Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

VEM OU NÃO VEM

O recado da Petrobras (PETR4) para os acionistas sobre os dividendos extraordinários depois do prejuízo no 2T24

A estatal anunciou na quinta-feira (8) o pagamento de R$ 13,6 bilhões em dividendos ordinários e, nesta sexta-feira (9), respondeu sobre o que todo investidor quer saber: quando os 50% de dividendos extraordinários que estão retidos serão liberados? Confira o que os executivos disseram

Carolina Gama
9 de agosto de 2024
14:04
Petrobras com fundo de dinheiro pegando fogo
Logo da Petrobras em montagem com dinheiro e fogo. - Imagem: Divulgação/Unsplash/Montagem: Fernanda Lopes

Surpresas não faltaram no balanço da Petrobras (PETR4) no segundo trimestre de 2024: além de um prejuízo bilionário inesperado, a estatal não anunciou o tão esperado pagamento de dividendos extraordinários. Nesta sexta-feira (9), no entanto, os executivos da companhia mandaram um recado aos acionistas: a distribuição segue sobre a mesa. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Se identificarmos caixa superior ao necessário — porque o caixa em uma companhia custa dinheiro e não traz eficiência — vamos pagar. O adequado é ter um planejamento estratégico mais evoluído e só aí distribuir esses valores. Mas não descartamos o pagamento de dividendos extraordinários em 2024”, disse o CFO da Petrobras, Fernando Melgarejo, na teleconferência de resultados com analistas.  

O recado sobre saúde financeira e distribuição de dividendos pela Petrobras, também foi reforçado pela presidente da estatal, Magda Chambriard. Segundo ela, a empresa garante o "respeito à lógica empresarial, disciplina de capital e alavancagem controlada".

Apesar do prejuízo de R$ 2,6 bilhões no segundo trimestre ligado a efeitos não recorrentes, a petroleira anunciou pagamento de dividendos ordinários no valor de R$ 13,6 bilhões referentes ao período.

"Aos nossos investidores, garantimos respeito à lógica empresarial, transparência e governança. Garantimos disciplinas de capital e alavancagem controlada. Faremos isso garantido investimento necessários ao crescimento da empresa e reconhecendo a demanda dos acionistas governamentais e privados pelos dividendos", disse Chambriard.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Entendemos que, dessa forma, estaremos contribuindo para movimentar a economia do País e movimentar os anseios mais profundos dos acionistas", acrescentou ela, prometendo uma companhia ainda mais "sólida e rentável" no futuro.

Leia Também

  • Petrobras, 3R, Prio: Qual petroleira é a “vencedora” da temporada de resultados do 2T24? Confira as análises da Empiricus Research gratuitamente – clique AQUI.

O uso da reserva de capital para pagar dividendos

Boa parte da teleconferência desta sexta-feira (9) foi tomada por questionamentos sobre o uso das reservas da Petrobras para o pagamento dos dividendos ordinários. 

Dos R$ 13,6 bilhões em dividendos extraordinários anunciados pela estatal na noite de quinta-feira (8), R$ 6,4 bilhões virão da reserva de capital da companhia. 

“Em 2023, a Petrobras conseguiu montar uma reserva de capital de R$ 21,9 bilhões depois dos fortes lucros do período. Agora, o cenário é inverso: usamos a reserva para instrumentalizar o pagamento aos acionistas. Se não tivéssemos a reserva, teríamos dificuldade de propor o pagamento dos proventos”, disse Melgarejo. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O CFO explicou, no entanto, que a decisão de distribuir dividendos extraordinários depende de fluxos futuros e não da reserva de remuneração de capital.

“A decisão de ontem [de pagar dividendos ordinários] não afeta, no entanto, a capacidade de pagamento de dividendos extraordinários”, acrescentou Melgarejo. 

Capex menor, mais dividendos da Petrobras?

