Menu
2018-09-23T22:34:28-03:00
Anticompetitivos

Bradesco, Cielo e Banco do Brasil pagarão R$ 33,8 milhões por fim de processo no Cade

Investigação sobre discriminação de lojas que não utilizam maquininhas da Cielo chegou a um fim milionário

19 de setembro de 2018
17:15 - atualizado às 22:34
Pagamento
Instituições são investigadas por discriminar lojistas que usam maquininhas concorrentes da CieloImagem: Shutterstock

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) firmou acordo com a Cielo e suas controladoras Bradesco e Banco do Brasil e encerrará processo que investiga condutas anticompetitivas adotadas pelas empresas. Pelo acordo, elas pagarão um total de R$ 33,8 milhões e se comprometeram a cessar as práticas irregulares.

As instituições são investigadas por discriminar lojistas que usam as maquininhas concorrentes da Cielo. Entre as práticas denunciadas está a não antecipação de crédito com base nos recebíveis para clientes de outras credenciadoras - o que, para muitos lojistas, é essencial para manutenção de suas atividades -, a cobrança de taxas maiores desses clientes e a venda casada de contratos da credenciadora e de serviços dos bancos, como a abertura de contas.

A maior multa será paga pela Cielo, de R$ 29,7 milhões. O Bradesco pagará R$ 2,23 milhões e o BB, R$ 1,94 milhão. Trata-se do maior montante já pago por empresas em investigação de conduta unilateral, que ocorre quando uma empresa impõe barreiras a concorrentes no mercado. "O acordo permitirá um ambiente de maior liberdade de negociações entre clientes, credenciadoras e bancos", afirmou o presidente do Cade, Alexandre Barreto.

O conselheiro João Paulo Resende votou contra a homologação do acordo e fez duras críticas ao Cade por firmar acordos na casa de milhões com bancos que faturam bilhões e que "reiteradamente adotam condutas anticompetitivas". "Estamos diante de um altíssimo nível de reincidência por parte de bancos e credenciadoras. Estamos falando dos agentes de maior poder econômico do Brasil, empresas com altíssimo faturamento. Os valores estão muito aquém da capacidade dissuasória", afirmou.

Outros conselheiros também criticaram o valor e mostraram preocupação com as reiteradas irregularidades apresentadas no setor, apesar de terem votado a favor dos acordos. O inquérito contra bancos e credenciadoras foi instaurado em 2016. Em julho, o Itaú e sua controlada Credicard também firmaram acordo no mesmo processo com o Cade e pagaram R$ 21 milhões.

Cielo, Elo, Itaú e Redecard já haviam firmado acordo com o Cade em outro processo que investiga acordos de exclusividade entre bandeiras e credenciadoras de cartão de crédito.

Comentários
Leia também
DINHEIRO QUE PINGA NA SUA CONTA

Uma renda fixa pra chamar de sua

Dá para ter acesso a produtos melhores do que encontro no meu banco? (Spoiler: sim).

em busca de soluções

Magazine Luiza, GPA e outras empresas promovem movimento #NãoDemita

Grandes bancos, fabricantes de alimentos, empresas de tecnologia, saúde e investimentos estão endossando uma campanha para evitar a demissão

perspectivas

Economia volta à retomada no 2º semestre, diz economista-chefe do Bradesco

Para Fernando Honorato Barbosa, o setor de serviços será o último a se recuperar

olho no datafolha

Governo Bolsonaro tem 42% de avaliação ‘ruim’ ou ‘péssima’ em abril, diz pesquisa

É o maior nível de avaliações ruins ou péssimas desde o início do mandato, mas ainda estável no limite da margem de erro

Virada de mão

“Vai faltar real para comprar dólar no preço atual”, diz Márcio Appel, da Adam Capital

Depois de ganhar dinheiro com a desvalorização cambial, gestor deixou de apostar na alta do dólar contra o real e avalia comprar a moeda brasileira

medida anticrise

Senado aprova texto-base de projeto que suspende prazos contratuais até outubro

Medida coloca no papel flexibilizações durante a pandemia do novo coronavírus no País e dependerá agora de chancela da Câmara

Em busca de soluções

Governo Federal é o único que pode emitir dívida e moeda, diz Maia

Sobre o trabalho do Parlamento, Maia disse que as Medidas Provisórias começarão a ser votadas “uma a uma” na próxima semana

A mesa virou?

Sistema bancário dos EUA pode ter problema por excesso de liquidez

Com acesso ao dinheiro, empresas estão guardando os recursos em poupanças, o que, juntamente com a liquidação de ativos de risco, inunda os bancos com liquidez

Reflexos da crise

Empresas alegam ‘força maior’ e já pedem revisão de contratos na Justiça

Com a alegação de “força maior” ou “evento fortuito” – por conta do coronavírus -, o meio jurídico teme que os contratos sejam suspensos em um efeito dominó, com distorções em toda economia

covid-19 no radar

‘Esse é o momento de sobreviver à crise’, diz presidente do Itaú Unibanco

Segundo Candido Bracher, o mundo tem dificuldades para lidar com a crise por sua origem em um fator de saúde pública – e não no mercado financeiro, como ocorreu em 2008

diante do coronavírus

Opep+ vislumbra corte de produção de 10 milhões bpd, incluindo EUA e Brasil

Mais cedo, fontes afirmaram que a Opep+ planeja uma teleconferência na segunda-feira (06) para debater um eventual corte

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements