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Setor de criptoativos virou protagonista de ofertas públicas em Wall Street em 2025, após anos de desconfiança e embates regulatórios
A exchange de criptomoedas Gemini levantou US$ 425 milhões em sua oferta pública inicial (IPO), realizada na quinta-feira (11). A operação chamou atenção porque as ações atingiram o preço de US$ 28, acima da faixa indicativa de US$ 24 a US$ 26.
O interesse foi tão grande que a procura superou em mais de 20 vezes a quantidade de ações disponíveis. A companhia, liderada pelos bilionários gêmeos Tyler e Cameron Winklevoss, vendeu cerca de 15,2 milhões de ações, mas porque a Gemini optou por limitar a captação em US$ 425 milhões, uma decisão pouco comum em ofertas desse porte.
A precificação inicial da oferta pública tinha avaliado a Gemini em US$ 3,33 bilhões com base não diluída, segundo cálculos da Reuters.
A Gemini começa a ser negociada na própria bolsa norte-americana já nesta sexta-feira (12), sob o ticker “GEMI”.
Segundo a Reuters, a Nasdaq se comprometeu com um investimento de US$ 50 milhões via colocação privada no momento do IPO.
O apetite dos investidores reflete não apenas o momento favorável para o mercado de criptomoedas, mas também uma recuperação mais ampla do setor de IPOs nos EUA. A alta nos preços dos ativos digitais e avanços regulatórios ajudaram a transformar o setor em um dos motores da volta das aberturas de capital.
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A Gemini não é um caso isolado. Nos últimos meses, outras empresas ligadas a cripto também reforçaram suas ofertas.
Na quarta-feira (10), a Figure Technology, emissora de stablecoins, arrecadou US$ 787,5 milhões em um IPO ampliado. Mais cedo neste ano, Bullish (controladora da CoinDesk) e Circle também aumentaram o tamanho de suas ofertas.
Um dos impulsos para esse movimento vem da própria Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC). Sob a presidência de Donald Trump, a instituição afrouxou a supervisão sobre o setor de criptoativos.
A Gemini se beneficiou dessa situação. Os irmãos Winklevoss tentam um acordo para encerrar uma ação movida pela SEC que os acusa de não registrarem um programa de empréstimos de ativos em cripto antes de oferecê-los a investidores de varejo.
O caso está pendente. Um relatório das partes deve ser apresentado até 15 de setembro.
*Com informações do Money Times.
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