Além dos dividendos, o capex da Petrobras também chamou atenção dos investidores. Junto com o balanço, a estatal revisou a projeção de investimentos neste ano para entre US$ 13,5 bilhões e US$ 14,5 bilhões.

Segundo a companhia, a redução do capex não afeta a curva de produção de petróleo e gás — ainda assim, o montante revisado corresponde a um crescimento de 7% a 15% em comparação ao realizado em 2023.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na teleconferência, o CFO da Petrobras fez questão de lembrar que o capex da estatal em 2024 será superior ao de 2023 e, também, maior que o de 2025.

"Posso garantir um capex realista e que traga jornada de crescimento da companhia", disse Melgarejo, acrescentando que a otimização do caixa "não está 100%", mas que o ajuste necessário deve acontecer em 2025.

De acordo com a atual diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação, Renata Baruzzi, o principal fator que impediu a execução do capex previsto foi descasamento entre pagamento financeiro e marcos físicos.

Ela citou o atraso dos contratos para os FPSOs Sépia-2 e Atapu-2; o pool de sondas, que entram tanto em capex quanto opex, mas tinham alocação de capital listada como capex, quando passa pela manutenção e poços; além da postergação de paradas no refino. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Petrobras de olho no exterior

No mês passado, a notícia de que a Petrobras e mais 11 petroleiras manifestaram interesse em comprar uma participação de 40% na principal descoberta de petróleo offshore da Galp Energia na Namíbia, mexeram com as ações da estatal brasileira. 

Na época, a Petrobras se recusou a comentar sobre o processo de licitação, mas afirmou que estava avaliando oportunidades para expandir as reservas de petróleo na África.

Hoje, o assunto voltou à tona. “Trabalhamos com a previsão de que a produção da Petrobras vai começar a cair a partir de 2030, então precisamos exploração aqui ou fora para mantermos um nível de produção adequado. Reforço, no entanto, que só vamos entrar em qualquer negócio se ele for rentável e dentro da expertise da Petrobras em águas profundas”, disse o CFO da estatal. 

Durante a teleconferência, o diretor de processos industriais e produtos da Petrobras, William França, disse que a estatal segue em conversa com o fundo soberano de Abu Dhabi Mubadala sobre a refinaria de Mataripe e eventual investimento em uma biorrefinaria contígua. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Nós estamos conversando com o grupo Mubadala em dois aspectos. Primeiro sobre possível parceria, e não se sabe em que percentual, da Rlam (Mataripe) e também para biorrefinaria, a ser construída ao lado da refinaria", disse França.

"Em relação a refinaria, estamos terminando o processo de due diligence e valuation, para que possamos, no momento certo, fazer a proposta para o grupo Mubadala. Mas estamos conversando, avançando, para fazer a nossa proposta. Estamos indo bem", acrescentou. 

Reforçando a mesma estratégia da Namíbia, Melgarejo pediu a palavra para dizer que qualquer forma societária com Mubadala é possível, desde que traga retorno de capital.

Já a presidente da Petrobras voltou a defender abertamente a exploração de petróleo na Margem Equatorial.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Precisamos ser ágeis para manter o histórico de reposição de reservas, enquanto, rumo ao net zero, buscamos mais fontes de energia limpa. Sem reposição de reservas de petróleo e gás, a Petrobras estaria fadada ao insucesso", disse Chambriard.

Segundo ela, é fundamental que a Petrobras obtenha as licenças necessárias à atividade de procura de petróleo naquela região e, se confirmada o potencial da área, os resultados em termos de emprego e renda para o País serão "absolutamente incontestes".

Petrobras (PETR4) dá prejuízo e deixa acionistas sem dividendos extraordinários

A dívida não passou batido

A dívida da Petrobras também ganhou a atenção dos analistas que participaram da teleconferência da companhia. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Questionado sobre os limites de dívida impostos pelo estatuto da petroleira, Melgarejo afirmou que "toda a modelagem não mostra passar dos US$ 65 bilhões de dívida". "Estamos bastante confortáveis", disse.

