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Expectativa do mercado financeiro recai no pacote de Guedes, a ser enviado ao Congresso amanhã, e no acordo comercial entre EUA e China neste mês
A primeira semana de novembro começa com expectativa elevada no mercado financeiro, à espera do pacote de medidas que tem a digital do ministro Paulo Guedes (Economia). A agenda de propostas deve ser entregue amanhã por ele e o presidente Jair Bolsonaro e a mensagem que o governo e a equipe econômica querem passar (aos empresários e investidores) é de que o Brasil segue empenhado em colocar as contas públicas em ordem.
Para saber mais sobre “O pacote de Guedes”, leia em A Bula da Semana.
Enquanto aguarda o amplo conjunto de medidas a ser enviado ao Congresso nesta semana, o mercado doméstico monitora o cenário internacional. Lá fora, os ativos de riscos seguem embalados pelos números robustos sobre o emprego nos Estados Unidos apontados pelo payroll e as afirmações otimistas de que há progresso entre as duas maiores economias do mundo para assinar um acordo comercial parcial neste mês.
Em reação a essas notícias, as principais bolsas asiáticas encerraram a sessão em alta, pegando carona no avanço ao redor de 1% em Wall Street na última sexta-feira, quando o S&P 500 renovou a máxima histórica. Xangai subiu 0,6% e Hong Kong avançou 1,4%, beneficiadas ainda por um acordo de livre comércio entre a China e 16 países do sudeste asiático. Tóquio, por sua vez, permaneceu fechado devido a um feriado no Japão.
O sinal positivo também prevalece nos índices futuros das bolsas de Nova York, o que embala a abertura do pregão europeu, apesar do Velho Continente estar se preparando para um Brexit no fim de janeiro, com ou sem acordo. Nos demais mercados, o dólar está mais fraco, perdendo terreno para as moedas de países desenvolvidos, como o euro e a libra, e emergentes, como o rand sul-africano. O petróleo cai.
Além disso, a temporada de balanços continua agitando os negócios no exterior, bem como o anúncio da oferta pública inicial de ações (IPO) da Saudi Aramco. A gigante petrolífera deve levantar até US$ 2 trilhões com a tão esperada operação, prometida pelo príncipe herdeiro da Arábia Saudita Mohammed bin Salman desde 2016. Os papéis da estatal devem estrear na Bolsa de Riad no mês que vem.
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No Brasil, o setor petroleiro também será destaque nesta semana, já que está previsto para quarta-feira o megaleilão da cessão onerosa. Grandes petrolíferas estrangeiras e a Petrobras devem disputar a reserva excedente, estimada em até 15 bilhões de barris em campos do pré-sal, o que pode levantar, pelo menos, US$ 50 bilhões.
Portanto, a licitação deve atrair um ingresso maciço de dólares ao país, diante da expectativa de ágios elevados para algumas áreas ofertadas. Com isso, o dólar tende a seguir em queda neste início de mês, após encerrar a semana passada abaixo de R$ 4,00. Já o Ibovespa pode ser impulsionado pela volta do apetite dos “gringos”.
Porém, caso haja menor interesse por parte das empresas estrangeiras, a entrada de fluxo externo pode ser frustrada, afetando o comportamento da moeda norte-americana e respingando nos demais ativos domésticos. No mês passado, o Ibovespa renovou o recorde de pontuação durante seis pregões, encerrando a sexta-feira com nova máxima intraday.
Hoje, o destaque da agenda doméstica fica com os números trimestrais do Itaú, após o fechamento dos negócios locais. Aliás, o pregão na Bolsa brasileira ganha uma hora a mais a partir de hoje, com o fim do horário de verão nos EUA ontem. Com isso, o horário de divulgação dos indicadores econômicos também passa a ser uma hora mais tarde.
Entre os indicadores econômicos, no exterior, saem as encomendas às fábricas nos EUA em setembro (12h) e dados sobre a atividade (PMI) na indústria da zona do euro em outubro, logo cedo. Por aqui, a semana começa com apenas uma das tradicionais publicações do dia, a Pesquisa Focus (8h25).
Nos próximos dias, o calendário doméstico traz como destaque a ata da reunião da semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom) e o resultado de outubro da inflação oficial ao consumidor brasileiro (IPCA). Essas divulgações devem esquentar o debate sobre se a última queda da Selic será em dezembro ou se cabem ajustes adicionais em 2020.
Já no exterior, a agenda estará esvaziada. Com isso, o foco dos ativos domésticos deve ficar concentrado na cena local, com a atenção dos investidores divididas entre a pauta política e os eventos econômicos, capazes de agitar o mercado brasileiro - quiçá, descolando-o do comportamento lá fora e dando ritmo próprio aos negócios por aqui. A conferir.
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