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Com análise da primeira metade de 2024 e dicas de investimentos para o restante do ano, conteúdo gratuito pode te ajudar a remanejar a carteira e aproveitar oportunidades

Encerrado o primeiro semestre de 2024, é chegado o momento de avaliar o desempenho dos investimentos nessa metade do ano e projetar o que pode ser feito nos próximos meses para poder turbinar os ganhos. Afinal, um bom investidor deve estar sempre um passo à frente.
De maneira geral, os primeiros seis meses de 2024 foram de quebra de expectativas no mercado financeiro. Esperava-se alta da bolsa brasileira, valorização da renda fixa indexada à inflação, além do dólar estável (ou em queda) em relação ao real. Mas o cenário se mostrou diferente.
Por isso, é preciso estar atento ao contexto atual para saber como “recalcular a rota” e buscar os melhores lucros do mercado no que resta de 2024. Afinal, ainda vale a pena investir no Ibovespa? Onde o dólar vai parar? Os fundos imobiliários vão se recuperar?
O Ibovespa, principal índice de ações da B3, acumulou queda de 7,66% no semestre – apesar de fechar o mês de junho com alta de 1,47%, atingindo 123.898 pontos.
No ano passado, o índice avançou mais de 22%, o que gerou expectativas pela continuidade da tendência de alta.
Além disso, na virada do ano, esperava-se que em 2024 houvesse cortes de juros nos Estados Unidos e também a continuidade no Brasil, com projeção de que a taxa Selic encerrasse o ano com um dígito. Com juros menores, a renda variável torna-se mais atrativa – oposto do que ocorre com a fixa.
O Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos), porém, reduziu e postergou os cortes esperados – o que, agora, deve ocorrer mais perto do fim do ano.
Essa desaceleração dos cortes também aconteceu no Brasil: na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), em junho, o colegiado manteve a taxa Selic em 10,50% ao ano, após uma sequência de sete cortes consecutivos.
Se antes havia a projeção de que a Selic chegasse a um dígito até o fim de 2024, agora a expectativa é de que ela permaneça nos dois dígitos.
O cenário doméstico também ajuda a explicar essa expectativa, gerada por uma maior percepção de risco fiscal por parte do mercado. Isso ocorre por fatores como, por exemplo, o abandono da meta de déficit zero e a possibilidade de que o governo não realize cortes de gastos.
Com o mercado mais volátil, é natural que a renda fixa se torne preferência entre os investidores.
Ainda assim, com a subida dos juros futuros, houve impacto nos preços dos ativos de renda fixa prefixados e indexados à inflação – isso porque, quando os juros sobem, esses títulos passam a valer menos no mercado. Isso ocorre principalmente com os títulos de prazo mais longo, que acumulam retorno negativo no semestre.
Contudo, há também o outro lado: o aumento dos juros futuros pode tornar a renda fixa mais rentável – caso a aplicação seja mantida até o vencimento do título – e mantém a atratividade desse investimento.
Ao longo do primeiro semestre, o dólar registrou alta de 15%, fechando próximo dos R$ 5,60 – o que representa, também, uma quebra de expectativa, já que esperava-se que a moeda norte-americana ficasse estável ou em queda em relação ao real.
Esse desempenho levou a moeda à posição de terceiro melhor investimento do semestre. Isso significa que quem possui renda em dólar conseguiu “surfar” na onda dessa valorização.
O movimento reflete o cenário macroeconômico. Sem cortes de juros nos Estados Unidos, o dólar foi impulsionado.
O desempenho do Bitcoin (BTC) e de outras criptomoedas foi uma boa notícia para os investidores. O BTC – principal criptomoeda do mundo – registrou alta de 64% no primeiro semestre do ano, tornando-se o investimento com maior retorno no período. Em seguida aparece o ouro, com valorização de quase 30%.
O cenário do setor foi impactado positivamente pela aprovação dos primeiros fundos de índice (ETFs) de bitcoin à vista (spot) nos Estados Unidos. Em março, o BTC atingiu os US$ 73.637,47, um recorde.
As perspectivas seguem positivas. Mas vale ressaltar: esse mercado tem dinâmica pouco previsível. Devido ao risco, exige cuidado por parte dos investidores que queiram embarcar.
Diante desse cenário, e levando em conta que o segundo semestre será marcado por acontecimentos muito importantes – como o debate sobre o Orçamento de 2025 e o provável início do ciclo de corte de juros nos EUA –, como remanejar a carteira na segunda metade do ano?
Para te ajudar nessa tarefa, a equipe do Seu Dinheiro ouviu especialistas do mercado financeiro que analisaram o cenário macroeconômico, ações, renda fixa, criptoativos, fundos imobiliários, dólar e investimentos no exterior – e o conteúdo está disponível neste e-book gratuito.
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