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Com queda nos investimentos de risco, enfraquecimento dos indicadores e ativos abaixo da média de 200 dias, a Coinbase aponta sinais de queda no mercado
Após um início de ano marcado por recordes históricos, o mercado de criptomoedas passou a oscilar sob os ventos políticos vindos de Washington. A eleição e posse de Donald Trump reacenderam a promessa de um cenário regulatório mais favorável nos Estados Unidos — mas, por outro lado, sua política de guerra comercial contra o restante do mundo ajudou a pressionar o preço do bitcoin (BTC).
Desde então, a maior criptomoeda do planeta acumula uma queda de cerca de 10% no acumulado de 2025. Quando se leva em conta o recuo em relação às máximas históricas registradas em janeiro, a perda já chega a 23%, segundo dados do CoinMarketCap.
A sensação de que um novo ciclo de baixa está ganhando corpo já vem sendo comentada por analistas do setor, mas, nesta semana, foi a vez da Coinbase colocar no papel essa percepção. Em um relatório recente, a maior corretora de criptoativos dos EUA afirmou que o “inverno cripto” pode estar se aproximando.
A justificativa está em uma série de sinais emitidos por dados registrados na blockchain. Os indicadores que sustentavam a chamada “estrutura bullish” — base do otimismo em torno do mercado — agora parecem menos robustos do que muitos imaginavam.
Além disso, a perspectiva de um acirramento da guerra comercial entre China e Estados Unidos tornam o cenário ainda mais incerto pela frente.
O relatório da Coinbase destaca, por exemplo, que o investimento de empresas de capital de risco (venture capitals ou VCs) em projetos de cripto diminuiu entre 50% e 60% em relação aos níveis de 2021 e 2022.
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Embora esse tipo de investimento tenha aumentado no primeiro trimestre de 2025 em comparação ao trimestre imediatamente anterior, ainda assim houve uma queda significativa desde o último bull market.
Do mesmo modo, o valor global do mercado de criptomoedas excluindo o bitcoin sofreu uma queda de 41% desde dezembro de 2024 até meados de abril, caindo de US$ 1,6 trilhão para US$ 950 bilhões.
Por fim, a Coinbase utiliza o modelo de média móvel de 200 dias (200DMA) para poder afirmar que o inverno se aproxima. O bear market acontece quando um ativo é negociado abaixo da linha dos 200DMA acompanhada por uma fraqueza das cotações.
O levantamento menciona que tanto o preço do bitcoin quanto o índice COIN50 — criado pela corretora, que mostra como estão performando as 50 principais criptomoedas do mercado — romperam abaixo de suas respectivas linhas de 200DMAs.
Vale dizer que essa queda aponta uma tendência do mercado e que não necessariamente se confirmará. O mercado de criptomoedas é altamente volátil e o investidor deve manter uma parcela responsável dos seus investimentos em ativos digitais.
* Com informações do Money Times
A cada queda mais intensa do preço do Bitcoin (BTC), surgem novos “profetas” anunciando o fim da criptomoeda. Desta vez, foi Michael Burry quem falou em uma possível “espiral da morte”.
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