 A dívida líquida da Petrobras subiu para US$ 46,1 bilhões ao fim do segundo trimestre, valor 9,5% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Com relação à dívida líquida ao fim do primeiro trimestre de 2024, a alta foi de 5,8%.

A dívida bruta, por sua vez, alcançou US$ 59,6 bilhões em 30 de junho deste ano, alta de 2,9% com relação ao mesmo período de 2023, mas redução de 3,6% na margem, ou seja, com relação ao fim de março.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ALVO DE CRÍTICAS

Hapvida (HAPV3) pode acatar sugestão da gestora Squadra e adotar voto múltiplo na próxima eleição do Conselho

3 de abril de 2026 - 12:01

Gestora carioca escreveu carta aberta à operadora de saúde, com críticas à reeleição do Conselho e sua alta remuneração ante os maus resultados da empresa

A QUEDA CONTINUA

Vendas da Tesla (TSLA34) no 1T26 decepcionam, e ação chega a cair 6% no after market; do que o mercado não gostou?

3 de abril de 2026 - 9:56

Montadora de carros elétricos do bilionário Elon Musk têm números abaixo das expectativas em meio a redirecionamento de negócios

ÚLTIMA CHAMADA

A Aura (AURA33) ainda vale a pena? BTG alerta que janela de alta está se fechando e diz o que fazer com as ações

2 de abril de 2026 - 19:49

Mineradora mais que dobra reservas e segue entregando, mas banco afirma que boa parte da história já está no preço

FORA DA REALIDADE DA EMPRESA

Hapvida (HAPV3): alto escalão está entre os mais bem pagos do Ibovespa, apesar de “destruição histórica de valor”; veja as remunerações

2 de abril de 2026 - 17:03

Segundo uma carta da Squadra, o conselho de administração da empresa deve ganhar R$ 57 milhões em 2026, o que equivale a 1% do valor de mercado da empresa e coloca o time entre os mais bem pagos da bolsa

BARATA ATÉ DEMAIS?

Os dividendos da Vale (VALE3) estão ainda mais perto do acionista? O que levou o BofA a recomendar compra e elevar o preço-alvo

2 de abril de 2026 - 15:57

Analistas do banco apontam descolamento do minério e indicam potencial de valorização acima de 20% para ações

UMA SOLUÇÃO?

Raízen (RAIZ4) faz proposta a credores para converter 45% da dívida de R$ 65 bilhões em ações, diz agência

2 de abril de 2026 - 12:02

A a empresa quer que ao menos 45% da dívida seja revertida em ações, deixando os credores com até 70% das ações ordinárias, a R$ 0,40 por papel

SEM RECUPERAÇÃO À VISTA

Squadra pede mudanças no conselho da Hapvida (HAPV3), reeleito apesar de “uma das maiores destruições de valor da história”

2 de abril de 2026 - 10:14

Confira os problemas na operadora de saúde, segundo a gestora, e quais as propostas da Squadra para melhorar o retorno aos acionistas da Hapvida

GARANTIA A CREDORES

Oi (OIBR3) recebe autorização para venda de seu principal ativo, mas dinheiro não vai para ela

2 de abril de 2026 - 8:53

A transação envolve toda a participação da Oi e de sua subsidiária na empresa de infraestrutura digital neutra e de fibra ótica por R$ 4,5 bilhões

MAIS PERTO DO NÍVEL MÁXIMO

Axia Energia (AXIA6) dá mais um passo na direção do carimbo final rumo ao Novo Mercado; saiba o que falta agora

1 de abril de 2026 - 19:54

O ponto central é a conversão das ações preferenciais (PN) em ordinárias (ON); em reuniões separadas, os detentores de papéis PNA1 e PNB1 deram o aval para a transformação integral dos ativos

ENTRE PERDAS E RECUPERAÇÃO

O prejuízo volta na Marisa (AMAR3), mas menor: o que o balanço do 4T25 revela sobre o futuro da varejista de moda

