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Sob pressão dos acionistas

Unilever ‘faz as malas’ mas desiste de encerrar sede no Reino Unido

Com incertezas sobre o Brexit, fabricante tinha planos de encerrar sua sede em Londres para transferir todo seu comando para Roterdã

5 de outubro de 2018
9:24 - atualizado às 9:26
Empresa abandonou os planos após não conseguir aval de grandes acionistas -Imagem: shutterstock

A Unilever abandonou nesta sexta-feira, 5,  seu plano de retirar a sede do Reino Unido e levar todo seu comando para a Holanda, em meio a críticas de alguns de seus maiores investidores.

Em seu plano inicial, a fabricante da maionese Hellmann's e do sorvete Ben & Jerry's encerraria sua estrutura dual, desistindo da sede em Londres para transferir todo o comando para Roterdã, em meio às incertezas geradas pelo processo de saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit.

A transferência de operações era defendida pelo executivo-chefe Paul Polman, prestes a deixar o posto. Nas últimas semanas, porém, surgiram dúvidas se haveria apoio suficiente dos acionistas. Hoje, a empresa recuou, reconhecendo que não havia recebido o aval de um grupo significativo deles.

Incerteza aqui e lá

A companhia argumentava que uma sede única facilitaria acordos e aceleraria a tomada de decisões. Com isso, porém, ela perderia seu lugar no índice FTSE-100, forçando alguns fundos que têm diretrizes específicas a vender ações nesse caso. Os críticos argumentavam que os benefícios do plano não estavam claros e que não havia certeza a respeito dos impostos sobre dividendos na Holanda. A mudança seria ainda um precedente ruim, no momento em que os britânicos se preparam para abandonar a UE.

Nesta sexta-feira, a companhia afirmou avaliar a simplificação o melhor no longo prazo e que iria considerar as próximas medidas, em contato com os acionistas. Mas também informou o cancelamento do plano. A empresa há tempos opera como duas entidades listadas em separado, a Unilever PLC, no Reino Unido, e a Unilever NV, na Holanda.

Após a notícia, a ação da Unilever chegou a subir 1,1%, no início do pregão em Londres. Às 4h40 (de Brasília), porém, o papel havia perdido força e recuava 0,38%.

*Com Estadão Conteúdo 

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