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Analista acredita que o aumento dos juros não será agressivo ao ponto de prejudicar empresas brasileiras em boa fase
Nesta semana, os holofotes do mercado estão voltados para a ‘Super Quarta’: tanto o Banco Central do Brasil quanto o dos EUA divulgarão hoje (18) suas decisões para as respectivas taxas básicas de juros.
Para os EUA, a expectativa é de que o Fed anuncie o primeiro corte de juros do país desde 2020. Já no Brasil, a expectativa é oposta: o mercado precifica um aumento da Selic, dada a recente pressão inflacionária.
Para o investidor conservador, a Selic mais alta é favorável para o rendimento da sua carteira em renda fixa. Já o investidor mais arrojado, que aposta em ativos de risco, pode se sentir um pouco intimidado com o possível aumento.
Será que não é mais uma boa hora de entrar na bolsa? O Ibovespa vai derreter de novo após atingir suas máximas históricas?
A edição de setembro do programa Onde Investir, do Seu Dinheiro, recebeu a analista Larissa Quaresma, da Empiricus Research, casa de análise do grupo BTG Pactual.
Em entrevista, a analista afirmou que “a diferença entre o remédio e o veneno está na dose”.
Um aumento muito agressivo da Selic poderia, de fato, causar “um choque muito forte de expectativa de crescimento, de expectativa de inflação [...] e na confiança do empresariado, que já vem de um período difícil”, segundo ela.
Porém, não acredita que estamos diante de um aumento agressivo na próxima reunião do Copom. O cenário-base na opinião da Empiricus Research é um aumento de, no máximo, 1 ponto percentual no curto prazo – elevando a Selic a 11,5%:
“Para as empresas, não teria um impacto tão grande quando falamos de 1 ponto percentual. Quem paga 10,5% de juro, paga 11,5%. 1 ponto a mais não faz diferença”, afirmou a analista.
Além disso, explicou o porquê do BC prescrever uma alta nos juros agora. Talvez como uma espécie de “profilaxia” antes que as expectativas inflacionárias se concretizem:
“Essa alta de agora tem não só um componente de esfriar a inflação, mas [...] também de dar um choque nas expectativas de inflação. [...] Para não gerar pânico: a economia está crescendo, [...] as empresas estão crescendo. Acho que um pequeno aumento [da Selic] não é um grande fator de preocupação para o investidor de ações.”
Além disso, a possível queda de juros nos EUA também pode ser boa para o Brasil.
“A economia [americana] não está nem quente demais a ponto de gerar uma inflação, [...] e nem fria demais a ponto de gerar uma recessão. Ela está naquele ponto ideal. [...] Isso é muito positivo para mercados emergentes, inclusive para o Brasil. Não à toa vimos tanto dinheiro entrando na nossa bolsa em agosto”, afirmou Larissa.
A “entrada de dinheiro na bolsa” mencionada por Larissa faz referência ao aumento de capital estrangeiro entrando na B3. Somente em agosto, foram quase R$ 10 bilhões de dinheiro “gringo” chegando na bolsa brasileira.
Se os investidores estrangeiros estão voltando para cá, talvez o investidor brasileiro também possa optar pelo otimismo com o mercado local…
Se você é um dos investidores receosos com o aumento da Selic, mas quer entrar na bolsa, saiba que Larissa prepara mensalmente uma carteira recomendada de ações, levando em conta os momentos de mercado e o que faz sentido para cada fase.
Antecipando o movimento nos juros, Larissa afirmou que ela e seu time de analistas foram “ainda mais seletivos” ao escolher os ativos que compõem a carteira de setembro, estando ainda menos dispostos a apostar em empresas com alta alavancagem financeira, por exemplo.
Porém, a tese principal permanece: buscar ativos de qualidade, que estejam baratos e com alto potencial de valorização no futuro próximo.
E se você quiser conhecer os ativos selecionados por Larissa Quaresma, você pode – e gratuitamente.
O programa Onde Investir ouviu não apenas Larissa Quaresma, mas também outros cinco analistas da Empiricus Research que indicaram suas recomendações de investimentos para este mês.
Os especialistas falaram de variados tipos de investimento – de ações brasileiras e internacionais a criptomoedas.
E a boa notícia é que o programa está disponibilizando, como cortesia, todas as carteiras recomendadas dos especialistas ouvidos, para o investidor que estiver se sentindo “perdido” em meio às recentes movimentações de mercado.
Ou seja, se você não conferiu o programa, não tem problema. Tudo o que você precisa fazer é clicar neste link para conhecer as recomendações e tomar suas decisões de investimento baseadas em opiniões profissionais, de quem vive o mercado de perto.
Lembrando: é de graça. Basta clicar aqui ou no botão abaixo:
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