Promessa de Trump: Tarifas de 25% sobre produtos importados do México e Canadá e de 10% para China começam hoje
México, China e Canadá são responsáveis por mais de um terço dos bens e serviços importados ou comprados dos Estados Unidos

A partir deste sábado (1), o governo dos EUA coloca em prática o plano de impor tarifas de 25% para produtos importados do México e do Canadá e de 10% para os da China, segundo a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt. Ela disse que o presidente Donald Trump decidiu determinar a taxação porque os países "permitem que drogas ilegais entrem nos Estados Unidos".
México, China e Canadá são responsáveis por mais de um terço dos bens e serviços importados ou comprados dos Estados Unidos. De acordo com especialistas, as novas taxas iniciarão uma guerra comercial em uma escala muito maior do que a vista no primeiro mandato de Trump, entre 2017 a 2021.
"A quantidade de fentanil que foi apreendida na fronteira sul nos últimos anos tem o potencial de matar dezenas de milhões de americanos", disse Karoline, em entrevista coletiva ontem.
Para analistas, o tarifaço também é uma tentativa de pressionar ainda mais os maiores parceiros comerciais dos Estados Unidos a aceitar deportados e a interromper o fluxo de migrantes.
Trump: Países afetados prometem retaliação
Os governos dos três países atingidos pela medida prometeram reciprocidade, com novas tarifas para suco de laranja da Flórida, uísque do Tennessee e manteiga de amendoim do Kentucky. Nenhum deles, porém, divulgou quais serão as novas alíquotas.
Economistas afirmam que a medida aumentará imediatamente os custos para os importadores que trazem produtos para os EUA.
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No curto prazo, isso pode interromper as cadeias de suprimentos e levar à escassez de produtos, caso os empresários resolvam cessar suas operações com empresas americanas. Na sequência, dizem os especialistas, as empresas podem optar por repassar o custo para os consumidores, aumentando os preços e desacelerando a economia.
A estratégia de Trump de atingir outros países, sejam aliados ou não, com tarifas tem pouca relação com economia, dizem especialistas.
"As esperanças de que as ameaças de tarifas de Trump fossem apenas fanfarronice e uma ferramenta de barganha agora estão desmoronando diante da dura realidade de sua determinação em implementar tais taxas como uma ferramenta para mudar as políticas de outros países a seu gosto", disse Eswar Prasad, professor de política comercial na Universidade Cornell.
Além do protesto dos países taxados, Trump também é alvo de pressão interna.
Montadoras de automóveis e companhias de energia vêm pressionando a Casa Branca para que não aplique as tarifas de forma indiscriminada. Assessores de Trump avaliam o melhor modelo para cumprir as ordens do presidente sem prejudicar a indústria local.
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Informações do Estadão Conteúdo
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