Menu
2019-10-28T09:53:18+00:00
Mais uma conta digital na área

Stone lança conta digital de olho em pequena empresa

Oficialmente, o produto é uma conta de pagamentos – o que dispensa a necessidade de a Stone atuar com auxílio de um correspondente bancário, algo comum entre as fintechs brasileiras

28 de outubro de 2019
9:53
Montagem de maquininha da Stone em cima de uma mesa vista de cima
Imagem: Montagem Andrei Morais/Divulgação/Shutterstock

A empresa brasileira de pagamentos Stone vai se lançar numa nova área de serviços financeiros: a partir desta segunda-feira, a fintech vai oferecer uma conta digital aos clientes que já utilizam sua máquina de cartões. Desenvolvida há dois anos pela companhia fundada pelo carioca André Street, a iniciativa pretende atrair as pequenas e médias empresas e fidelizar os consumidores em torno das soluções da companhia.

"A vida do lojista é um pesadelo, passando o dia todo falando com muitas pontas. Queremos facilitar", disse Augusto Lins, presidente da Stone. Como tem se tornado padrão recentemente, a conta digital da Stone chega ao mercado sem cobrança de tarifas mensais.

Oficialmente, o produto é uma conta de pagamentos - o que dispensa a necessidade de a Stone atuar com auxílio de um correspondente bancário, algo comum entre as fintechs brasileiras. Para requisitar a conta, o cliente deve baixar o aplicativo da empresa e fazer seu cadastro. Como a fintech já possui dados do lojista, a expectativa é que a aprovação aconteça em minutos. O atendimento da conta também poderá ser feito via app ou com a ida de um agente da empresa até o estabelecimento do cliente. "Ninguém tem tempo de ir até a agência. Vamos fazer o caminho contrário", diz Lins.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter

Por meio do serviço, o cliente poderá realizar transferências entre bancos (TEDs), registrar a folha de pagamento, pagar boletos e tributos, além de transferências internas para outras contas Stone e portabilidade salarial para funcionários.

Ao contrário do que oferecem alguns rivais, porém, a Stone não terá TEDs gratuitos - cada transação custará R$ 4, informou a fintech. Para os próximos meses, a previsão é de que o empreendedor possa também emitir boletos.

Previsão

O principal diferencial da conta, acredita Lins, porém, será o controle dos recebíveis. Com auxílio de seu sistema de pagamentos, a Stone vai oferecer ao cliente uma visualização simples para saber quando vai receber valores vindos de cartões de débito, crédito ou vales-refeição e alimentação, cada um com prazos diferenciados de depósito na conta do empreendedor ou empresário. "O lojista nunca sabe exatamente quando vai ter dinheiro. Queremos organizar de forma fácil aquele monte de papéis e comprovantes", diz o executivo.

Aos clientes que desejarem, a Stone também vai oferecer um cartão de crédito pré-pago gratuito e sem anuidade, em parceria com a Mastercard. Segundo Lins, a proposta da Stone não é, neste primeiro momento, faturar com o serviço. "Se o cliente entender que o atendimento é bom, ele não vai embora."

Na visão de Edson Santos, consultor e especialista em pagamentos, a estratégia da Stone é simples: oferecer cada vez mais serviços para o lojista, de forma que ele não consiga trocar a empresa por uma rival. "Com a redução de taxas, os líderes do mercado transformaram o setor de pagamentos em commodity, enquanto uma empresa mais nova, como a Stone, tem de trazer serviços de valor agregado", afirma. Para o especialista, é bem possível que, no futuro, processar pagamentos seja só "um pedacinho do que a Stone quer ser".

Para Guilherme Horn, consultor da Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs), oferecer uma conta digital é "um passo natural" para a Stone, uma vez que rivais como a PagSeguro também já têm esse tipo de oferta. "Ter uma conta digital é uma forma de garantir que ela não vai perder clientes, garantir sua fatia de mercado", afirma. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Quem é a Pi

Uma plataforma de investimentos feita para ajudar a atingir seus objetivos por meio de uma experiência #simples, #segura, #acessível e #transparente.

Novidades

Fusão entre Boeing e Embraer consegue aprovação em grande mercado

O acordo entre ambas aparece na lista de transações que data de 19 de novembro. No documento, as transações são colocadas como “aprovadas sem condicionantes”

Seu Dinheiro na sua noite

126…144…197 mil pontos para o Ibovespa

Eu vou, sem saber pra onde nem quando vou parar. O clássico de Roberto Carlos “120… 150… 200 Km Por Hora” podia muito bem embalar a leitura desta newsletter. Assim como o velocímetro do carro na canção do Rei (uma das minhas favoritas), as projeções dos analistas para a bolsa no ano que vem apontam para cima. […]

Quanto vale o show?

Plataforma de investimentos do BTG Pactual pode valer até R$ 10 bilhões, calcula UBS

Banco suíço iniciou a cobertura das ações do BTG Pactual, que já triplicaram de valor neste ano, com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 82,00

Emprego

Mercado de trabalho cria 70.852 empregos com carteira assinada em outubro

Esse foi o melhor resultado para o mês desde 2017, quando foram criadas 76.599 vagas no décimo mês do ano. Em outubro do ano passado, houve abertura líquida de 57.733 vagas, na série sem ajustes

De olho nos papéis

BTG reitera compra de Klabin e Suzano e aumenta preço-alvo das ações

Em relatório, analistas do banco expandiram o preço-alvo dos papéis da Suzano para R$ 44 (o valor anterior era de R$ 40), e da Klabin para R$ 20, ante R$ 18

Otimismo

Para o Credit Suisse, 2020 é o ano dos emergentes — e o Brasil tende a ser um dos destaques

A equipe de análise do Credit Suisse aposta nos mercados emergentes para 2020. E, nesse grupo, as ações e ativos do Brasil aparecem entre as principais recomendações

Perspectivas 2020

Para Goldman Sachs cenário é desafiador para o Brasil, mas mais esperançoso

Preocupação não é com a direção da política econômica, mas sim com a capacidade de implementar agenda de reformas fiscais

Mercado de capitais

Ações da Cogna sobem com notícia de IPO de unidade nos EUA

A Cogna espera uma avaliação de até R$ 8 bilhões pela Vasta, plataforma de serviços digitais para escolas privadas, na oferta pública inicial de ações, que deve acontecer em 2020, de acordo o site Brazil Journal

um olho aqui e nos vizinhos

Política impede avanço de reformas na América Latina, mas Brasil é notável exceção, diz Moody’s

Para 2020, a visão dos analistas é de que o ambiente para a região e os emergentes como um todo é negativo, por conta do aumento de riscos políticos e geopolíticos

na ponta do lápis

BNDES perdeu tempo na venda de fatia da JBS, diz presidente do conselho de administração do banco

Em evento no Rio de Janeiro, Carlos Thadeu de Freitas estimou o impacto financeiro dessa demora em R$ 1 bilhão a R$ 2 bilhões

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements