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Rabo preso?

Para livrar presidente de depoimento, Santander fecha acordo na CPI da sonegação

Instituição se compromete a recolher o valor até terça-feira, 4, dois dias antes dos depoimentos de Sérgio Rial e outros executivos

31 de maio de 2019
19:03 - atualizado às 18:49
Sérgio Rial, presidente do banco Santander, na sede do Banco em São Paulo
Sérgio Rial, presidente do banco Santander - Imagem: Murillo Constantino/Quartetto

O banco Santander firmou um acordo no valor de R$ 195.568.679,00 com a Comissão Parlamentar de Inquérito da Sonegação Tributária da Câmara Municipal de São Paulo.

A instituição se compromete a recolher o valor até terça-feira, 4, dois dias antes dos depoimentos do presidente, Sérgio Rial, e outros executivos que haviam sido convocados para prestar esclarecimentos.

Em contrapartida, a CPI irá retirar as oitivas de sua pauta. O termo foi assinado pelo vice-presidente do Santander, Alessandro Tomao.

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Para o vereador Ricardo Nunes (MDB), presidente da CPI da Sonegação, "esse resultado demonstra que a CPI estava correta, que o Santander devia para o município e o pagamento foi feito na data desta sexta-feira. Portanto, são mais R$ 195 milhões para os cofres do município. Lembrando que 33% serão destinados para a educação e 15% pra saúde conforme exigido pela legislação. Isso demonstra seriedade dos trabalhos da CPI".

A multa do banco seria aplicada referente aos anos de 2014 à 2017 já que em 2018 a sede do Santander Leasing de Barueri foi transferida para o município de São Paulo.

Antes de fechar o acordo, a defesa do banco afirmava que "está em situação de regularidade fiscal com o município de São Paulo, e que a convocação de 15 executivos da instituição pela CPI ocorria mesmo após todos os esclarecimentos já terem sido prestados anteriormente, e sem que novas informações possam ser acrescentadas".

*Com Estadão Conteúdo.

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