questionam se a Cultura teria lastro financeiro para garantir o fornecimento de livros nas próximas semanas. A assessoria de imprensa da empresa não retornou à reportagem até o fechamento da edição.

*Com Estadão Conteúdo.

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