Estamos há 6 dias sem resposta: o tempo da diplomacia de Trump e o que esperar dos mercados hoje
Enquanto futuros de Wall Street operam em alta, Ibovespa tenta reverter a perda dos últimos dias à espera da audiência de conciliação sobre o IOF

Era 9 de julho, pleno feriado em São Paulo e a Faria Lima vazia, quando Donald Trump anunciou as tarifas de 50% contra o Brasil. E, agora, eis que já se passaram seis dias — quase uma semana! — sem que uma resposta oficial tenha sido dada.
E isso é bom. Porque nesse novo cenário da diplomacia, com um cara intempestivo no meio do xadrez global, contenção e estratégia têm se mostrado cruciais. A imprevisibilidade de Trump exige uma resposta calibrada e não retaliações improvisadas, motivadas por impulso ou vaidade.
A reação contida do governo brasileiro até agora funcionou como um alívio temporário para os mercados: o simples fato de o Planalto não sinalizar uma resposta imediata foi suficiente para acalmar os ânimos, demonstrando que o bom senso para negociar um adiamento ou uma tarifa menor são caminhos prudentes.
É quase como um jogo de paciência e, nesse caso, a vantagem recai sobre quem consegue manter a compostura, pois quem tiver mais sangue-frio leva vantagem.
Em outras palavras, "pagar na mesma moeda pode sair caro", e a maior parte da conta ficaria mesmo com o Brasil — e os brasileiros.
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Mas Spiess não se limita a analisar o impacto econômico direto, mostrando que a nova investida protecionista de Trump impulsiona um intrincado jogo político com desdobramentos domésticos e eleitorais decisivos para o Brasil. Resta saber quem está pronto para sentar à mesa e negociar pelo futuro do país.
Banco do Brasil fora do radar?
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Enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) anda desapontando o mercado, analistas da Empiricus Research recomendam outro bancão para o investidor de dividendos que “não quer dor de cabeça”. Acesse a carteira gratuita aqui.
Esquenta dos mercados
Ontem, o presidente norte-americano se voltou para um novo alvo: a Rússia. Assim como no caso do Brasil, o motivo em nada tem a ver com questões econômicas, mas, sim, com a guerra contra a Ucrânia.
Na Europa, as negociações do tarifaço dão fôlego às bolsas, que iniciam o pregão majoritariamente em alta.
Já na Ásia, os principais índices fecharam em alta após o PIB da China ter vindo um pouco acima das expectativas do mercado.
O bom humor também chegou a Wall Street. Os índices futuros de Nova York operam em alta. Por lá, os investidores aguardam dados mensais da inflação ao consumidor (CPI), que podem indicar o caminho dos juros nos EUA.
Por aqui, o Ibovespa marcou ontem sua sexta queda consecutiva e encerrou o dia com baixa de 0,65%, aos 135.299 pontos.
Nesta terça (15), o principal índice da bolsa brasileira tenta retomar o fôlego em meio ao andamento de negociações tarifárias do governo Trump e à espera da audiência de conciliação sobre o IOF no Supremo Tribunal Federal.
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O INIMIGO AGORA É OUTRO?
Um novo vilão para o Banco do Brasil (BBAS3)? Safra identifica outro problema, que pode fazer as coisas piorarem. Apesar de o agronegócio ter sido o maior vilão do balanço do 1T25 do BB, com a resolução 4.966 do Banco Central, o Safra enxerga outro segmento que pode ser um problema no próximo balanço.
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FED NO OLHO DO FURACÃO
Gasto de US$ 2,5 bilhões tira Trump do sério e coloca Powell na berlinda (de novo). A atualização da sede do banco central norte-americano é a mais nova fonte de tensão com o governo norte-americano; entenda essa história.
QUEM GANHA E QUEM PERDE
Dólar fraco e juros altos nos EUA — o cenário do Itaú BBA para 2025 tem a China fortalecida após tarifas. Retomada das tarifas de importação diminuiu o otimismo do mercado em relação a corte de juros nos EUA e colocou em dúvida — de novo — a preferência pelo dólar.