1 de abril de 2026 - 11:33

Empresa dá novos passos na reestruturação e melhora indicadores no ano, mas não escapa de um trimestre negativo; veja os números

ENTRE A GUERRA E AS ELEIÇÕES

Petrobras (PETR4) bate recordes, aumenta preço do querosene, e Bruno Moretti deixa conselho; entenda o que acontece na estatal

1 de abril de 2026 - 11:03

O anúncio da renúncia de Bruno Moretti vem acompanhado de novos impactos da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã

Time for Fun

Mais uma empresa deixará a bolsa: T4F (SHOW3) anuncia OPA para fechar capital por R$ 5,59 por ação

1 de abril de 2026 - 9:28

O preço por ação será de R$ 5,59, valor superior ao atual: as ações fecharam o pregão de terça-feira a R$ 4,44

SD ENTREVISTA 

Boa Safra (SOJA3) freia após crescer rápido demais, mas CEO revela: ‘estamos prontos para um grande negócio’

1 de abril de 2026 - 6:12

Em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro, Marino Colpo detalha as dores do crescimento da Boa Safra e por que planos estratégicos devem incluir M&A nos próximos meses 

ALÉM DO MINÉRIO DE FERRO

No coração da estratégia da Vale (VALE3), metais básicos devem compor o motor de lucros da mineradora

31 de março de 2026 - 17:45

Subsidiária VBM salta de 10% para 26% do Ebitda da Vale e deve ganhar ainda mais peso com preços elevados e novos projetos

COMPOUNDER

Ação da Eneva (ENEV3) entra em clube seleto, segundo o BTG; banco projeta ganhos de até 30% e dividendos bilionários

31 de março de 2026 - 14:10

Com um fluxo de caixa mais estável, a empresa pode remunerar os acionistas. Se não encontrar novas oportunidades de alocação de capital, poderia distribuir R$41,5 bilhões em dividendos até 2032, 90% do valor de mercado atual, diz o BTG

ELE NÃO ERA O ÚNICO PROBLEMA

CEO sai, ação sobe: por que o mercado comemorou a saída de Rafael Lucchesi da Tupy (TUPY3)

31 de março de 2026 - 12:30

A saída de Rafael Lucchesi, alvo de críticas por possível interferência política, foi bem recebida pelo mercado e abre espaço para a escolha de um CEO com perfil técnico — em meio a desafios operacionais e à fraqueza do mercado norte-americano

REDUZINDO AS DÍVIDAS

MRV (MRVE3) faz a maior venda até então no plano de desinvestimento da Resia, nos EUA, por US$ 73 milhões; confira os próximos passos

31 de março de 2026 - 12:01

Desde o início do plano de desinvestimento da subsidiária, o total das vendas alcançam cerca de US$ 241 milhões, deixando um montante de US$ 559 milhões a serem alienados

SINAIS DE VIRADA?

Gol melhora, mas ainda não decola: prejuízo cai 72% e chega a R$ 1,4 bilhão no 4T25; veja os destaques do balanço

31 de março de 2026 - 11:22

Com Ebitda positivo e alavancagem em queda, aérea tenta deixar para trás fase mais aguda da crise; confira os números do trimestre

TÍTULOS DE DÍVIDA

Mais dinheiro na mesa: JBS (JBSS32) emite US$ 2 bilhões em bonds com taxas de até 6,4% ao ano

31 de março de 2026 - 10:55

Emissão recebeu avaliação BBB- pela Fitch Ratings; agência defende que a nota “reflete o sólido perfil de negócios da JBS”

VIROU A CHAVE

Nubank (ROXO34): mercado aperta “vender”, XP manda “comprar” — e vê rali de mais de 50% para as ações

31 de março de 2026 - 10:16

Na visão de analistas, preço dos papéis caiu em Wall Street, mas fundamentos não. Veja o que está por trás da recomendação

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia