Carteira ESG: Sanepar (SAPR11) e Raia Drogasil (RADL3) entram nas ações recomendadas pelo BTG em janeiro
Segundo o banco, o ajuste priorizou empresas com perspectivas mais claras de crescimento e eficiência operacional ao longo de 2026

O BTG Pactual atualizou sua carteira recomendada de ações com foco em ESG para janeiro de 2026, mantendo a estratégia de combinar geração de valor financeiro com critérios ambientais, sociais e de governança.
O portfólio do mês traz duas mudanças em relação à composição anterior: Sanepar (SAPR11) e Raia Drogasil (RADL3) entram no lugar de Direcional (DIRR3) e SmartFit (SMFT3).
Segundo o banco, o ajuste reflete uma maior exposição ao segmento de serviços básicos e a inclusão de empresas que apresentam um caminho mais claro de crescimento e melhoria operacional ao longo de 2026.
As 10 ações ESG recomendadas pelo BTG em janeiro são:
- Axia Energia (AXIA3)
- Copel (CPLE3)
- Cyrela (CYRE3)
- Equatorial (EQTL3)
- Itaú Unibanco (ITUB4)
- Localiza (RENT3)
- Nubank (ROXO34)
- Raia Drogasil (RADL3)
- Rede D’Or (RDOR3)
- Sanepar (SAPR11)
A seguir, veja os principais argumentos destacados pelos analistas para embasar cada uma das recomendações.
10 ações ESG recomendadas pelo BTG Pactual
Axia Energia (AXIA3)
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A Axia se destaca como a principal beneficiária do atual cenário de preços de energia mais elevados, maior volatilidade e de uma visão mais construtiva para o setor. A companhia ainda está nos estágios iniciais do que deve se tornar uma fonte relevante e recorrente de geração de caixa e pagamento de dividendos. Apesar da boa performance recente das ações, o BTG ainda vê espaço para continuidade de desempenho acima dos pares.
ESG: a empresa tem como meta atingir emissões líquidas zero até 2030 e investe em projetos ambientais voltados à restauração de cursos d’água e à melhoria da geração de energia e da navegação em importantes bacias hidrográficas. Também mantém padrões elevados de conformidade, transparência e iniciativas ligadas à diversidade, equidade e inclusão.
Copel (CPLE3)
Após uma forte expansão de múltiplos em 2025, a Copel concluiu em dezembro sua migração para o Novo Mercado, aumentando a liquidez das ações e a atratividade para investidores estrangeiros. O Leilão de Capacidade previsto para março é visto como um catalisador de curto prazo, além do benefício de preços de energia mais elevados, dado o nível de descontratação no segmento de geração.
ESG: em 2024, a Copel atingiu a marca de produzir 100% de sua energia a partir de fontes renováveis. A empresa também avança na descarbonização da frota, investe em segurança e treinamento de funcionários e, após a privatização, passou a adotar padrões mais elevados de governança corporativa.
Cyrela (CYRE3)
O BTG mantém a Cyrela como uma tese de beta de alta qualidade no Brasil. A companhia apresentou resultados operacionais fortes nos primeiros nove meses de 2025 e segue bem-posicionada para sustentar uma execução robusta ao longo de 2026. O banco de terrenos de alta qualidade deve sustentar lançamentos e vendas consistentes.
A empresa também ampliou a exposição ao Minha Casa, Minha Vida por meio da Vivaz e de joint ventures, com cerca de 40% dos lucros atrelados ao programa.
ESG: a estratégia de sustentabilidade está estruturada em quatro pilares — governança, planeta, pessoas e prosperidade — com identificação de riscos, oportunidades e ações específicas para cada frente.
Equatorial (EQTL3)
A Equatorial segue como uma excelente tese de carrego, negociando com uma TIR real elevada. Com contratos de longa duração, proteção contra inflação e baixa sensibilidade a uma desaceleração econômica, o papel permanece entre as principais escolhas do banco.
ESG: os pilares incluem descarbonização das operações, gestão eficiente de recursos naturais, restauração de ecossistemas, cuidado com colaboradores e comunidades, inovação, integridade e fortalecimento da governança.
Itaú Unibanco (ITUB4)
O Itaú continua sendo a tese preferida do BTG entre os grandes bancos tradicionais. Com balanço sólido, a instituição está bem-posicionada para atravessar cenários de maior volatilidade e, ao mesmo tempo, acelerar crescimento e ganhar participação de mercado.
ESG: o banco tem metas de redução de emissões de carbono e neutralidade climática, além de iniciativas voltadas à transparência no relacionamento com clientes, melhoria do NPS e educação financeira.
Localiza (RENT3)
A Localiza apresenta tendências positivas nos três principais segmentos: RAC, gestão de frotas e seminovos. O BTG destaca a empresa como uma das mais bem posicionadas para se beneficiar de juros mais baixos, dado seu perfil intensivo em capital.
ESG: a governança corporativa é um dos pontos fortes da companhia. No aspecto ambiental, destacam-se práticas como lavagem de carros sem água, frota majoritariamente flex e maior uso de energia renovável.
Nubank (ROXO34)
O Nubank permanece como uma das principais escolhas de longo prazo do banco. A retomada do crescimento, impulsionada pela expansão do crédito e inadimplência ainda saudável, sustenta uma visão construtiva para margens financeiras ajustadas ao risco.
ESG: a estratégia ESG é fortemente concentrada no pilar social, com foco em inclusão financeira, experiência do cliente, inovação e políticas de diversidade e inclusão.
Raia Drogasil (RADL3)
A companhia vem apresentando desempenho consistente nos últimos dois trimestres, o que reforça sua atratividade como uma tese de crescimento de longo prazo. O banco projeta um crescimento anual composto do lucro por ação (LPA) de 25% entre 2025 e 2030, sustentando um valuation premium em relação aos pares, com a ação negociando a cerca de 24 vezes o lucro estimado para 2026.
ESG: a empresa prioriza a ampliação do acesso à saúde, o incentivo a hábitos mais saudáveis, o fortalecimento do capital humano por meio de diversidade, inclusão e desenvolvimento profissional, além da redução do impacto ambiental. A companhia estabeleceu metas claras relacionadas à expansão da plataforma de saúde, uso de energia renovável, redução de emissões e desenvolvimento de talentos.
Rede D’Or (RDOR3)
A Rede D’Or atingiu um estágio mais equilibrado de geração de caixa, expansão orgânica e pagamento de dividendos. O BTG vê espaço para expansão de múltiplos, condicionada a catalisadores como melhora do negócio hospitalar, juros mais baixos, avanços na unidade de seguros e um ambiente mais favorável para M&A.
ESG: a companhia mantém um plano ESG estruturado, com metas ambientais voltadas à redução do consumo de recursos e emissões, além de forte foco social em atendimento centrado no paciente, inovação e educação.
Sanepar (SAPR11)
A Sanepar negocia a múltiplos considerados baixos, mesmo operando abaixo de seu potencial. Para o BTG, o fechamento do gap em relação ao EBITDA regulatório e avanços em eficiência podem destravar uma expansão relevante de múltiplos ao longo de 2026.
O principal evento do ano será político, com a corrida para o governo podendo levar investidores a precificar uma companhia mais eficiente ou avanços em direção à privatização.
ESG: a política de sustentabilidade é focada na oferta de água de qualidade, coleta e tratamento de esgoto e gestão de resíduos, com impactos ambientais e sociais relevantes sobre saúde, educação e renda.
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