O QUE ESPERAR AGORA
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PANO PARA MANGA
Trump Media e Rumble acionam Justiça dos EUA contra Alexandre de Moraes após nova decisão do magistrado. Empresas ligadas ao presidente americano intensificam ofensiva contra ministro do STF; governo brasileiro aciona AGU para acompanhar o caso.
DIVERSIFICAÇÃO EM DÓLAR
Ficou mais barato investir em títulos do Tesouro dos EUA e renda fixa global: Avenue amplia variedade de bonds e diminui valor mínimo. São mais de 140 novos títulos emitidos por companhias de países como Canadá, França e Reino Unido.
MERCADOS
Ibovespa cai, dólar sobe a R$ 5,57 e frigoríficos sofrem na bolsa; entenda o que impacta o setor hoje. Enquanto Minerva e BRF lideram as maiores perdas do Ibovespa nesta segunda-feira (14), a Brava Energia desponta como maior alta desta tarde.
NO CONTROLE
Marfrig (MRFG3) avança na BRF (BRFS3) em meio a tensão na fusão. O que está em jogo? A Marfrig decidiu abocanhar mais um pedaço da dona da Sadia; entenda o que está por trás do aumento de participação.
CASHBACK EM NOVA YORK
Dupla listagem do Méliuz (CASH3): bilhete premiado ou aposta arriscada? O BTG responde. A plataforma aposta na listagem na OTC Markets para aumentar liquidez e fortalecer sua posição no mercado de criptomoedas, mas nem tudo são flores nessa operação.
A LIDERANÇA ESCAPOU
Na batalha da B3, Banco do Brasil (BBAS3) volta a perder para o Itaú (ITUB4) em junho, mas segue à frente de Bradesco (BBDC4). Em junho, as ações do banco estatal caíram para o quarto lugar em volume negociado na B3, segundo levantamento do DataWise+.
NUVENS CARREGADAS
Ações da Embraer (EMBR3) caem 11% em uma semana e JP Morgan diz que o pior ainda está por vir. O banco norte-americano acredita que, no curto prazo, a fabricante brasileira de aeronaves continuará volátil, com ações sendo usadas como referência para o risco tarifário.
PRÉVIA OPERACIONAL
MRV (MRVE3) ensaia retorno aos bons tempos com geração de caixa no 2T25 e até Resia fica no azul — mas nem tudo foi festa. De acordo com a prévia operacional divulgada nesta segunda-feira (14), a MRV&Co voltou a gerar caixa no 2T25 — mas a operação principal ainda ficou no vermelho.
ALÔ ACIONISTAS
Dividendos e JCP: Telefônica (VIVT3) vai distribuir R$ 330 milhões em proventos; confira os prazos. Telefônica vai distribuir proventos aos acionistas na forma de juros sobre capital próprio, com pagamento programado somente para próximo ano.
CRIPTO HOJE
Bitcoin (BTC) ultrapassa US$ 123 mil com Crypto Week nos EUA e entrada institucional bilionária. Entradas bilionárias em ETFs, debate regulatório no Congresso norte-americano e avanço do dólar ajudam a sustentar novas máximas do BTC neste início de semana.
PRIMEIRO EMPREGO
Vagas de estágio e trainee: Heineken e L’Oréal encerram inscrições nos próximos dias; confira essas e outras vagas para as maiores empresas do Brasil. Os aprovados nos programas de estágio e trainee devem começar a atuar até o segundo semestre de 2025; as inscrições ocorrem durante todo o ano.
VANGUARDA NO MERCADO
Petrobras indica nova diretora de sustentabilidade e passa a ser comandada por maioria feminina. Com a nomeação da engenheira Angélica Garcia Cobas Laureano, funcionária de carreira da Petrobras, a diretoria executiva da companhia passa a ter 55% de mulheres.
O NOVO 'ESPAÇOLOOK'
A marca queridinha dos corredores e atletas de alta performance agora vai para a Lua — literalmente. Axiom Space, empresa responsável pelos trajes espaciais, já firmou colaborações também com a Prada.
DANÇA DAS POLTRONAS
Mudanças na Virgin Atlantic aumentam a primeira classe (mas acabam com o bar a bordo). Faturamento recorde levou empresa a aumentar a disponibilidade de cabines de luxo e oferta de WiFi a bordo – mas icônico serviço de bar a bordo deve ser encerrado.
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